Fluvoxamina + Haloperidol
⚠O que acontece
Aumento nos níveis de haloperidol, elevando o risco de prolongamento do intervalo QTc e torsades de pointes, especialmente em pacientes com fatores de risco (sexo feminino, idade avançada, bradicardia, hipocalemia). Efeitos extrapiramidais também podem ser exacerbados.
⚙Mecanismo
Fluvoxamina inibe a CYP3A4 (IC50 ~2-10 μM) e a CYP2D6 (fracamente, IC50 >10 μM). O haloperidol é metabolizado principalmente pela CYP3A4 e, em menor grau, pela CYP2D6. A inibição da CYP3A4 pode aumentar a AUC do haloperidol em 20-40%, com aumento correspondente nos níveis plasmáticos. A fluvoxamina também pode inibir a glicoproteína-P, aumentando a absorção.
📋Conduta Clinica
Se a combinação for necessária, reduzir a dose de haloperidol em 25-50% e titular conforme resposta. Realizar ECG basal e monitorar QTc periodicamente (ex.: semanalmente no primeiro mês, depois mensal). Manter potássio e magnésio séricos normais. Evitar outros fármacos que prolongam QTc.
🔍O que monitorar
ECG com QTc (manter <450 ms em homens, <470 ms em mulheres), sinais de efeitos extrapiramidais, sedação. Nível sérico de haloperidol se disponível (faixa terapêutica: 5-20 ng/mL).
↺Alternativas
Considerar antipsicótico com menor risco de prolongamento QTc (ex.: olanzapina, quetiapina) ou trocar fluvoxamina por ISRS com menor inibição da CYP3A4 (ex.: sertralina, citalopram).
📚Referências
Flockhart Drug Interactions Table; Micromedex 2024; Relatos de caso: Daniel et al. 1994 (aumento de níveis de haloperidol com fluvoxamina)
Perguntas Frequentes
Pode tomar Fluvoxamina com Haloperidol?
A combinação de Fluvoxamina com Haloperidol apresenta interação de gravidade moderada. Aumento nos níveis de haloperidol, elevando o risco de prolongamento do intervalo QTc e torsades de pointes, especialmente em pacientes com fatores de risco (sexo feminino, idade avançada, bradicardia, hipocalemia). Efeitos extrapiramidais também podem ser exacerbados. Se a combinação for necessária, reduzir a dose de haloperidol em 25-50% e titular conforme resposta. Realizar ECG basal e monitorar QTc periodicamente (ex.: semanalmente no primeiro mês, depois mensal). Manter potássio e magnésio séricos normais. Evitar outros fármacos que prolongam QTc.
Fluvoxamina e Haloperidol interagem?
Sim, Fluvoxamina e Haloperidol possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve fluvoxamina inibe a cyp3a4 (ic50 ~2-10 μm) e a cyp2d6 (fracamente, ic50 >10 μm). o haloperidol é metabolizado principalmente pela cyp3a4 e, em menor grau, pela cyp2d6. a inibição da cyp3a4 pode aumentar a auc do haloperidol em 20-40%, com aumento correspondente nos níveis plasmáticos. a fluvoxamina também pode inibir a glicoproteína-p, aumentando a absorção.. A conduta recomendada é: se a combinação for necessária, reduzir a dose de haloperidol em 25-50% e titular conforme resposta. realizar ecg basal e monitorar qtc periodicamente (ex.: semanalmente no primeiro mês, depois mensal). manter potássio e magnésio séricos normais. evitar outros fármacos que prolongam qtc..
Qual o risco de Fluvoxamina com Haloperidol?
O risco da associação Fluvoxamina + Haloperidol é classificado como MODERADA. Aumento nos níveis de haloperidol, elevando o risco de prolongamento do intervalo QTc e torsades de pointes, especialmente em pacientes com fatores de risco (sexo feminino, idade avançada, bradicardia, hipocalemia). Efeitos extrapiramidais também podem ser exacerbados. Monitorar: ecg com qtc (manter <450 ms em homens, <470 ms em mulheres), sinais de efeitos extrapiramidais, sedação. nível sérico de haloperidol se disponível (faixa terapêutica: 5-20 ng/ml)..
Interações Relacionadas
Interação complexa: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP2C9, enquanto a Fluoxetina é um potente inibidor da CYP2D6 e inibidor moderado da CYP3A4. Esta inibição mútua pode elevar os níveis de ambos os fármacos. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), resultando em um efeito aditivo significativo na repolarização ventricular.
Interação dupla: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP3A4, enzimas que metabolizam a Sertralina, podendo aumentar seus níveis. A Sertralina, por sua vez, é um inibidor moderado da CYP2D6, o que pode afetar o metabolismo da Amiodarona. 2) Ambos os fármacos bloqueiam os canais IKr (hERG), causando um efeito aditivo no prolongamento do intervalo QTc.
Interação farmacocinética e farmacodinâmica: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6, a principal via de metabolismo da Paroxetina, podendo aumentar seus níveis. A Paroxetina é um potente inibidor da CYP2D6, o que pode reduzir a conversão da Amiodarona em seu metabólito ativo, alterando seu perfil de eficácia e toxicidade. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), com efeito aditivo.
Amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4 (reduz conversão de venlafaxina para O-desmetilvenlafaxina), aumentando níveis de venlafaxina em 30-70% e reduzindo metabólito ativo.
Atualizado em junho/2026
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