Fluvoxamina + Fentanil

GraveRisco elevado — pode causar dano significativo ao paciente
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O que acontece

Aumento das concentrações plasmáticas de fentanil, potencializando depressão respiratória, sedação, bradicardia, rigidez torácica e risco de óbito. O efeito é mais pronunciado com fentanil transdérmico ou infusão contínua.

Mecanismo

O fentanil é metabolizado primariamente por CYP3A4 (Km ~1-5 μM) para norfentanil (inativo). A fluvoxamina inibe CYP3A4 de forma reversível e moderada (IC50 ~10-20 μM), mas como o fentanil tem alta extração hepática, a inibição pode aumentar significativamente sua biodisponibilidade e reduzir o clearance. Estudos in vitro e relatos de caso sugerem que a coadministração pode elevar a AUC do fentanil em 50-100%, aumentando o risco de depressão respiratória, sedação excessiva e bradicardia.

📋Conduta Clinica

Evitar a associação sempre que possível. Se indispensável (ex: analgesia em paciente com câncer), reduzir a dose de fentanil em 50-75% e titular conforme resposta. Para fentanil transdérmico, iniciar com a menor dose (ex: 12 mcg/h) e monitorar por 72 horas após a aplicação. Para fentanil intravenoso, reduzir a dose em 50% e monitorar continuamente. Ter naloxona prontamente disponível.

🔍O que monitorar

Nível de consciência (sedação), frequência respiratória (a cada 1-2 horas nas primeiras 24 horas), oximetria de pulso contínua se possível, capnografia se disponível. Monitorar também pressão arterial e frequência cardíaca. Em pacientes ambulatoriais, orientar sobre sinais de superdosagem e fornecer naloxona intranasal.

Alternativas

Para analgesia: morfina, hidromorfona (metabolizadas por glicuronidação, não CYP3A4) ou oxicodona (menor interação). Para o antidepressivo, considerar sertralina ou citalopram (menor inibição de CYP3A4).

📚Referências

Flockhart Drug Interactions Table; Micromedex 2024; Estudos de interação in vitro com CYP3A4; Relatos de caso de depressão respiratória com ISRS e fentanil.

Perguntas Frequentes

Pode tomar Fluvoxamina com Fentanil?

A combinação de Fluvoxamina com Fentanil apresenta interação de gravidade grave. Aumento das concentrações plasmáticas de fentanil, potencializando depressão respiratória, sedação, bradicardia, rigidez torácica e risco de óbito. O efeito é mais pronunciado com fentanil transdérmico ou infusão contínua. Evitar a associação sempre que possível. Se indispensável (ex: analgesia em paciente com câncer), reduzir a dose de fentanil em 50-75% e titular conforme resposta. Para fentanil transdérmico, iniciar com a menor dose (ex: 12 mcg/h) e monitorar por 72 horas após a aplicação. Para fentanil intravenoso, reduzir a dose em 50% e monitorar continuamente. Ter naloxona prontamente disponível.

Fluvoxamina e Fentanil interagem?

Sim, Fluvoxamina e Fentanil possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve o fentanil é metabolizado primariamente por cyp3a4 (km ~1-5 μm) para norfentanil (inativo). a fluvoxamina inibe cyp3a4 de forma reversível e moderada (ic50 ~10-20 μm), mas como o fentanil tem alta extração hepática, a inibição pode aumentar significativamente sua biodisponibilidade e reduzir o clearance. estudos in vitro e relatos de caso sugerem que a coadministração pode elevar a auc do fentanil em 50-100%, aumentando o risco de depressão respiratória, sedação excessiva e bradicardia.. A conduta recomendada é: evitar a associação sempre que possível. se indispensável (ex: analgesia em paciente com câncer), reduzir a dose de fentanil em 50-75% e titular conforme resposta. para fentanil transdérmico, iniciar com a menor dose (ex: 12 mcg/h) e monitorar por 72 horas após a aplicação. para fentanil intravenoso, reduzir a dose em 50% e monitorar continuamente. ter naloxona prontamente disponível..

Qual o risco de Fluvoxamina com Fentanil?

O risco da associação Fluvoxamina + Fentanil é classificado como GRAVE. Aumento das concentrações plasmáticas de fentanil, potencializando depressão respiratória, sedação, bradicardia, rigidez torácica e risco de óbito. O efeito é mais pronunciado com fentanil transdérmico ou infusão contínua. Monitorar: nível de consciência (sedação), frequência respiratória (a cada 1-2 horas nas primeiras 24 horas), oximetria de pulso contínua se possível, capnografia se disponível. monitorar também pressão arterial e frequência cardíaca. em pacientes ambulatoriais, orientar sobre sinais de superdosagem e fornecer naloxona intranasal..

Interações Relacionadas

Amiodarona + Tramadol

Amiodarona inibe CYP2D6 (Ki ~3-5 µM) e CYP3A4 (Ki ~10-15 µM), enzimas responsáveis pelo metabolismo do Tramadol (substrato da CYP2D6 para formação do metabólito ativo O-desmetiltramadol, e da CYP3A4 para N-desmetiltramadol). A inibição da CYP2D6 reduz a conversão para o metabólito ativo (efeito analgésico diminuído), enquanto a inibição da CYP3A4 aumenta os níveis de Tramadol inalterado, elevando o risco de efeitos adversos serotoninérgicos e convulsivos.

Moderada
Amiodarona + Codeína

Amiodarona é inibidor moderado da CYP2D6 (Ki ~3-5 µM), enzima responsável pela conversão da Codeína (pró-fármaco) em seu metabólito ativo, morfina. A inibição da CYP2D6 reduz significativamente a formação de morfina (em 50-80%), resultando em falha terapêutica (analgesia inadequada). Os níveis de Codeína inalterada podem aumentar levemente, mas sem efeito clínico relevante.

Moderada
Amiodarona + Morfina

Amiodarona é inibidor moderado da glicoproteína-P (P-gp) intestinal e renal (IC50 ~5-10 µM). A Morfina é substrato da P-gp, e sua eliminação biliar e renal depende parcialmente desse transportador. A inibição da P-gp pela Amiodarona reduz a excreção de Morfina, aumentando sua biodisponibilidade oral em 30-50% e reduzindo sua depuração, com aumento da AUC em 1,5-2 vezes. A Morfina tem índice terapêutico estreito.

Grave
Amiodarona + Oxicodona

Amiodarona inibe moderadamente CYP3A4 (redução de clearance ~40-60%, aumento AUC esperado 1,5-2x) e fracamente CYP2D6, enzimas responsáveis pelo metabolismo de oxicodona para noroxicodona (CYP3A4) e oximorfona (CYP2D6).

Moderada

Atualizado em junho/2026

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