Fluoxetina + Trazodona
⚠O que acontece
Síndrome serotoninérgica: agitação, mioclonia, hipertermia, diaforese, tremor, taquicardia, rigidez muscular, clônus ocular e hiperreflexia. Pode ser fatal se não reconhecida precocemente.
⚙Mecanismo
Fluoxetina inibe a recaptação de serotonina (ISRS) e a trazodona atua como antagonista 5-HT2A e inibidor da recaptação de serotonina (IRSA). A combinação resulta em excesso serotoninérgico sináptico, especialmente em doses altas. A fluoxetina também inibe CYP2D6 (Ki ≈ 0.6 μM) e CYP3A4 (Ki ≈ 1.5 μM), podendo aumentar os níveis de trazodona (substrato da CYP3A4) em 20-50%, potencializando o risco.
📋Conduta Clinica
Evitar associação sempre que possível. Se indispensável, iniciar com doses mínimas (ex: fluoxetina 10 mg/dia + trazodona 25-50 mg à noite) e titular lentamente. Aplicar Critérios de Hunter para diagnóstico precoce. Em caso de síndrome serotoninérgica, suspender ambos e iniciar suporte (benzodiazepínicos, resfriamento, ciproheptadina 12 mg VO/SNE dose inicial, manutenção 2 mg a cada 2h até resposta).
🔍O que monitorar
Temperatura axilar a cada 2-4h, FC, PA, reflexos tendinosos profundos, clônus espontâneo/induzido, mioclonia, nível de consciência (Escala de Coma de Glasgow), pupilas (midríase). Avaliar função renal e hepática (CPK, transaminases) se suspeita de rabdomiólise.
↺Alternativas
Substituir trazodona por hipnótico não serotoninérgico (ex: zolpidem 5-10 mg, zopiclona 3,75-7,5 mg) ou antidepressivo com perfil diferente (ex: bupropiona 150 mg/dia, mirtazapina 15-30 mg à noite – esta última com cautela, ver interação específica).
📚Referências
FDA Serotonin Syndrome Alert; UpToDate 2024; Boyer EW, Shannon M. N Engl J Med 2005;352:1112-20.
Perguntas Frequentes
Pode tomar Fluoxetina com Trazodona?
A combinação de Fluoxetina com Trazodona apresenta interação de gravidade grave. Síndrome serotoninérgica: agitação, mioclonia, hipertermia, diaforese, tremor, taquicardia, rigidez muscular, clônus ocular e hiperreflexia. Pode ser fatal se não reconhecida precocemente. Evitar associação sempre que possível. Se indispensável, iniciar com doses mínimas (ex: fluoxetina 10 mg/dia + trazodona 25-50 mg à noite) e titular lentamente. Aplicar Critérios de Hunter para diagnóstico precoce. Em caso de síndrome serotoninérgica, suspender ambos e iniciar suporte (benzodiazepínicos, resfriamento, ciproheptadina 12 mg VO/SNE dose inicial, manutenção 2 mg a cada 2h até resposta).
Fluoxetina e Trazodona interagem?
Sim, Fluoxetina e Trazodona possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve fluoxetina inibe a recaptação de serotonina (isrs) e a trazodona atua como antagonista 5-ht2a e inibidor da recaptação de serotonina (irsa). a combinação resulta em excesso serotoninérgico sináptico, especialmente em doses altas. a fluoxetina também inibe cyp2d6 (ki ≈ 0.6 μm) e cyp3a4 (ki ≈ 1.5 μm), podendo aumentar os níveis de trazodona (substrato da cyp3a4) em 20-50%, potencializando o risco.. A conduta recomendada é: evitar associação sempre que possível. se indispensável, iniciar com doses mínimas (ex: fluoxetina 10 mg/dia + trazodona 25-50 mg à noite) e titular lentamente. aplicar critérios de hunter para diagnóstico precoce. em caso de síndrome serotoninérgica, suspender ambos e iniciar suporte (benzodiazepínicos, resfriamento, ciproheptadina 12 mg vo/sne dose inicial, manutenção 2 mg a cada 2h até resposta)..
Qual o risco de Fluoxetina com Trazodona?
O risco da associação Fluoxetina + Trazodona é classificado como GRAVE. Síndrome serotoninérgica: agitação, mioclonia, hipertermia, diaforese, tremor, taquicardia, rigidez muscular, clônus ocular e hiperreflexia. Pode ser fatal se não reconhecida precocemente. Monitorar: temperatura axilar a cada 2-4h, fc, pa, reflexos tendinosos profundos, clônus espontâneo/induzido, mioclonia, nível de consciência (escala de coma de glasgow), pupilas (midríase). avaliar função renal e hepática (cpk, transaminases) se suspeita de rabdomiólise..
Interações Relacionadas
Interação complexa: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP2C9, enquanto a Fluoxetina é um potente inibidor da CYP2D6 e inibidor moderado da CYP3A4. Esta inibição mútua pode elevar os níveis de ambos os fármacos. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), resultando em um efeito aditivo significativo na repolarização ventricular.
Interação dupla: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP3A4, enzimas que metabolizam a Sertralina, podendo aumentar seus níveis. A Sertralina, por sua vez, é um inibidor moderado da CYP2D6, o que pode afetar o metabolismo da Amiodarona. 2) Ambos os fármacos bloqueiam os canais IKr (hERG), causando um efeito aditivo no prolongamento do intervalo QTc.
Interação farmacocinética e farmacodinâmica: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6, a principal via de metabolismo da Paroxetina, podendo aumentar seus níveis. A Paroxetina é um potente inibidor da CYP2D6, o que pode reduzir a conversão da Amiodarona em seu metabólito ativo, alterando seu perfil de eficácia e toxicidade. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), com efeito aditivo.
Amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4 (reduz conversão de venlafaxina para O-desmetilvenlafaxina), aumentando níveis de venlafaxina em 30-70% e reduzindo metabólito ativo.
Atualizado em junho/2026
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