Fluvoxamina + Dexametasona
⚠O que acontece
Aumento leve a moderado nos níveis plasmáticos de dexametasona, potencializando efeitos adversos dose-dependentes como hiperglicemia, hipertensão, insônia, ganho de peso e, em uso prolongado, supressão adrenal e osteoporose.
⚙Mecanismo
Fluvoxamina é inibidor moderado da CYP3A4 (IC50 ~10 μM). A dexametasona é substrato da CYP3A4 (~60% do metabolismo). A inibição da CYP3A4 pela fluvoxamina pode aumentar a AUC da dexametasona em 20-40%, com potencial para aumentar a exposição sistêmica, especialmente em doses altas ou uso crônico.
📋Conduta Clinica
Monitorar resposta clínica e efeitos adversos. Em uso de curto prazo (<7 dias), nenhum ajuste é necessário. Em terapia crônica, considerar redução da dose de dexametasona em 25% se surgirem efeitos adversos significativos. Monitorar glicemia em diabéticos.
🔍O que monitorar
Glicemia capilar (jejum e pós-prandial), pressão arterial, peso corporal, sinais de hipercortisolismo (fácies de lua cheia, estrias, fraqueza muscular proximal), densitometria óssea em uso >3 meses.
↺Alternativas
Substituir fluvoxamina por um ISRS com menor inibição de CYP3A4, como citalopram ou sertralina. Alternativamente, usar um corticosteroide com menor metabolismo hepático, como prednisolona (metabolizada por 11β-HSD, não CYP).
📚Referências
Flockhart Drug Interactions Table; Micromedex 2024; UpToDate 2024; Czock D et al. Pharmacokinetics and pharmacodynamics of systemically administered glucocorticoids. Clin Pharmacokinet. 2005;44(1):61-98.
Perguntas Frequentes
Pode tomar Fluvoxamina com Dexametasona?
A combinação de Fluvoxamina com Dexametasona apresenta interação de gravidade leve. Aumento leve a moderado nos níveis plasmáticos de dexametasona, potencializando efeitos adversos dose-dependentes como hiperglicemia, hipertensão, insônia, ganho de peso e, em uso prolongado, supressão adrenal e osteoporose. Monitorar resposta clínica e efeitos adversos. Em uso de curto prazo (<7 dias), nenhum ajuste é necessário. Em terapia crônica, considerar redução da dose de dexametasona em 25% se surgirem efeitos adversos significativos. Monitorar glicemia em diabéticos.
Fluvoxamina e Dexametasona interagem?
Sim, Fluvoxamina e Dexametasona possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve fluvoxamina é inibidor moderado da cyp3a4 (ic50 ~10 μm). a dexametasona é substrato da cyp3a4 (~60% do metabolismo). a inibição da cyp3a4 pela fluvoxamina pode aumentar a auc da dexametasona em 20-40%, com potencial para aumentar a exposição sistêmica, especialmente em doses altas ou uso crônico.. A conduta recomendada é: monitorar resposta clínica e efeitos adversos. em uso de curto prazo (<7 dias), nenhum ajuste é necessário. em terapia crônica, considerar redução da dose de dexametasona em 25% se surgirem efeitos adversos significativos. monitorar glicemia em diabéticos..
Qual o risco de Fluvoxamina com Dexametasona?
O risco da associação Fluvoxamina + Dexametasona é classificado como LEVE. Aumento leve a moderado nos níveis plasmáticos de dexametasona, potencializando efeitos adversos dose-dependentes como hiperglicemia, hipertensão, insônia, ganho de peso e, em uso prolongado, supressão adrenal e osteoporose. Monitorar: glicemia capilar (jejum e pós-prandial), pressão arterial, peso corporal, sinais de hipercortisolismo (fácies de lua cheia, estrias, fraqueza muscular proximal), densitometria óssea em uso >3 meses..
Interações Relacionadas
Amiodarona é inibidor moderado da CYP2C9 (Ki ~5 µM), enzima primária no metabolismo da Glibenclamida. A inibição reduz a depuração hepática em 40-60%, aumentando a AUC da glibenclamida em 2-3x. Isso potencializa o risco de hipoglicemia grave, especialmente em idosos ou pacientes com insuficiência renal.
Amiodarona inibe fracamente a CYP3A4, mas a Sitagliptina é metabolizada minimamente (<15%) por essa via, sendo 80% excretada inalterada na urina. O aumento na exposição à sitagliptina é <10%, sem significado clínico.
Amiodarona inibe fracamente a CYP3A4, enzima que metaboliza a Dexametasona. No entanto, a dexametasona é um indutor potente da CYP3A4, o que pode contrabalançar a inibição. O efeito líquido é um aumento <30% na AUC da dexametasona, com relevância clínica apenas em doses altas (>8 mg/dia) ou uso crônico.
Amiodarona inibe fracamente a CYP3A4, mas a Prednisona é um pró-fármaco convertido a prednisolona (ativa) por hidroxiesteroides desidrogenases hepáticas, independentes de CYP. A prednisolona é metabolizada por múltiplas vias, com contribuição limitada da CYP3A4. O aumento na exposição à prednisolona é <20%, sem relevância clínica.
Atualizado em junho/2026
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