Fluoxetina + Fenitoína
⚠O que acontece
Elevação de níveis de fenitoína com risco de toxicidade (nistagmo, ataxia, confusão, hepatotoxicidade).
⚙Mecanismo
Fluoxetina inibe CYP2C19 (IC50 ~2-5 μM) e fracamente CYP2C9. Fenitoína é substrato majoritário de CYP2C9/2C19. Inibição pode aumentar níveis de fenitoína em 50-100%.
📋Conduta Clinica
Evitar associação sempre que possível. Se indispensável, reduzir dose de fenitoína em 25-50% e monitorar nível sérico em 5-7 dias.
🔍O que monitorar
Nível sérico de fenitoína (alvo 10-20 μg/mL), TGO/TGP, sinais de toxicidade neurológica a cada 3-5 dias inicialmente.
↺Alternativas
Usar ácido valpróico ou levetiracetam como alternativa à fenitoína.
📚Referências
Flockhart; relatos de caso e estudos PK
Perguntas Frequentes
Pode tomar Fluoxetina com Fenitoína?
A combinação de Fluoxetina com Fenitoína apresenta interação de gravidade grave. Elevação de níveis de fenitoína com risco de toxicidade (nistagmo, ataxia, confusão, hepatotoxicidade). Evitar associação sempre que possível. Se indispensável, reduzir dose de fenitoína em 25-50% e monitorar nível sérico em 5-7 dias.
Fluoxetina e Fenitoína interagem?
Sim, Fluoxetina e Fenitoína possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve fluoxetina inibe cyp2c19 (ic50 ~2-5 μm) e fracamente cyp2c9. fenitoína é substrato majoritário de cyp2c9/2c19. inibição pode aumentar níveis de fenitoína em 50-100%.. A conduta recomendada é: evitar associação sempre que possível. se indispensável, reduzir dose de fenitoína em 25-50% e monitorar nível sérico em 5-7 dias..
Qual o risco de Fluoxetina com Fenitoína?
O risco da associação Fluoxetina + Fenitoína é classificado como GRAVE. Elevação de níveis de fenitoína com risco de toxicidade (nistagmo, ataxia, confusão, hepatotoxicidade). Monitorar: nível sérico de fenitoína (alvo 10-20 μg/ml), tgo/tgp, sinais de toxicidade neurológica a cada 3-5 dias inicialmente..
Interações Relacionadas
Interação complexa: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP2C9, enquanto a Fluoxetina é um potente inibidor da CYP2D6 e inibidor moderado da CYP3A4. Esta inibição mútua pode elevar os níveis de ambos os fármacos. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), resultando em um efeito aditivo significativo na repolarização ventricular.
Interação dupla: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP3A4, enzimas que metabolizam a Sertralina, podendo aumentar seus níveis. A Sertralina, por sua vez, é um inibidor moderado da CYP2D6, o que pode afetar o metabolismo da Amiodarona. 2) Ambos os fármacos bloqueiam os canais IKr (hERG), causando um efeito aditivo no prolongamento do intervalo QTc.
Interação farmacocinética e farmacodinâmica: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6, a principal via de metabolismo da Paroxetina, podendo aumentar seus níveis. A Paroxetina é um potente inibidor da CYP2D6, o que pode reduzir a conversão da Amiodarona em seu metabólito ativo, alterando seu perfil de eficácia e toxicidade. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), com efeito aditivo.
Amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4 (reduz conversão de venlafaxina para O-desmetilvenlafaxina), aumentando níveis de venlafaxina em 30-70% e reduzindo metabólito ativo.
Atualizado em junho/2026
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