Fluvoxamina + Alprazolam
⚠O que acontece
Sedação prolongada, ataxia, amnesia anterógrada e risco de quedas.
⚙Mecanismo
Fluvoxamina inibe moderadamente CYP3A4 (Ki ~1,5 μM). Alprazolam é substrato quase exclusivo de CYP3A4 (Km ~300 μM). Aumento de AUC do alprazolam de 1,8-2,2 vezes com fluvoxamina 100 mg/dia.
📋Conduta Clinica
Reduzir dose de alprazolam em 50% (ex: 0,125-0,25 mg 2-3x/dia). Reavaliar após 5-7 dias. Evitar doses >0,5 mg/dia enquanto em fluvoxamina.
🔍O que monitorar
Sedação diária nos primeiros 7 dias; escala de sedação (0-10) e risco de queda (Morse).
↺Alternativas
Clonazepam ou lorazepam (menor dependência de CYP3A4).
📚Referências
Flockhart; J Clin Psychopharmacol 2001; Micromedex 2024
Perguntas Frequentes
Pode tomar Fluvoxamina com Alprazolam?
A combinação de Fluvoxamina com Alprazolam apresenta interação de gravidade moderada. Sedação prolongada, ataxia, amnesia anterógrada e risco de quedas. Reduzir dose de alprazolam em 50% (ex: 0,125-0,25 mg 2-3x/dia). Reavaliar após 5-7 dias. Evitar doses >0,5 mg/dia enquanto em fluvoxamina.
Fluvoxamina e Alprazolam interagem?
Sim, Fluvoxamina e Alprazolam possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve fluvoxamina inibe moderadamente cyp3a4 (ki ~1,5 μm). alprazolam é substrato quase exclusivo de cyp3a4 (km ~300 μm). aumento de auc do alprazolam de 1,8-2,2 vezes com fluvoxamina 100 mg/dia.. A conduta recomendada é: reduzir dose de alprazolam em 50% (ex: 0,125-0,25 mg 2-3x/dia). reavaliar após 5-7 dias. evitar doses >0,5 mg/dia enquanto em fluvoxamina..
Qual o risco de Fluvoxamina com Alprazolam?
O risco da associação Fluvoxamina + Alprazolam é classificado como MODERADA. Sedação prolongada, ataxia, amnesia anterógrada e risco de quedas. Monitorar: sedação diária nos primeiros 7 dias; escala de sedação (0-10) e risco de queda (morse)..
Interações Relacionadas
Interação complexa: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP2C9, enquanto a Fluoxetina é um potente inibidor da CYP2D6 e inibidor moderado da CYP3A4. Esta inibição mútua pode elevar os níveis de ambos os fármacos. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), resultando em um efeito aditivo significativo na repolarização ventricular.
Interação dupla: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP3A4, enzimas que metabolizam a Sertralina, podendo aumentar seus níveis. A Sertralina, por sua vez, é um inibidor moderado da CYP2D6, o que pode afetar o metabolismo da Amiodarona. 2) Ambos os fármacos bloqueiam os canais IKr (hERG), causando um efeito aditivo no prolongamento do intervalo QTc.
Interação farmacocinética e farmacodinâmica: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6, a principal via de metabolismo da Paroxetina, podendo aumentar seus níveis. A Paroxetina é um potente inibidor da CYP2D6, o que pode reduzir a conversão da Amiodarona em seu metabólito ativo, alterando seu perfil de eficácia e toxicidade. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), com efeito aditivo.
Amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4 (reduz conversão de venlafaxina para O-desmetilvenlafaxina), aumentando níveis de venlafaxina em 30-70% e reduzindo metabólito ativo.
Atualizado em junho/2026
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