Fluvoxamina + Clomipramina

GraveRisco elevado — pode causar dano significativo ao paciente
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O que acontece

Aumento nos níveis de Clomipramina com prolongamento QTc (>500 ms), torsades de pointes, síndrome serotoninérgica (agitação, mioclonia, hipertermia), convulsões e óbito. Relatos de caso documentam toxicidade grave.

Mecanismo

Fluvoxamina inibe CYP1A2 (Ki ≈ 0.1 µM) e CYP2C19 (Ki ≈ 0.1 µM), enzimas responsáveis pela N-desmetilação da Clomipramina (substrato com Km ≈ 8 µM para CYP1A2 e ≈ 12 µM para CYP2C19). A inibição pode aumentar a AUC da Clomipramina em 3-4 vezes, elevando os níveis séricos para faixa tóxica (>400 ng/mL). Risco de cardiotoxicidade e síndrome serotoninérgica (Clomipramina é potente inibidor de SERT, Ki ≈ 0.5 nM).

📋Conduta Clinica

Evitar associação. Se indispensável (ex: TOC refratário), reduzir Clomipramina em 50-75% (dose inicial 25 mg/dia) e titular com base no nível sérico. Alvo terapêutico: 150-300 ng/mL (Clomipramina + Desmetilclomipramina). Suspender se QTc >500 ms ou sinais de síndrome serotoninérgica.

🔍O que monitorar

Nível sérico de Clomipramina/Desmetilclomipramina basal e 5-7 dias após ajuste. ECG basal e semanal. Avaliar sinais de síndrome serotoninérgica (clônus, temperatura, rigidez) a cada 48-72h.

Alternativas

Substituir Clomipramina por ISRS (ex: Sertralina) em monoterapia para TOC, ou usar Fluvoxamina isoladamente em doses altas (até 300 mg/dia).

📚Referências

Flockhart Drug Interactions Table; Micromedex 2024; Balant-Gorgia AE, et al. Clin Pharmacokinet. 1991;20(6):447-62.

Perguntas Frequentes

Pode tomar Fluvoxamina com Clomipramina?

A combinação de Fluvoxamina com Clomipramina apresenta interação de gravidade grave. Aumento nos níveis de Clomipramina com prolongamento QTc (>500 ms), torsades de pointes, síndrome serotoninérgica (agitação, mioclonia, hipertermia), convulsões e óbito. Relatos de caso documentam toxicidade grave. Evitar associação. Se indispensável (ex: TOC refratário), reduzir Clomipramina em 50-75% (dose inicial 25 mg/dia) e titular com base no nível sérico. Alvo terapêutico: 150-300 ng/mL (Clomipramina + Desmetilclomipramina). Suspender se QTc >500 ms ou sinais de síndrome serotoninérgica.

Fluvoxamina e Clomipramina interagem?

Sim, Fluvoxamina e Clomipramina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve fluvoxamina inibe cyp1a2 (ki ≈ 0.1 µm) e cyp2c19 (ki ≈ 0.1 µm), enzimas responsáveis pela n-desmetilação da clomipramina (substrato com km ≈ 8 µm para cyp1a2 e ≈ 12 µm para cyp2c19). a inibição pode aumentar a auc da clomipramina em 3-4 vezes, elevando os níveis séricos para faixa tóxica (>400 ng/ml). risco de cardiotoxicidade e síndrome serotoninérgica (clomipramina é potente inibidor de sert, ki ≈ 0.5 nm).. A conduta recomendada é: evitar associação. se indispensável (ex: toc refratário), reduzir clomipramina em 50-75% (dose inicial 25 mg/dia) e titular com base no nível sérico. alvo terapêutico: 150-300 ng/ml (clomipramina + desmetilclomipramina). suspender se qtc >500 ms ou sinais de síndrome serotoninérgica..

Qual o risco de Fluvoxamina com Clomipramina?

O risco da associação Fluvoxamina + Clomipramina é classificado como GRAVE. Aumento nos níveis de Clomipramina com prolongamento QTc (>500 ms), torsades de pointes, síndrome serotoninérgica (agitação, mioclonia, hipertermia), convulsões e óbito. Relatos de caso documentam toxicidade grave. Monitorar: nível sérico de clomipramina/desmetilclomipramina basal e 5-7 dias após ajuste. ecg basal e semanal. avaliar sinais de síndrome serotoninérgica (clônus, temperatura, rigidez) a cada 48-72h..

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Atualizado em junho/2026

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