Fluoxetina + Mirtazapina
⚠O que acontece
Síndrome serotoninérgica leve a moderada: agitação, tremor, mioclonia, diaforese, taquicardia, hiperreflexia. Raramente progride para hipertermia grave ou instabilidade autonômica. Risco maior em idosos, polifarmácia ou doses altas (fluoxetina >40 mg/dia, mirtazapina >45 mg/dia).
⚙Mecanismo
Fluoxetina inibe a recaptação de serotonina (ISRS), enquanto a mirtazapina aumenta a liberação de serotonina via antagonismo α2-adrenérgico e bloqueio 5-HT2A/5-HT3. O antagonismo 5-HT2A da mirtazapina pode atenuar parcialmente a hiperatividade serotoninérgica, mas o efeito líquido ainda é um aumento da neurotransmissão serotoninérgica. A fluoxetina inibe CYP2D6 (Ki ≈ 0.6 μM) e CYP3A4 (Ki ≈ 1.5 μM), aumentando os níveis de mirtazapina em 10-20%, o que pode contribuir para o risco em pacientes suscetíveis.
📋Conduta Clinica
Associação pode ser usada com cautela, especialmente em depressão refratária. Iniciar com doses baixas (fluoxetina 10-20 mg/dia, mirtazapina 7,5-15 mg à noite) e titular lentamente a cada 2-4 semanas. Aplicar Critérios de Hunter se surgirem sintomas. Em caso de síndrome leve, reduzir dose de um dos fármacos; se moderada/grave, suspender ambos e iniciar ciproheptadina 12 mg VO + 2 mg a cada 2h até melhora.
🔍O que monitorar
Questionar ativamente sobre agitação, sudorese, tremores e espasmos musculares a cada consulta (semanal no primeiro mês). Se sintomas: temperatura, FC, reflexos, clônus. Hemograma anual para monitorar mielossupressão (risco independente da mirtazapina, não relacionado à interação).
↺Alternativas
Se síndrome serotoninérgica prévia, evitar combinação. Alternativas: bupropiona (150-300 mg/dia) + mirtazapina, ou fluoxetina + trazodona (com cautela, ver interação específica).
📚Referências
FDA Serotonin Syndrome Alert; UpToDate 2024; Gillman PK. Br J Pharmacol 2006;149(6):625-34.
Perguntas Frequentes
Pode tomar Fluoxetina com Mirtazapina?
A combinação de Fluoxetina com Mirtazapina apresenta interação de gravidade moderada. Síndrome serotoninérgica leve a moderada: agitação, tremor, mioclonia, diaforese, taquicardia, hiperreflexia. Raramente progride para hipertermia grave ou instabilidade autonômica. Risco maior em idosos, polifarmácia ou doses altas (fluoxetina >40 mg/dia, mirtazapina >45 mg/dia). Associação pode ser usada com cautela, especialmente em depressão refratária. Iniciar com doses baixas (fluoxetina 10-20 mg/dia, mirtazapina 7,5-15 mg à noite) e titular lentamente a cada 2-4 semanas. Aplicar Critérios de Hunter se surgirem sintomas. Em caso de síndrome leve, reduzir dose de um dos fármacos; se moderada/grave, suspender ambos e iniciar ciproheptadina 12 mg VO + 2 mg a cada 2h até melhora.
Fluoxetina e Mirtazapina interagem?
Sim, Fluoxetina e Mirtazapina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve fluoxetina inibe a recaptação de serotonina (isrs), enquanto a mirtazapina aumenta a liberação de serotonina via antagonismo α2-adrenérgico e bloqueio 5-ht2a/5-ht3. o antagonismo 5-ht2a da mirtazapina pode atenuar parcialmente a hiperatividade serotoninérgica, mas o efeito líquido ainda é um aumento da neurotransmissão serotoninérgica. a fluoxetina inibe cyp2d6 (ki ≈ 0.6 μm) e cyp3a4 (ki ≈ 1.5 μm), aumentando os níveis de mirtazapina em 10-20%, o que pode contribuir para o risco em pacientes suscetíveis.. A conduta recomendada é: associação pode ser usada com cautela, especialmente em depressão refratária. iniciar com doses baixas (fluoxetina 10-20 mg/dia, mirtazapina 7,5-15 mg à noite) e titular lentamente a cada 2-4 semanas. aplicar critérios de hunter se surgirem sintomas. em caso de síndrome leve, reduzir dose de um dos fármacos; se moderada/grave, suspender ambos e iniciar ciproheptadina 12 mg vo + 2 mg a cada 2h até melhora..
Qual o risco de Fluoxetina com Mirtazapina?
O risco da associação Fluoxetina + Mirtazapina é classificado como MODERADA. Síndrome serotoninérgica leve a moderada: agitação, tremor, mioclonia, diaforese, taquicardia, hiperreflexia. Raramente progride para hipertermia grave ou instabilidade autonômica. Risco maior em idosos, polifarmácia ou doses altas (fluoxetina >40 mg/dia, mirtazapina >45 mg/dia). Monitorar: questionar ativamente sobre agitação, sudorese, tremores e espasmos musculares a cada consulta (semanal no primeiro mês). se sintomas: temperatura, fc, reflexos, clônus. hemograma anual para monitorar mielossupressão (risco independente da mirtazapina, não relacionado à interação)..
Interações Relacionadas
Interação complexa: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP2C9, enquanto a Fluoxetina é um potente inibidor da CYP2D6 e inibidor moderado da CYP3A4. Esta inibição mútua pode elevar os níveis de ambos os fármacos. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), resultando em um efeito aditivo significativo na repolarização ventricular.
Interação dupla: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP3A4, enzimas que metabolizam a Sertralina, podendo aumentar seus níveis. A Sertralina, por sua vez, é um inibidor moderado da CYP2D6, o que pode afetar o metabolismo da Amiodarona. 2) Ambos os fármacos bloqueiam os canais IKr (hERG), causando um efeito aditivo no prolongamento do intervalo QTc.
Interação farmacocinética e farmacodinâmica: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6, a principal via de metabolismo da Paroxetina, podendo aumentar seus níveis. A Paroxetina é um potente inibidor da CYP2D6, o que pode reduzir a conversão da Amiodarona em seu metabólito ativo, alterando seu perfil de eficácia e toxicidade. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), com efeito aditivo.
Amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4 (reduz conversão de venlafaxina para O-desmetilvenlafaxina), aumentando níveis de venlafaxina em 30-70% e reduzindo metabólito ativo.
Atualizado em junho/2026
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