Fluvoxamina + Escitalopram

GraveRisco elevado — pode causar dano significativo ao paciente
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O que acontece

Aumento significativo nos níveis de Escitalopram, com risco de síndrome serotoninérgica (agitação, mioclonia, hipertermia) e cardiotoxicidade (prolongamento QTc >500 ms, torsades de pointes). Relatos de caso documentam síndrome serotoninérgica com esta combinação.

Mecanismo

Duplo mecanismo: 1) Efeito serotoninérgico aditivo (ambos ISRS, inibem SERT com alta afinidade). 2) Interação farmacocinética: Fluvoxamina é inibidor potente de CYP2C19 (Ki ≈ 0.1 µM) e moderado de CYP3A4 (Ki ≈ 1.5 µM). Escitalopram é metabolizado principalmente por CYP2C19 (Km ≈ 5 µM) e CYP3A4 (via menor). A inibição de CYP2C19 pela Fluvoxamina pode aumentar a AUC do Escitalopram em 50-100%, elevando o risco de prolongamento QTc e síndrome serotoninérgica.

📋Conduta Clinica

Evitar associação. Se inevitável (ex: troca de terapia), reduzir Escitalopram para 5 mg/dia e monitorar rigorosamente. Não exceder 10 mg/dia de Escitalopram. Em caso de síndrome serotoninérgica: suspender ambos, ciproheptadina 12 mg VO/SNE + suporte.

🔍O que monitorar

ECG basal e semanal até estabilização (QTc <450 ms homens, <470 ms mulheres). Avaliar sinais de síndrome serotoninérgica (clônus, temperatura, rigidez) a cada 48-72h na fase inicial. Dosagem sérica de Escitalopram não é rotina, mas nível alvo <50 ng/mL.

Alternativas

Substituir Fluvoxamina por ISRS com menor inibição de CYP2C19 (ex: Sertralina, Citalopram) ou usar fármaco não serotoninérgico.

📚Referências

Flockhart Drug Interactions Table; Micromedex 2024; Spina E, et al. Clin Pharmacokinet. 2008;47(7):463-74.

Perguntas Frequentes

Pode tomar Fluvoxamina com Escitalopram?

A combinação de Fluvoxamina com Escitalopram apresenta interação de gravidade grave. Aumento significativo nos níveis de Escitalopram, com risco de síndrome serotoninérgica (agitação, mioclonia, hipertermia) e cardiotoxicidade (prolongamento QTc >500 ms, torsades de pointes). Relatos de caso documentam síndrome serotoninérgica com esta combinação. Evitar associação. Se inevitável (ex: troca de terapia), reduzir Escitalopram para 5 mg/dia e monitorar rigorosamente. Não exceder 10 mg/dia de Escitalopram. Em caso de síndrome serotoninérgica: suspender ambos, ciproheptadina 12 mg VO/SNE + suporte.

Fluvoxamina e Escitalopram interagem?

Sim, Fluvoxamina e Escitalopram possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve duplo mecanismo: 1) efeito serotoninérgico aditivo (ambos isrs, inibem sert com alta afinidade). 2) interação farmacocinética: fluvoxamina é inibidor potente de cyp2c19 (ki ≈ 0.1 µm) e moderado de cyp3a4 (ki ≈ 1.5 µm). escitalopram é metabolizado principalmente por cyp2c19 (km ≈ 5 µm) e cyp3a4 (via menor). a inibição de cyp2c19 pela fluvoxamina pode aumentar a auc do escitalopram em 50-100%, elevando o risco de prolongamento qtc e síndrome serotoninérgica.. A conduta recomendada é: evitar associação. se inevitável (ex: troca de terapia), reduzir escitalopram para 5 mg/dia e monitorar rigorosamente. não exceder 10 mg/dia de escitalopram. em caso de síndrome serotoninérgica: suspender ambos, ciproheptadina 12 mg vo/sne + suporte..

Qual o risco de Fluvoxamina com Escitalopram?

O risco da associação Fluvoxamina + Escitalopram é classificado como GRAVE. Aumento significativo nos níveis de Escitalopram, com risco de síndrome serotoninérgica (agitação, mioclonia, hipertermia) e cardiotoxicidade (prolongamento QTc >500 ms, torsades de pointes). Relatos de caso documentam síndrome serotoninérgica com esta combinação. Monitorar: ecg basal e semanal até estabilização (qtc <450 ms homens, <470 ms mulheres). avaliar sinais de síndrome serotoninérgica (clônus, temperatura, rigidez) a cada 48-72h na fase inicial. dosagem sérica de escitalopram não é rotina, mas nível alvo <50 ng/ml..

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Atualizado em junho/2026

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