Fluoxetina + Risperidona
⚠O que acontece
Aumento dos níveis de risperidona: prolongamento QTc (ΔQTc >30 ms), risco de torsades de pointes (especialmente se QTc >500 ms), acatisia, parkinsonismo, hiperprolactinemia (galactorreia, amenorreia), sedação excessiva. O risco é maior em metabolizadores lentos da CYP2D6.
⚙Mecanismo
Fluoxetina e norfluoxetina inibem potentemente a CYP2D6 (Ki ≈ 0.6 μM e 0.4 μM). A risperidona é metabolizada principalmente pela CYP2D6 para seu metabólito ativo 9-hidroxirisperidona (paliperidona). A inibição da CYP2D6 aumenta a AUC da risperidona em 50-75%, enquanto reduz a formação de paliperidona. O efeito líquido é um aumento da exposição à fração ativa total (risperidona + paliperidona) em 20-40%, elevando o risco de prolongamento QTc (bloqueio IKr) e sintomas dopaminérgicos.
📋Conduta Clinica
Se associação necessária, reduzir dose de risperidona em 50% no início (ex: de 2 mg/dia para 1 mg/dia) e titular conforme resposta clínica e QTc. Dose máxima sugerida: risperidona 3-4 mg/dia em combinação. Evitar em pacientes com QTc basal >450 ms (homens) ou >470 ms (mulheres) ou fatores de risco adicionais.
🔍O que monitorar
ECG basal e semanal no primeiro mês, depois mensal. Medir QTc (Fridericia). Manter K+ >4,0 mEq/L, Mg2+ >2,0 mg/dL. Avaliar sinais extrapiramidais (Escala de Simpson-Angus) e prolactina sérica se sintomas sugestivos. Dosagem plasmática de risperidona não é rotineiramente disponível.
↺Alternativas
Substituir fluoxetina por antidepressivo com menor inibição CYP2D6: citalopram, escitalopram, sertralina (dose <150 mg/dia) ou venlafaxina. Ou substituir risperidona por paliperidona (metabólito ativo, não dependente de CYP2D6, dose: 3-12 mg/dia) ou olanzapina (2,5-10 mg/dia) – ver interações específicas.
📚Referências
Flockhart Drug Interactions Table; Micromedex 2024; CredibleMeds QT Drug List 2024; Spina E et al. J Clin Psychopharmacol 2002;22(4):419-23.
Perguntas Frequentes
Pode tomar Fluoxetina com Risperidona?
A combinação de Fluoxetina com Risperidona apresenta interação de gravidade moderada. Aumento dos níveis de risperidona: prolongamento QTc (ΔQTc >30 ms), risco de torsades de pointes (especialmente se QTc >500 ms), acatisia, parkinsonismo, hiperprolactinemia (galactorreia, amenorreia), sedação excessiva. O risco é maior em metabolizadores lentos da CYP2D6. Se associação necessária, reduzir dose de risperidona em 50% no início (ex: de 2 mg/dia para 1 mg/dia) e titular conforme resposta clínica e QTc. Dose máxima sugerida: risperidona 3-4 mg/dia em combinação. Evitar em pacientes com QTc basal >450 ms (homens) ou >470 ms (mulheres) ou fatores de risco adicionais.
Fluoxetina e Risperidona interagem?
Sim, Fluoxetina e Risperidona possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve fluoxetina e norfluoxetina inibem potentemente a cyp2d6 (ki ≈ 0.6 μm e 0.4 μm). a risperidona é metabolizada principalmente pela cyp2d6 para seu metabólito ativo 9-hidroxirisperidona (paliperidona). a inibição da cyp2d6 aumenta a auc da risperidona em 50-75%, enquanto reduz a formação de paliperidona. o efeito líquido é um aumento da exposição à fração ativa total (risperidona + paliperidona) em 20-40%, elevando o risco de prolongamento qtc (bloqueio ikr) e sintomas dopaminérgicos.. A conduta recomendada é: se associação necessária, reduzir dose de risperidona em 50% no início (ex: de 2 mg/dia para 1 mg/dia) e titular conforme resposta clínica e qtc. dose máxima sugerida: risperidona 3-4 mg/dia em combinação. evitar em pacientes com qtc basal >450 ms (homens) ou >470 ms (mulheres) ou fatores de risco adicionais..
Qual o risco de Fluoxetina com Risperidona?
O risco da associação Fluoxetina + Risperidona é classificado como MODERADA. Aumento dos níveis de risperidona: prolongamento QTc (ΔQTc >30 ms), risco de torsades de pointes (especialmente se QTc >500 ms), acatisia, parkinsonismo, hiperprolactinemia (galactorreia, amenorreia), sedação excessiva. O risco é maior em metabolizadores lentos da CYP2D6. Monitorar: ecg basal e semanal no primeiro mês, depois mensal. medir qtc (fridericia). manter k+ >4,0 meq/l, mg2+ >2,0 mg/dl. avaliar sinais extrapiramidais (escala de simpson-angus) e prolactina sérica se sintomas sugestivos. dosagem plasmática de risperidona não é rotineiramente disponível..
Interações Relacionadas
Interação complexa: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP2C9, enquanto a Fluoxetina é um potente inibidor da CYP2D6 e inibidor moderado da CYP3A4. Esta inibição mútua pode elevar os níveis de ambos os fármacos. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), resultando em um efeito aditivo significativo na repolarização ventricular.
Interação dupla: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP3A4, enzimas que metabolizam a Sertralina, podendo aumentar seus níveis. A Sertralina, por sua vez, é um inibidor moderado da CYP2D6, o que pode afetar o metabolismo da Amiodarona. 2) Ambos os fármacos bloqueiam os canais IKr (hERG), causando um efeito aditivo no prolongamento do intervalo QTc.
Interação farmacocinética e farmacodinâmica: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6, a principal via de metabolismo da Paroxetina, podendo aumentar seus níveis. A Paroxetina é um potente inibidor da CYP2D6, o que pode reduzir a conversão da Amiodarona em seu metabólito ativo, alterando seu perfil de eficácia e toxicidade. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), com efeito aditivo.
Amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4 (reduz conversão de venlafaxina para O-desmetilvenlafaxina), aumentando níveis de venlafaxina em 30-70% e reduzindo metabólito ativo.
Atualizado em junho/2026
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