Fluconazol + Midazolam
⚠O que acontece
Aumento significativo dos níveis plasmáticos de midazolam, resultando em sedação excessiva, depressão respiratória e comprometimento psicomotor, especialmente em idosos ou pacientes com insuficiência hepática.
⚙Mecanismo
Fluconazol é um inibidor moderado da CYP3A4 (Ki ≈ 10-15 μM), principal via de metabolismo do midazolam (>90% via CYP3A4). A coadministração aumenta a AUC do midazolam oral em aproximadamente 2-4 vezes e prolonga sua meia-vida, com maior impacto na primeira passagem hepática.
📋Conduta Clinica
Reduzir dose de midazolam em 50-75% se uso concomitante for inevitável. Para midazolam oral, considerar dose máxima de 3,75-7,5 mg. Evitar uso prolongado. Em procedimentos, titular midazolam IV lentamente (1 mg a cada 2-3 minutos) até efeito desejado.
🔍O que monitorar
Monitorar nível de consciência (escala de Ramsay ou RASS), frequência respiratória, saturação de O2 e pressão arterial a cada 15 minutos na primeira hora e depois a cada hora. Ter flumazenil disponível.
↺Alternativas
Substituir fluconazol por antifúngico não inibidor de CYP3A4 (ex: anfotericina B, caspofungina) ou substituir midazolam por benzodiazepínico de metabolismo não CYP (ex: lorazepam, oxazepam).
📚Referências
Flockhart Drug Interactions Table; Micromedex 2024; FDA Drug Development and Drug Interactions: Table of Substrates, Inhibitors and Inducers
Perguntas Frequentes
Pode tomar Fluconazol com Midazolam?
A combinação de Fluconazol com Midazolam apresenta interação de gravidade moderada. Aumento significativo dos níveis plasmáticos de midazolam, resultando em sedação excessiva, depressão respiratória e comprometimento psicomotor, especialmente em idosos ou pacientes com insuficiência hepática. Reduzir dose de midazolam em 50-75% se uso concomitante for inevitável. Para midazolam oral, considerar dose máxima de 3,75-7,5 mg. Evitar uso prolongado. Em procedimentos, titular midazolam IV lentamente (1 mg a cada 2-3 minutos) até efeito desejado.
Fluconazol e Midazolam interagem?
Sim, Fluconazol e Midazolam possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve fluconazol é um inibidor moderado da cyp3a4 (ki ≈ 10-15 μm), principal via de metabolismo do midazolam (>90% via cyp3a4). a coadministração aumenta a auc do midazolam oral em aproximadamente 2-4 vezes e prolonga sua meia-vida, com maior impacto na primeira passagem hepática.. A conduta recomendada é: reduzir dose de midazolam em 50-75% se uso concomitante for inevitável. para midazolam oral, considerar dose máxima de 3,75-7,5 mg. evitar uso prolongado. em procedimentos, titular midazolam iv lentamente (1 mg a cada 2-3 minutos) até efeito desejado..
Qual o risco de Fluconazol com Midazolam?
O risco da associação Fluconazol + Midazolam é classificado como MODERADA. Aumento significativo dos níveis plasmáticos de midazolam, resultando em sedação excessiva, depressão respiratória e comprometimento psicomotor, especialmente em idosos ou pacientes com insuficiência hepática. Monitorar: monitorar nível de consciência (escala de ramsay ou rass), frequência respiratória, saturação de o2 e pressão arterial a cada 15 minutos na primeira hora e depois a cada hora. ter flumazenil disponível..
Interações Relacionadas
Interação complexa: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP2C9, enquanto a Fluoxetina é um potente inibidor da CYP2D6 e inibidor moderado da CYP3A4. Esta inibição mútua pode elevar os níveis de ambos os fármacos. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), resultando em um efeito aditivo significativo na repolarização ventricular.
Interação dupla: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP3A4, enzimas que metabolizam a Sertralina, podendo aumentar seus níveis. A Sertralina, por sua vez, é um inibidor moderado da CYP2D6, o que pode afetar o metabolismo da Amiodarona. 2) Ambos os fármacos bloqueiam os canais IKr (hERG), causando um efeito aditivo no prolongamento do intervalo QTc.
Interação farmacocinética e farmacodinâmica: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6, a principal via de metabolismo da Paroxetina, podendo aumentar seus níveis. A Paroxetina é um potente inibidor da CYP2D6, o que pode reduzir a conversão da Amiodarona em seu metabólito ativo, alterando seu perfil de eficácia e toxicidade. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), com efeito aditivo.
Amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4 (reduz conversão de venlafaxina para O-desmetilvenlafaxina), aumentando níveis de venlafaxina em 30-70% e reduzindo metabólito ativo.
Atualizado em junho/2026
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