Fluvoxamina + Amitriptilina
⚠O que acontece
Aumento nos níveis de Amitriptilina com prolongamento QTc (>500 ms), risco de torsades de pointes, sedação excessiva, delirium anticolinérgico, convulsões e óbito. Relatos de caso documentam níveis tóxicos com esta combinação.
⚙Mecanismo
Fluvoxamina inibe CYP1A2 (Ki ≈ 0.1 µM) e CYP2C19 (Ki ≈ 0.1 µM), enzimas responsáveis pela N-desmetilação da Amitriptilina (substrato com Km ≈ 10 µM para CYP2C19 e ≈ 5 µM para CYP1A2). A inibição pode aumentar a AUC da Amitriptilina em 3-5 vezes, elevando os níveis séricos para faixa tóxica (>300 ng/mL). Risco de cardiotoxicidade (prolongamento QTc, torsades) e efeitos anticolinérgicos graves.
📋Conduta Clinica
Evitar associação. Se indispensável (ex: dor neuropática refratária), reduzir Amitriptilina em 50-75% (dose inicial 10-25 mg/dia) e titular com base no nível sérico. Alvo terapêutico: 80-200 ng/mL (Amitriptilina + Nortriptilina). Suspender se QTc >500 ms.
🔍O que monitorar
Nível sérico de Amitriptilina/Nortriptilina basal e 5-7 dias após ajuste de dose. ECG basal e semanal até estabilização. Avaliar sinais anticolinérgicos (boca seca, constipação, retenção urinária, confusão).
↺Alternativas
Substituir Amitriptilina por Nortriptilina (menor inibição de CYP2C19) ou usar Gabapentina/Pregabalina para dor neuropática.
📚Referências
Flockhart Drug Interactions Table; Micromedex 2024; Preskorn SH, et al. J Clin Psychopharmacol. 1994;14(2):90-8.
Perguntas Frequentes
Pode tomar Fluvoxamina com Amitriptilina?
A combinação de Fluvoxamina com Amitriptilina apresenta interação de gravidade grave. Aumento nos níveis de Amitriptilina com prolongamento QTc (>500 ms), risco de torsades de pointes, sedação excessiva, delirium anticolinérgico, convulsões e óbito. Relatos de caso documentam níveis tóxicos com esta combinação. Evitar associação. Se indispensável (ex: dor neuropática refratária), reduzir Amitriptilina em 50-75% (dose inicial 10-25 mg/dia) e titular com base no nível sérico. Alvo terapêutico: 80-200 ng/mL (Amitriptilina + Nortriptilina). Suspender se QTc >500 ms.
Fluvoxamina e Amitriptilina interagem?
Sim, Fluvoxamina e Amitriptilina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve fluvoxamina inibe cyp1a2 (ki ≈ 0.1 µm) e cyp2c19 (ki ≈ 0.1 µm), enzimas responsáveis pela n-desmetilação da amitriptilina (substrato com km ≈ 10 µm para cyp2c19 e ≈ 5 µm para cyp1a2). a inibição pode aumentar a auc da amitriptilina em 3-5 vezes, elevando os níveis séricos para faixa tóxica (>300 ng/ml). risco de cardiotoxicidade (prolongamento qtc, torsades) e efeitos anticolinérgicos graves.. A conduta recomendada é: evitar associação. se indispensável (ex: dor neuropática refratária), reduzir amitriptilina em 50-75% (dose inicial 10-25 mg/dia) e titular com base no nível sérico. alvo terapêutico: 80-200 ng/ml (amitriptilina + nortriptilina). suspender se qtc >500 ms..
Qual o risco de Fluvoxamina com Amitriptilina?
O risco da associação Fluvoxamina + Amitriptilina é classificado como GRAVE. Aumento nos níveis de Amitriptilina com prolongamento QTc (>500 ms), risco de torsades de pointes, sedação excessiva, delirium anticolinérgico, convulsões e óbito. Relatos de caso documentam níveis tóxicos com esta combinação. Monitorar: nível sérico de amitriptilina/nortriptilina basal e 5-7 dias após ajuste de dose. ecg basal e semanal até estabilização. avaliar sinais anticolinérgicos (boca seca, constipação, retenção urinária, confusão)..
Interações Relacionadas
Interação complexa: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP2C9, enquanto a Fluoxetina é um potente inibidor da CYP2D6 e inibidor moderado da CYP3A4. Esta inibição mútua pode elevar os níveis de ambos os fármacos. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), resultando em um efeito aditivo significativo na repolarização ventricular.
Interação dupla: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP3A4, enzimas que metabolizam a Sertralina, podendo aumentar seus níveis. A Sertralina, por sua vez, é um inibidor moderado da CYP2D6, o que pode afetar o metabolismo da Amiodarona. 2) Ambos os fármacos bloqueiam os canais IKr (hERG), causando um efeito aditivo no prolongamento do intervalo QTc.
Interação farmacocinética e farmacodinâmica: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6, a principal via de metabolismo da Paroxetina, podendo aumentar seus níveis. A Paroxetina é um potente inibidor da CYP2D6, o que pode reduzir a conversão da Amiodarona em seu metabólito ativo, alterando seu perfil de eficácia e toxicidade. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), com efeito aditivo.
Amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4 (reduz conversão de venlafaxina para O-desmetilvenlafaxina), aumentando níveis de venlafaxina em 30-70% e reduzindo metabólito ativo.
Atualizado em junho/2026
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