Fluvoxamina + Carbamazepina
⚠O que acontece
Aumento nos níveis de carbamazepina e seu metabólito epóxido, causando neurotoxicidade (ataxia, diplopia, nistagmo, sedação) e risco de hepatotoxicidade (elevação de transaminases, hepatite). Pode ocorrer também síndrome de secreção inapropriada de ADH (SIADH) com hiponatremia.
⚙Mecanismo
Fluvoxamina inibe a CYP3A4 (IC50 ~2-10 μM). A carbamazepina é metabolizada principalmente pela CYP3A4 a carbamazepina-10,11-epóxido (metabólito ativo e tóxico). A inibição da CYP3A4 pode aumentar a AUC da carbamazepina em 50-100%, com aumento correspondente no metabólito epóxido, elevando o risco de neurotoxicidade e hepatotoxicidade. Além disso, a carbamazepina é um indutor potente da CYP3A4 e pode reduzir os níveis de fluvoxamina, mas o efeito inibitório da fluvoxamina geralmente predomina.
📋Conduta Clinica
Evitar a combinação sempre que possível. Se indispensável (ex.: transtorno bipolar com TOC), reduzir a dose de carbamazepina em 50% antes de iniciar fluvoxamina e monitorar nível sérico de carbamazepina (alvo: 4-12 μg/mL) e do metabólito epóxido. Monitorar transaminases e sódio sérico semanalmente no primeiro mês. Ajustar dose conforme níveis e tolerabilidade.
🔍O que monitorar
Nível sérico de carbamazepina e carbamazepina-10,11-epóxido (alvo: 4-12 μg/mL para carbamazepina, epóxido <2 μg/mL). TGO/TGP, GGT, sódio sérico. Sinais de neurotoxicidade (ataxia, diplopia, nistagmo). Hemograma (risco de leucopenia).
↺Alternativas
Substituir fluvoxamina por ISRS com menor inibição da CYP3A4 (ex.: sertralina, citalopram) ou usar outro estabilizador de humor (ex.: lítio, valproato, lamotrigina) se possível. Se TOC for a indicação, considerar terapia cognitivo-comportamental.
📚Referências
Flockhart Drug Interactions Table; Micromedex 2024; Relatos de caso: Martinelli et al. 1993 (aumento de níveis de carbamazepina com fluvoxamina); FDA alerta de interação
Perguntas Frequentes
Pode tomar Fluvoxamina com Carbamazepina?
A combinação de Fluvoxamina com Carbamazepina apresenta interação de gravidade grave. Aumento nos níveis de carbamazepina e seu metabólito epóxido, causando neurotoxicidade (ataxia, diplopia, nistagmo, sedação) e risco de hepatotoxicidade (elevação de transaminases, hepatite). Pode ocorrer também síndrome de secreção inapropriada de ADH (SIADH) com hiponatremia. Evitar a combinação sempre que possível. Se indispensável (ex.: transtorno bipolar com TOC), reduzir a dose de carbamazepina em 50% antes de iniciar fluvoxamina e monitorar nível sérico de carbamazepina (alvo: 4-12 μg/mL) e do metabólito epóxido. Monitorar transaminases e sódio sérico semanalmente no primeiro mês. Ajustar dose conforme níveis e tolerabilidade.
Fluvoxamina e Carbamazepina interagem?
Sim, Fluvoxamina e Carbamazepina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve fluvoxamina inibe a cyp3a4 (ic50 ~2-10 μm). a carbamazepina é metabolizada principalmente pela cyp3a4 a carbamazepina-10,11-epóxido (metabólito ativo e tóxico). a inibição da cyp3a4 pode aumentar a auc da carbamazepina em 50-100%, com aumento correspondente no metabólito epóxido, elevando o risco de neurotoxicidade e hepatotoxicidade. além disso, a carbamazepina é um indutor potente da cyp3a4 e pode reduzir os níveis de fluvoxamina, mas o efeito inibitório da fluvoxamina geralmente predomina.. A conduta recomendada é: evitar a combinação sempre que possível. se indispensável (ex.: transtorno bipolar com toc), reduzir a dose de carbamazepina em 50% antes de iniciar fluvoxamina e monitorar nível sérico de carbamazepina (alvo: 4-12 μg/ml) e do metabólito epóxido. monitorar transaminases e sódio sérico semanalmente no primeiro mês. ajustar dose conforme níveis e tolerabilidade..
Qual o risco de Fluvoxamina com Carbamazepina?
O risco da associação Fluvoxamina + Carbamazepina é classificado como GRAVE. Aumento nos níveis de carbamazepina e seu metabólito epóxido, causando neurotoxicidade (ataxia, diplopia, nistagmo, sedação) e risco de hepatotoxicidade (elevação de transaminases, hepatite). Pode ocorrer também síndrome de secreção inapropriada de ADH (SIADH) com hiponatremia. Monitorar: nível sérico de carbamazepina e carbamazepina-10,11-epóxido (alvo: 4-12 μg/ml para carbamazepina, epóxido <2 μg/ml). tgo/tgp, ggt, sódio sérico. sinais de neurotoxicidade (ataxia, diplopia, nistagmo). hemograma (risco de leucopenia)..
Interações Relacionadas
Interação complexa: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP2C9, enquanto a Fluoxetina é um potente inibidor da CYP2D6 e inibidor moderado da CYP3A4. Esta inibição mútua pode elevar os níveis de ambos os fármacos. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), resultando em um efeito aditivo significativo na repolarização ventricular.
Interação dupla: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP3A4, enzimas que metabolizam a Sertralina, podendo aumentar seus níveis. A Sertralina, por sua vez, é um inibidor moderado da CYP2D6, o que pode afetar o metabolismo da Amiodarona. 2) Ambos os fármacos bloqueiam os canais IKr (hERG), causando um efeito aditivo no prolongamento do intervalo QTc.
Interação farmacocinética e farmacodinâmica: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6, a principal via de metabolismo da Paroxetina, podendo aumentar seus níveis. A Paroxetina é um potente inibidor da CYP2D6, o que pode reduzir a conversão da Amiodarona em seu metabólito ativo, alterando seu perfil de eficácia e toxicidade. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), com efeito aditivo.
Amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4 (reduz conversão de venlafaxina para O-desmetilvenlafaxina), aumentando níveis de venlafaxina em 30-70% e reduzindo metabólito ativo.
Atualizado em junho/2026
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