Fluoxetina + Duloxetina

ModeradaRequer monitoramento — pode necessitar ajuste de dose
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O que acontece

Aumento significativo dos níveis plasmáticos de duloxetina, com risco aumentado de hepatotoxicidade (elevação de TGO/TGP, raramente insuficiência hepática), síndrome serotoninérgica (pelo efeito aditivo serotoninérgico) e efeitos colaterais gastrintestinais e neurológicos. O risco de hepatotoxicidade é maior em pacientes com doença hepática pré-existente ou uso abusivo de álcool.

Mecanismo

A fluoxetina e seu metabólito norfluoxetina são inibidores potentes da CYP2D6 (Ki ~0,2-0,5 μM para fluoxetina, ~0,5-1 μM para norfluoxetina). A duloxetina é metabolizada principalmente pela CYP2D6 (e em menor grau pela CYP1A2) a metabólitos inativos. A inibição da CYP2D6 pode aumentar a AUC da duloxetina em 2-5 vezes, elevando o risco de efeitos adversos dose-dependentes, como náusea, tontura e hepatotoxicidade. A relevância clínica é moderada porque a duloxetina já possui um alerta de hepatotoxicidade (elevação de transaminases >3x LSN em ~1% dos pacientes), e a coadministração com inibidores da CYP2D6 é contraindicada pelo fabricante.

📋Conduta Clinica

Evitar a associação. A bula da duloxetina contraindica o uso concomitante com inibidores potentes da CYP2D6. Se a troca for necessária: 1) Suspender a fluoxetina e aguardar pelo menos 5 semanas (devido à meia-vida longa da norfluoxetina) antes de iniciar duloxetina; 2) Se a duloxetina já estiver em uso e for necessário iniciar fluoxetina, reduzir a dose de duloxetina em 50% e monitorar; 3) Considerar alternativa terapêutica.

🔍O que monitorar

Se a associação for inevitável: monitorar transaminases (TGO/TGP) no início, após 2-4 semanas e a cada 3-6 meses. Suspender duloxetina se TGO/TGP >3x LSN com sintomas (icterícia, fadiga, náusea) ou >5x LSN assintomático. Monitorar resposta clínica e efeitos adversos (náusea, tontura, sonolência).

Alternativas

Substituir a fluoxetina por um ISRS que não iniba fortemente a CYP2D6, como citalopram, escitalopram ou sertralina (todos inibidores fracos). Para dor neuropática, considerar gabapentina ou pregabalina em vez de duloxetina. Se ambos forem necessários para depressão, considerar trocar duloxetina por venlafaxina (menor dependência de CYP2D6) ou desvenlafaxina (não metabolizada por CYP2D6).

📚Referências

Flockhart Drug Interactions Table; Micromedex 2024; Bula da duloxetina (FDA); UpToDate 2024

Perguntas Frequentes

Pode tomar Fluoxetina com Duloxetina?

A combinação de Fluoxetina com Duloxetina apresenta interação de gravidade moderada. Aumento significativo dos níveis plasmáticos de duloxetina, com risco aumentado de hepatotoxicidade (elevação de TGO/TGP, raramente insuficiência hepática), síndrome serotoninérgica (pelo efeito aditivo serotoninérgico) e efeitos colaterais gastrintestinais e neurológicos. O risco de hepatotoxicidade é maior em pacientes com doença hepática pré-existente ou uso abusivo de álcool. Evitar a associação. A bula da duloxetina contraindica o uso concomitante com inibidores potentes da CYP2D6. Se a troca for necessária: 1) Suspender a fluoxetina e aguardar pelo menos 5 semanas (devido à meia-vida longa da norfluoxetina) antes de iniciar duloxetina; 2) Se a duloxetina já estiver em uso e for necessário iniciar fluoxetina, reduzir a dose de duloxetina em 50% e monitorar; 3) Considerar alternativa terapêutica.

Fluoxetina e Duloxetina interagem?

Sim, Fluoxetina e Duloxetina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve a fluoxetina e seu metabólito norfluoxetina são inibidores potentes da cyp2d6 (ki ~0,2-0,5 μm para fluoxetina, ~0,5-1 μm para norfluoxetina). a duloxetina é metabolizada principalmente pela cyp2d6 (e em menor grau pela cyp1a2) a metabólitos inativos. a inibição da cyp2d6 pode aumentar a auc da duloxetina em 2-5 vezes, elevando o risco de efeitos adversos dose-dependentes, como náusea, tontura e hepatotoxicidade. a relevância clínica é moderada porque a duloxetina já possui um alerta de hepatotoxicidade (elevação de transaminases >3x lsn em ~1% dos pacientes), e a coadministração com inibidores da cyp2d6 é contraindicada pelo fabricante.. A conduta recomendada é: evitar a associação. a bula da duloxetina contraindica o uso concomitante com inibidores potentes da cyp2d6. se a troca for necessária: 1) suspender a fluoxetina e aguardar pelo menos 5 semanas (devido à meia-vida longa da norfluoxetina) antes de iniciar duloxetina; 2) se a duloxetina já estiver em uso e for necessário iniciar fluoxetina, reduzir a dose de duloxetina em 50% e monitorar; 3) considerar alternativa terapêutica..

Qual o risco de Fluoxetina com Duloxetina?

O risco da associação Fluoxetina + Duloxetina é classificado como MODERADA. Aumento significativo dos níveis plasmáticos de duloxetina, com risco aumentado de hepatotoxicidade (elevação de TGO/TGP, raramente insuficiência hepática), síndrome serotoninérgica (pelo efeito aditivo serotoninérgico) e efeitos colaterais gastrintestinais e neurológicos. O risco de hepatotoxicidade é maior em pacientes com doença hepática pré-existente ou uso abusivo de álcool. Monitorar: se a associação for inevitável: monitorar transaminases (tgo/tgp) no início, após 2-4 semanas e a cada 3-6 meses. suspender duloxetina se tgo/tgp >3x lsn com sintomas (icterícia, fadiga, náusea) ou >5x lsn assintomático. monitorar resposta clínica e efeitos adversos (náusea, tontura, sonolência)..

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Atualizado em junho/2026

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