Fluoxetina + Olanzapina
⚠O que acontece
Aumento discreto nos níveis de olanzapina, com potencial leve para sedação, ganho de peso e efeitos anticolinérgicos (boca seca, constipação). O prolongamento QTc é mínimo (ΔQTc <10 ms) e não há risco significativo de torsades de pointes. A combinação é inclusive comercializada como Symbyax (fluoxetina + olanzapina) para depressão bipolar, indicando segurança em doses fixas.
⚙Mecanismo
A olanzapina é metabolizada principalmente pela CYP1A2 (via de oxidação) e em menor grau pela CYP2D6 (via de hidroxilação). A fluoxetina inibe a CYP2D6 (Ki ≈ 0.6 μM), mas a contribuição desta via para o clearance total da olanzapina é limitada (<20%). Estudos farmacocinéticos mostram aumento de 10-15% na AUC da olanzapina quando coadministrada com fluoxetina, sem alterações significativas na fração livre. A inibição da CYP1A2 pela fluoxetina é desprezível.
📋Conduta Clinica
Não requer ajuste de dose rotineiro. A combinação pode ser usada conforme bula do Symbyax (fluoxetina 25-50 mg + olanzapina 6-12 mg/dia). Monitorar efeitos adversos metabólicos (peso, glicemia, perfil lipídico) inerentes à olanzapina, não relacionados à interação.
🔍O que monitorar
Peso corporal mensal, glicemia de jejum e perfil lipídico a cada 3-6 meses. ECG não é necessário rotineiramente, a menos que haja outros fatores de risco para QTc.
↺Alternativas
Se efeitos adversos metabólicos forem preocupantes, substituir olanzapina por antipsicótico com perfil metabólico mais favorável: aripiprazol (2-15 mg/dia), lurasidona (20-80 mg/dia) ou ziprasidona (40-160 mg/dia) – verificar interações específicas com fluoxetina.
📚Referências
Flockhart Drug Interactions Table; Micromedex 2024; Symbyax prescribing information; Callaghan JT et al. J Clin Psychopharmacol 1999;19(2):124-31.
Perguntas Frequentes
Pode tomar Fluoxetina com Olanzapina?
A combinação de Fluoxetina com Olanzapina apresenta interação de gravidade leve. Aumento discreto nos níveis de olanzapina, com potencial leve para sedação, ganho de peso e efeitos anticolinérgicos (boca seca, constipação). O prolongamento QTc é mínimo (ΔQTc <10 ms) e não há risco significativo de torsades de pointes. A combinação é inclusive comercializada como Symbyax (fluoxetina + olanzapina) para depressão bipolar, indicando segurança em doses fixas. Não requer ajuste de dose rotineiro. A combinação pode ser usada conforme bula do Symbyax (fluoxetina 25-50 mg + olanzapina 6-12 mg/dia). Monitorar efeitos adversos metabólicos (peso, glicemia, perfil lipídico) inerentes à olanzapina, não relacionados à interação.
Fluoxetina e Olanzapina interagem?
Sim, Fluoxetina e Olanzapina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve a olanzapina é metabolizada principalmente pela cyp1a2 (via de oxidação) e em menor grau pela cyp2d6 (via de hidroxilação). a fluoxetina inibe a cyp2d6 (ki ≈ 0.6 μm), mas a contribuição desta via para o clearance total da olanzapina é limitada (<20%). estudos farmacocinéticos mostram aumento de 10-15% na auc da olanzapina quando coadministrada com fluoxetina, sem alterações significativas na fração livre. a inibição da cyp1a2 pela fluoxetina é desprezível.. A conduta recomendada é: não requer ajuste de dose rotineiro. a combinação pode ser usada conforme bula do symbyax (fluoxetina 25-50 mg + olanzapina 6-12 mg/dia). monitorar efeitos adversos metabólicos (peso, glicemia, perfil lipídico) inerentes à olanzapina, não relacionados à interação..
Qual o risco de Fluoxetina com Olanzapina?
O risco da associação Fluoxetina + Olanzapina é classificado como LEVE. Aumento discreto nos níveis de olanzapina, com potencial leve para sedação, ganho de peso e efeitos anticolinérgicos (boca seca, constipação). O prolongamento QTc é mínimo (ΔQTc <10 ms) e não há risco significativo de torsades de pointes. A combinação é inclusive comercializada como Symbyax (fluoxetina + olanzapina) para depressão bipolar, indicando segurança em doses fixas. Monitorar: peso corporal mensal, glicemia de jejum e perfil lipídico a cada 3-6 meses. ecg não é necessário rotineiramente, a menos que haja outros fatores de risco para qtc..
Interações Relacionadas
Interação complexa: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP2C9, enquanto a Fluoxetina é um potente inibidor da CYP2D6 e inibidor moderado da CYP3A4. Esta inibição mútua pode elevar os níveis de ambos os fármacos. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), resultando em um efeito aditivo significativo na repolarização ventricular.
Interação dupla: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP3A4, enzimas que metabolizam a Sertralina, podendo aumentar seus níveis. A Sertralina, por sua vez, é um inibidor moderado da CYP2D6, o que pode afetar o metabolismo da Amiodarona. 2) Ambos os fármacos bloqueiam os canais IKr (hERG), causando um efeito aditivo no prolongamento do intervalo QTc.
Interação farmacocinética e farmacodinâmica: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6, a principal via de metabolismo da Paroxetina, podendo aumentar seus níveis. A Paroxetina é um potente inibidor da CYP2D6, o que pode reduzir a conversão da Amiodarona em seu metabólito ativo, alterando seu perfil de eficácia e toxicidade. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), com efeito aditivo.
Amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4 (reduz conversão de venlafaxina para O-desmetilvenlafaxina), aumentando níveis de venlafaxina em 30-70% e reduzindo metabólito ativo.
Atualizado em junho/2026
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