Fluoxetina + Aripiprazol
⚠O que acontece
Elevação dose-dependente de aripiprazol com maior risco de efeitos extrapiramidais, acatisia, sedação e discinesia tardia.
⚙Mecanismo
Fluoxetina é inibidora forte de CYP2D6 (IC50 ~0.1-1 μM). Aripiprazol é substrato majoritário de CYP2D6 (~40% do clearance) e CYP3A4. Inibição resulta em aumento de AUC de aripiprazol em aproximadamente 2 vezes e Cmáx em 1.4 vezes.
📋Conduta Clinica
Reduzir dose de aripiprazol em 50% (ex.: de 10 mg para 5 mg/dia ou de 15 mg para 7,5 mg/dia). Reavaliar após 2 semanas de uso concomitante.
🔍O que monitorar
Sinais extrapiramidais (escala AIMS ou SAS), acatisia, sedação excessiva e resposta clínica semanal nas primeiras 4 semanas.
↺Alternativas
Trocar fluoxetina por sertralina ou citalopram (menor inibição de 2D6) ou usar brexpiprazol com ajuste de dose.
📚Referências
Flockhart Drug Interactions Table; FDA label aripiprazol; estudos PK de interação
Perguntas Frequentes
Pode tomar Fluoxetina com Aripiprazol?
A combinação de Fluoxetina com Aripiprazol apresenta interação de gravidade moderada. Elevação dose-dependente de aripiprazol com maior risco de efeitos extrapiramidais, acatisia, sedação e discinesia tardia. Reduzir dose de aripiprazol em 50% (ex.: de 10 mg para 5 mg/dia ou de 15 mg para 7,5 mg/dia). Reavaliar após 2 semanas de uso concomitante.
Fluoxetina e Aripiprazol interagem?
Sim, Fluoxetina e Aripiprazol possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve fluoxetina é inibidora forte de cyp2d6 (ic50 ~0.1-1 μm). aripiprazol é substrato majoritário de cyp2d6 (~40% do clearance) e cyp3a4. inibição resulta em aumento de auc de aripiprazol em aproximadamente 2 vezes e cmáx em 1.4 vezes.. A conduta recomendada é: reduzir dose de aripiprazol em 50% (ex.: de 10 mg para 5 mg/dia ou de 15 mg para 7,5 mg/dia). reavaliar após 2 semanas de uso concomitante..
Qual o risco de Fluoxetina com Aripiprazol?
O risco da associação Fluoxetina + Aripiprazol é classificado como MODERADA. Elevação dose-dependente de aripiprazol com maior risco de efeitos extrapiramidais, acatisia, sedação e discinesia tardia. Monitorar: sinais extrapiramidais (escala aims ou sas), acatisia, sedação excessiva e resposta clínica semanal nas primeiras 4 semanas..
Interações Relacionadas
Interação complexa: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP2C9, enquanto a Fluoxetina é um potente inibidor da CYP2D6 e inibidor moderado da CYP3A4. Esta inibição mútua pode elevar os níveis de ambos os fármacos. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), resultando em um efeito aditivo significativo na repolarização ventricular.
Interação dupla: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP3A4, enzimas que metabolizam a Sertralina, podendo aumentar seus níveis. A Sertralina, por sua vez, é um inibidor moderado da CYP2D6, o que pode afetar o metabolismo da Amiodarona. 2) Ambos os fármacos bloqueiam os canais IKr (hERG), causando um efeito aditivo no prolongamento do intervalo QTc.
Interação farmacocinética e farmacodinâmica: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6, a principal via de metabolismo da Paroxetina, podendo aumentar seus níveis. A Paroxetina é um potente inibidor da CYP2D6, o que pode reduzir a conversão da Amiodarona em seu metabólito ativo, alterando seu perfil de eficácia e toxicidade. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), com efeito aditivo.
Amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4 (reduz conversão de venlafaxina para O-desmetilvenlafaxina), aumentando níveis de venlafaxina em 30-70% e reduzindo metabólito ativo.
Atualizado em junho/2026
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