Fluvoxamina + Aripiprazol
⚠O que acontece
Aumento nos níveis de aripiprazol, potencializando efeitos adversos dose-dependentes como acatisia, insônia, náusea, e raramente prolongamento QTc. Risco de síndrome de ativação e impulsividade.
⚙Mecanismo
Fluvoxamina inibe a CYP3A4 (IC50 ~2-10 μM) e a CYP2D6 (fracamente). O aripiprazol é metabolizado principalmente pela CYP3A4 e CYP2D6. A inibição da CYP3A4 pode aumentar a AUC do aripiprazol em 50-100%, com aumento correspondente nos níveis plasmáticos e efeitos adversos.
📋Conduta Clinica
Se a combinação for necessária, reduzir a dose de aripiprazol em 50% (ex.: de 10 mg para 5 mg/dia) e titular conforme resposta. Monitorar acatisia e efeitos gastrointestinais. ECG se doses altas ou fatores de risco.
🔍O que monitorar
Avaliar acatisia, ansiedade, insônia, náusea. ECG com QTc se doses >15 mg/dia ou fatores de risco. Controle de peso e glicemia se uso prolongado.
↺Alternativas
Substituir fluvoxamina por ISRS com menor inibição da CYP3A4 (ex.: sertralina, citalopram) ou usar antipsicótico com metabolismo independente da CYP3A4 (ex.: olanzapina, paliperidona).
📚Referências
Flockhart Drug Interactions Table; Micromedex 2024; Estudo: Azuma et al. 2012 (aumento de 50-100% na AUC do aripiprazol com fluvoxamina)
Perguntas Frequentes
Pode tomar Fluvoxamina com Aripiprazol?
A combinação de Fluvoxamina com Aripiprazol apresenta interação de gravidade moderada. Aumento nos níveis de aripiprazol, potencializando efeitos adversos dose-dependentes como acatisia, insônia, náusea, e raramente prolongamento QTc. Risco de síndrome de ativação e impulsividade. Se a combinação for necessária, reduzir a dose de aripiprazol em 50% (ex.: de 10 mg para 5 mg/dia) e titular conforme resposta. Monitorar acatisia e efeitos gastrointestinais. ECG se doses altas ou fatores de risco.
Fluvoxamina e Aripiprazol interagem?
Sim, Fluvoxamina e Aripiprazol possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve fluvoxamina inibe a cyp3a4 (ic50 ~2-10 μm) e a cyp2d6 (fracamente). o aripiprazol é metabolizado principalmente pela cyp3a4 e cyp2d6. a inibição da cyp3a4 pode aumentar a auc do aripiprazol em 50-100%, com aumento correspondente nos níveis plasmáticos e efeitos adversos.. A conduta recomendada é: se a combinação for necessária, reduzir a dose de aripiprazol em 50% (ex.: de 10 mg para 5 mg/dia) e titular conforme resposta. monitorar acatisia e efeitos gastrointestinais. ecg se doses altas ou fatores de risco..
Qual o risco de Fluvoxamina com Aripiprazol?
O risco da associação Fluvoxamina + Aripiprazol é classificado como MODERADA. Aumento nos níveis de aripiprazol, potencializando efeitos adversos dose-dependentes como acatisia, insônia, náusea, e raramente prolongamento QTc. Risco de síndrome de ativação e impulsividade. Monitorar: avaliar acatisia, ansiedade, insônia, náusea. ecg com qtc se doses >15 mg/dia ou fatores de risco. controle de peso e glicemia se uso prolongado..
Interações Relacionadas
Interação complexa: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP2C9, enquanto a Fluoxetina é um potente inibidor da CYP2D6 e inibidor moderado da CYP3A4. Esta inibição mútua pode elevar os níveis de ambos os fármacos. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), resultando em um efeito aditivo significativo na repolarização ventricular.
Interação dupla: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP3A4, enzimas que metabolizam a Sertralina, podendo aumentar seus níveis. A Sertralina, por sua vez, é um inibidor moderado da CYP2D6, o que pode afetar o metabolismo da Amiodarona. 2) Ambos os fármacos bloqueiam os canais IKr (hERG), causando um efeito aditivo no prolongamento do intervalo QTc.
Interação farmacocinética e farmacodinâmica: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6, a principal via de metabolismo da Paroxetina, podendo aumentar seus níveis. A Paroxetina é um potente inibidor da CYP2D6, o que pode reduzir a conversão da Amiodarona em seu metabólito ativo, alterando seu perfil de eficácia e toxicidade. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), com efeito aditivo.
Amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4 (reduz conversão de venlafaxina para O-desmetilvenlafaxina), aumentando níveis de venlafaxina em 30-70% e reduzindo metabólito ativo.
Atualizado em junho/2026
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