Fluvoxamina + Diazepam
⚠O que acontece
Sedação excessiva, ataxia, confusão mental e depressão respiratória, especialmente em idosos.
⚙Mecanismo
Fluvoxamina inibe CYP2C19 (Ki ~0,5 μM) e CYP3A4 (Ki ~1,5 μM). Diazepam sofre N-desmetilação principalmente por CYP2C19 (Km ~20 μM) e hidroxilação por CYP3A4. Aumento esperado de AUC do diazepam 1,5-2x.
📋Conduta Clinica
Reduzir dose inicial de diazepam em 50% (ex: 2,5 mg 1-2x/dia). Titular com base em resposta clínica. Evitar uso crônico concomitante.
🔍O que monitorar
Avaliar sedação e ataxia nos dias 3, 7 e 14. Considerar nível sérico de diazepam + nordiazepam se sedação persistente (>300 ng/mL).
↺Alternativas
Lorazepam ou temazepam (metabolismo por glucuronidação, sem CYP).
📚Referências
Flockhart Table; Clinical Pharmacokinetics 2022; Micromedex
Perguntas Frequentes
Pode tomar Fluvoxamina com Diazepam?
A combinação de Fluvoxamina com Diazepam apresenta interação de gravidade moderada. Sedação excessiva, ataxia, confusão mental e depressão respiratória, especialmente em idosos. Reduzir dose inicial de diazepam em 50% (ex: 2,5 mg 1-2x/dia). Titular com base em resposta clínica. Evitar uso crônico concomitante.
Fluvoxamina e Diazepam interagem?
Sim, Fluvoxamina e Diazepam possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve fluvoxamina inibe cyp2c19 (ki ~0,5 μm) e cyp3a4 (ki ~1,5 μm). diazepam sofre n-desmetilação principalmente por cyp2c19 (km ~20 μm) e hidroxilação por cyp3a4. aumento esperado de auc do diazepam 1,5-2x.. A conduta recomendada é: reduzir dose inicial de diazepam em 50% (ex: 2,5 mg 1-2x/dia). titular com base em resposta clínica. evitar uso crônico concomitante..
Qual o risco de Fluvoxamina com Diazepam?
O risco da associação Fluvoxamina + Diazepam é classificado como MODERADA. Sedação excessiva, ataxia, confusão mental e depressão respiratória, especialmente em idosos. Monitorar: avaliar sedação e ataxia nos dias 3, 7 e 14. considerar nível sérico de diazepam + nordiazepam se sedação persistente (>300 ng/ml)..
Interações Relacionadas
Interação complexa: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP2C9, enquanto a Fluoxetina é um potente inibidor da CYP2D6 e inibidor moderado da CYP3A4. Esta inibição mútua pode elevar os níveis de ambos os fármacos. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), resultando em um efeito aditivo significativo na repolarização ventricular.
Interação dupla: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP3A4, enzimas que metabolizam a Sertralina, podendo aumentar seus níveis. A Sertralina, por sua vez, é um inibidor moderado da CYP2D6, o que pode afetar o metabolismo da Amiodarona. 2) Ambos os fármacos bloqueiam os canais IKr (hERG), causando um efeito aditivo no prolongamento do intervalo QTc.
Interação farmacocinética e farmacodinâmica: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6, a principal via de metabolismo da Paroxetina, podendo aumentar seus níveis. A Paroxetina é um potente inibidor da CYP2D6, o que pode reduzir a conversão da Amiodarona em seu metabólito ativo, alterando seu perfil de eficácia e toxicidade. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), com efeito aditivo.
Amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4 (reduz conversão de venlafaxina para O-desmetilvenlafaxina), aumentando níveis de venlafaxina em 30-70% e reduzindo metabólito ativo.
Atualizado em junho/2026
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