Fluvoxamina + Duloxetina

ModeradaRequer monitoramento — pode necessitar ajuste de dose
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O que acontece

Aumento significativo nos níveis de Duloxetina, com risco de náusea, tontura, hepatotoxicidade (TGO/TGP elevadas) e, menos frequentemente, síndrome serotoninérgica. Risco maior em pacientes com doença hepática prévia ou uso de álcool.

Mecanismo

Interação farmacocinética: Fluvoxamina é inibidor potente de CYP1A2 (Ki ≈ 0.1 µM). Duloxetina é metabolizada principalmente por CYP1A2 (Km ≈ 2 µM) e CYP2D6. A inibição de CYP1A2 pode aumentar a AUC da Duloxetina em 2-5 vezes, elevando o risco de hepatotoxicidade (elevação de transaminases >3x LSN) e síndrome serotoninérgica (efeito aditivo). Relatos de caso documentam hepatite com esta combinação.

📋Conduta Clinica

Evitar associação. Se indispensável, reduzir Duloxetina para 20-30 mg/dia e monitorar função hepática. Não exceder 40 mg/dia de Duloxetina. Suspender se TGO/TGP >3x LSN.

🔍O que monitorar

TGO/TGP basal e a cada 2 semanas no primeiro mês, depois mensal. Avaliar sinais de síndrome serotoninérgica e efeitos adversos gastrintestinais. ECG se sintomas autonômicos.

Alternativas

Substituir Fluvoxamina por ISRS que não iniba CYP1A2 (ex: Sertralina, Citalopram) ou usar Duloxetina em monoterapia.

📚Referências

Flockhart Drug Interactions Table; Micromedex 2024; Lobo ED, et al. Drug Metab Dispos. 2008;36(6):1035-45.

Perguntas Frequentes

Pode tomar Fluvoxamina com Duloxetina?

A combinação de Fluvoxamina com Duloxetina apresenta interação de gravidade moderada. Aumento significativo nos níveis de Duloxetina, com risco de náusea, tontura, hepatotoxicidade (TGO/TGP elevadas) e, menos frequentemente, síndrome serotoninérgica. Risco maior em pacientes com doença hepática prévia ou uso de álcool. Evitar associação. Se indispensável, reduzir Duloxetina para 20-30 mg/dia e monitorar função hepática. Não exceder 40 mg/dia de Duloxetina. Suspender se TGO/TGP >3x LSN.

Fluvoxamina e Duloxetina interagem?

Sim, Fluvoxamina e Duloxetina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve interação farmacocinética: fluvoxamina é inibidor potente de cyp1a2 (ki ≈ 0.1 µm). duloxetina é metabolizada principalmente por cyp1a2 (km ≈ 2 µm) e cyp2d6. a inibição de cyp1a2 pode aumentar a auc da duloxetina em 2-5 vezes, elevando o risco de hepatotoxicidade (elevação de transaminases >3x lsn) e síndrome serotoninérgica (efeito aditivo). relatos de caso documentam hepatite com esta combinação.. A conduta recomendada é: evitar associação. se indispensável, reduzir duloxetina para 20-30 mg/dia e monitorar função hepática. não exceder 40 mg/dia de duloxetina. suspender se tgo/tgp >3x lsn..

Qual o risco de Fluvoxamina com Duloxetina?

O risco da associação Fluvoxamina + Duloxetina é classificado como MODERADA. Aumento significativo nos níveis de Duloxetina, com risco de náusea, tontura, hepatotoxicidade (TGO/TGP elevadas) e, menos frequentemente, síndrome serotoninérgica. Risco maior em pacientes com doença hepática prévia ou uso de álcool. Monitorar: tgo/tgp basal e a cada 2 semanas no primeiro mês, depois mensal. avaliar sinais de síndrome serotoninérgica e efeitos adversos gastrintestinais. ecg se sintomas autonômicos..

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Atualizado em junho/2026

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