Fluoxetina + Tramadol
⚠O que acontece
Síndrome serotoninérgica: agitação, mioclonia, hipertermia, diaforese, tremor. Simultaneamente: analgesia reduzida por menor formação de M1.
⚙Mecanismo
Fluoxetina inibe CYP2D6 (reduz conversão de tramadol ao metabólito analgésico M1) e é serotoninérgica. Tramadol inibe recaptação de serotonina. Duplo risco: falha analgésica + síndrome serotoninérgica.
📋Conduta Clinica
Evitar associação. Se necessário: monitorar critérios de Hunter. Preferir analgésico sem ação serotoninérgica.
🔍O que monitorar
Temperatura, FC, reflexos, clônus, estado mental. Escala de Hunter para síndrome serotoninérgica.
↺Alternativas
Morfina ou oxicodona (sem ação serotoninérgica). Paracetamol + codeína com cautela (CYP2D6 também afetada).
📚Referências
FDA Safety Alert 2016; UpToDate 2024; Micromedex 2024
Perguntas Frequentes
Pode tomar Fluoxetina com Tramadol?
A combinação de Fluoxetina com Tramadol apresenta interação de gravidade grave. Síndrome serotoninérgica: agitação, mioclonia, hipertermia, diaforese, tremor. Simultaneamente: analgesia reduzida por menor formação de M1. Evitar associação. Se necessário: monitorar critérios de Hunter. Preferir analgésico sem ação serotoninérgica.
Fluoxetina e Tramadol interagem?
Sim, Fluoxetina e Tramadol possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve fluoxetina inibe cyp2d6 (reduz conversão de tramadol ao metabólito analgésico m1) e é serotoninérgica. tramadol inibe recaptação de serotonina. duplo risco: falha analgésica + síndrome serotoninérgica.. A conduta recomendada é: evitar associação. se necessário: monitorar critérios de hunter. preferir analgésico sem ação serotoninérgica..
Qual o risco de Fluoxetina com Tramadol?
O risco da associação Fluoxetina + Tramadol é classificado como GRAVE. Síndrome serotoninérgica: agitação, mioclonia, hipertermia, diaforese, tremor. Simultaneamente: analgesia reduzida por menor formação de M1. Monitorar: temperatura, fc, reflexos, clônus, estado mental. escala de hunter para síndrome serotoninérgica..
Interações Relacionadas
Interação complexa: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP2C9, enquanto a Fluoxetina é um potente inibidor da CYP2D6 e inibidor moderado da CYP3A4. Esta inibição mútua pode elevar os níveis de ambos os fármacos. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), resultando em um efeito aditivo significativo na repolarização ventricular.
Interação dupla: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP3A4, enzimas que metabolizam a Sertralina, podendo aumentar seus níveis. A Sertralina, por sua vez, é um inibidor moderado da CYP2D6, o que pode afetar o metabolismo da Amiodarona. 2) Ambos os fármacos bloqueiam os canais IKr (hERG), causando um efeito aditivo no prolongamento do intervalo QTc.
Interação farmacocinética e farmacodinâmica: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6, a principal via de metabolismo da Paroxetina, podendo aumentar seus níveis. A Paroxetina é um potente inibidor da CYP2D6, o que pode reduzir a conversão da Amiodarona em seu metabólito ativo, alterando seu perfil de eficácia e toxicidade. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), com efeito aditivo.
Amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4 (reduz conversão de venlafaxina para O-desmetilvenlafaxina), aumentando níveis de venlafaxina em 30-70% e reduzindo metabólito ativo.
Atualizado em junho/2026
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