Fluvoxamina + Fenitoína

GraveRisco elevado — pode causar dano significativo ao paciente
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O que acontece

Aumento nos níveis de fenitoína, causando neurotoxicidade (ataxia, nistagmo, diplopia, sedação, confusão) e risco de hepatotoxicidade. Pode ocorrer também hiperplasia gengival e rash cutâneo.

Mecanismo

Fluvoxamina inibe a CYP2C19 (IC50 ~0.5-2 μM) e, em menor grau, a CYP2C9. A fenitoína é metabolizada principalmente pela CYP2C9 e, em menor grau, pela CYP2C19. A inibição da CYP2C19 pode aumentar a AUC da fenitoína em 50-100%, especialmente em metabolizadores lentos da CYP2C9. A fenitoína tem cinética não linear, então pequenos aumentos na dose ou inibição podem levar a aumentos desproporcionais nos níveis plasmáticos.

📋Conduta Clinica

Evitar a combinação sempre que possível. Se indispensável (ex.: epilepsia com depressão/TOC), reduzir a dose de fenitoína em 25-50% antes de iniciar fluvoxamina e monitorar nível sérico de fenitoína (alvo: 10-20 μg/mL) semanalmente até estabilização. Ajustar dose conforme níveis e tolerabilidade. Monitorar transaminases e sinais de toxicidade.

🔍O que monitorar

Nível sérico de fenitoína (alvo: 10-20 μg/mL, ajustar para albumina se necessário). TGO/TGP, GGT. Sinais de neurotoxicidade (ataxia, nistagmo, diplopia). Hemograma (risco de leucopenia).

Alternativas

Substituir fluvoxamina por ISRS com menor inibição da CYP2C19 (ex.: sertralina, citalopram) ou usar outro anticonvulsivante (ex.: levetiracetam, lamotrigina, valproato) se possível. Se TOC for a indicação, considerar terapia cognitivo-comportamental.

📚Referências

Flockhart Drug Interactions Table; Micromedex 2024; Relatos de caso: Perucca et al. 1994 (aumento de níveis de fenitoína com fluvoxamina); FDA alerta de interação

Perguntas Frequentes

Pode tomar Fluvoxamina com Fenitoína?

A combinação de Fluvoxamina com Fenitoína apresenta interação de gravidade grave. Aumento nos níveis de fenitoína, causando neurotoxicidade (ataxia, nistagmo, diplopia, sedação, confusão) e risco de hepatotoxicidade. Pode ocorrer também hiperplasia gengival e rash cutâneo. Evitar a combinação sempre que possível. Se indispensável (ex.: epilepsia com depressão/TOC), reduzir a dose de fenitoína em 25-50% antes de iniciar fluvoxamina e monitorar nível sérico de fenitoína (alvo: 10-20 μg/mL) semanalmente até estabilização. Ajustar dose conforme níveis e tolerabilidade. Monitorar transaminases e sinais de toxicidade.

Fluvoxamina e Fenitoína interagem?

Sim, Fluvoxamina e Fenitoína possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve fluvoxamina inibe a cyp2c19 (ic50 ~0.5-2 μm) e, em menor grau, a cyp2c9. a fenitoína é metabolizada principalmente pela cyp2c9 e, em menor grau, pela cyp2c19. a inibição da cyp2c19 pode aumentar a auc da fenitoína em 50-100%, especialmente em metabolizadores lentos da cyp2c9. a fenitoína tem cinética não linear, então pequenos aumentos na dose ou inibição podem levar a aumentos desproporcionais nos níveis plasmáticos.. A conduta recomendada é: evitar a combinação sempre que possível. se indispensável (ex.: epilepsia com depressão/toc), reduzir a dose de fenitoína em 25-50% antes de iniciar fluvoxamina e monitorar nível sérico de fenitoína (alvo: 10-20 μg/ml) semanalmente até estabilização. ajustar dose conforme níveis e tolerabilidade. monitorar transaminases e sinais de toxicidade..

Qual o risco de Fluvoxamina com Fenitoína?

O risco da associação Fluvoxamina + Fenitoína é classificado como GRAVE. Aumento nos níveis de fenitoína, causando neurotoxicidade (ataxia, nistagmo, diplopia, sedação, confusão) e risco de hepatotoxicidade. Pode ocorrer também hiperplasia gengival e rash cutâneo. Monitorar: nível sérico de fenitoína (alvo: 10-20 μg/ml, ajustar para albumina se necessário). tgo/tgp, ggt. sinais de neurotoxicidade (ataxia, nistagmo, diplopia). hemograma (risco de leucopenia)..

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Atualizado em junho/2026

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