Fluvoxamina + Donepezila

LeveBaixo risco — geralmente não requer intervenção
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O que acontece

Aumento leve a moderado nos níveis plasmáticos de donepezila, podendo exacerbar efeitos colinérgicos dose-dependentes: náusea, vômito, diarreia, bradicardia, síncope, broncoespasmo (em asmáticos), e raramente convulsões. O risco de eventos graves é baixo na maioria dos pacientes.

Mecanismo

Fluvoxamina é inibidor moderado a potente da CYP3A4 (Ki ~0.1-0.2 μM) e inibidor potente da CYP1A2. Donepezila é metabolizada principalmente pela CYP3A4 (cerca de 60%) e CYP2D6 (cerca de 30%), com contribuição menor da CYP1A2. A inibição da CYP3A4 pela fluvoxamina pode aumentar a AUC da donepezila em aproximadamente 30-50%, um efeito modesto devido à via alternativa pela CYP2D6. A donepezila tem índice terapêutico relativamente amplo, e aumentos moderados nos níveis geralmente não resultam em toxicidade grave.

📋Conduta Clinica

A associação pode ser usada com monitoramento. Iniciar donepezila na dose de 5 mg/dia e titular lentamente (aumento para 10 mg após 4-6 semanas, se tolerado). Se efeitos adversos colinérgicos ocorrerem, reduzir dose da donepezila para 5 mg/dia ou considerar dose fracionada. Evitar em pacientes com bradicardia basal (<50 bpm) ou doença do nó sinusal.

🔍O que monitorar

Monitorar frequência cardíaca e sintomas colinérgicos (náusea, vômito, diarreia, tontura) nas primeiras 4 semanas de uso concomitante e após cada aumento de dose. ECG se sintomas de bradicardia ou síncope.

Alternativas

Se necessário trocar fluvoxamina, optar por ISRS com menor inibição de CYP3A4 (ex.: sertralina, citalopram, escitalopram). Para Alzheimer, rivastigmina transdérmica ou memantina não interagem significativamente com fluvoxamina.

📚Referências

Flockhart Drug Interactions Table; Micromedex 2024; Donepezil [bula]. Pfizer; 2023; DrugBank; PubMed: PMID 10711929

Perguntas Frequentes

Pode tomar Fluvoxamina com Donepezila?

A combinação de Fluvoxamina com Donepezila apresenta interação de gravidade leve. Aumento leve a moderado nos níveis plasmáticos de donepezila, podendo exacerbar efeitos colinérgicos dose-dependentes: náusea, vômito, diarreia, bradicardia, síncope, broncoespasmo (em asmáticos), e raramente convulsões. O risco de eventos graves é baixo na maioria dos pacientes. A associação pode ser usada com monitoramento. Iniciar donepezila na dose de 5 mg/dia e titular lentamente (aumento para 10 mg após 4-6 semanas, se tolerado). Se efeitos adversos colinérgicos ocorrerem, reduzir dose da donepezila para 5 mg/dia ou considerar dose fracionada. Evitar em pacientes com bradicardia basal (<50 bpm) ou doença do nó sinusal.

Fluvoxamina e Donepezila interagem?

Sim, Fluvoxamina e Donepezila possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve fluvoxamina é inibidor moderado a potente da cyp3a4 (ki ~0.1-0.2 μm) e inibidor potente da cyp1a2. donepezila é metabolizada principalmente pela cyp3a4 (cerca de 60%) e cyp2d6 (cerca de 30%), com contribuição menor da cyp1a2. a inibição da cyp3a4 pela fluvoxamina pode aumentar a auc da donepezila em aproximadamente 30-50%, um efeito modesto devido à via alternativa pela cyp2d6. a donepezila tem índice terapêutico relativamente amplo, e aumentos moderados nos níveis geralmente não resultam em toxicidade grave.. A conduta recomendada é: a associação pode ser usada com monitoramento. iniciar donepezila na dose de 5 mg/dia e titular lentamente (aumento para 10 mg após 4-6 semanas, se tolerado). se efeitos adversos colinérgicos ocorrerem, reduzir dose da donepezila para 5 mg/dia ou considerar dose fracionada. evitar em pacientes com bradicardia basal (<50 bpm) ou doença do nó sinusal..

Qual o risco de Fluvoxamina com Donepezila?

O risco da associação Fluvoxamina + Donepezila é classificado como LEVE. Aumento leve a moderado nos níveis plasmáticos de donepezila, podendo exacerbar efeitos colinérgicos dose-dependentes: náusea, vômito, diarreia, bradicardia, síncope, broncoespasmo (em asmáticos), e raramente convulsões. O risco de eventos graves é baixo na maioria dos pacientes. Monitorar: monitorar frequência cardíaca e sintomas colinérgicos (náusea, vômito, diarreia, tontura) nas primeiras 4 semanas de uso concomitante e após cada aumento de dose. ecg se sintomas de bradicardia ou síncope..

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Atualizado em junho/2026

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