Fluconazol + Fentanil
⚠O que acontece
Depressão respiratória profunda, sedação excessiva, bradicardia e risco de parada respiratória, especialmente em bolus intravenoso ou doses altas de fentanil transdérmico. O risco é maior em pacientes idosos, com DPOC ou apneia do sono.
⚙Mecanismo
Fentanil é metabolizado quase exclusivamente pela CYP3A4 (N-desalquilação para norfentanil, inativo). Fluconazol é um inibidor moderado da CYP3A4 (Ki ~ 10-20 μM), mas em doses altas (>400 mg/dia) ou uso prolongado, a inibição pode ser significativa. Estudos de farmacocinética mostram aumento da AUC do fentanil em 50-100% e redução do clearance em 30-50%, resultando em risco elevado de depressão respiratória grave.
📋Conduta Clinica
Evitar associação se possível. Se indispensável: reduzir dose de fentanil em 50% (todas as vias) e titular lentamente. Monitorar oximetria de pulso contínua e capnografia se disponível. Ter naloxona prontamente disponível. Para fentanil transdérmico, considerar redução da dose e monitorar por 72h após aplicação.
🔍O que monitorar
Oximetria de pulso contínua (SpO2), frequência respiratória, nível de sedação (escala de Ramsay), capnografia (ETCO2) se disponível, sinais de toxicidade opioide.
↺Alternativas
Substituir fentanil por analgésico não metabolizado por CYP3A4 (ex: morfina, hidromorfona) ou ajustar fluconazol para antifúngico sem inibição enzimática (ex: anfotericina B, equinocandina).
📚Referências
Flockhart Drug Interactions Table; Micromedex 2024; Lexicomp 2024; Anesthesiology. 2005;102(3):563-568.
Perguntas Frequentes
Pode tomar Fluconazol com Fentanil?
A combinação de Fluconazol com Fentanil apresenta interação de gravidade grave. Depressão respiratória profunda, sedação excessiva, bradicardia e risco de parada respiratória, especialmente em bolus intravenoso ou doses altas de fentanil transdérmico. O risco é maior em pacientes idosos, com DPOC ou apneia do sono. Evitar associação se possível. Se indispensável: reduzir dose de fentanil em 50% (todas as vias) e titular lentamente. Monitorar oximetria de pulso contínua e capnografia se disponível. Ter naloxona prontamente disponível. Para fentanil transdérmico, considerar redução da dose e monitorar por 72h após aplicação.
Fluconazol e Fentanil interagem?
Sim, Fluconazol e Fentanil possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve fentanil é metabolizado quase exclusivamente pela cyp3a4 (n-desalquilação para norfentanil, inativo). fluconazol é um inibidor moderado da cyp3a4 (ki ~ 10-20 μm), mas em doses altas (>400 mg/dia) ou uso prolongado, a inibição pode ser significativa. estudos de farmacocinética mostram aumento da auc do fentanil em 50-100% e redução do clearance em 30-50%, resultando em risco elevado de depressão respiratória grave.. A conduta recomendada é: evitar associação se possível. se indispensável: reduzir dose de fentanil em 50% (todas as vias) e titular lentamente. monitorar oximetria de pulso contínua e capnografia se disponível. ter naloxona prontamente disponível. para fentanil transdérmico, considerar redução da dose e monitorar por 72h após aplicação..
Qual o risco de Fluconazol com Fentanil?
O risco da associação Fluconazol + Fentanil é classificado como GRAVE. Depressão respiratória profunda, sedação excessiva, bradicardia e risco de parada respiratória, especialmente em bolus intravenoso ou doses altas de fentanil transdérmico. O risco é maior em pacientes idosos, com DPOC ou apneia do sono. Monitorar: oximetria de pulso contínua (spo2), frequência respiratória, nível de sedação (escala de ramsay), capnografia (etco2) se disponível, sinais de toxicidade opioide..
Interações Relacionadas
Amiodarona inibe CYP2D6 (Ki ~3-5 µM) e CYP3A4 (Ki ~10-15 µM), enzimas responsáveis pelo metabolismo do Tramadol (substrato da CYP2D6 para formação do metabólito ativo O-desmetiltramadol, e da CYP3A4 para N-desmetiltramadol). A inibição da CYP2D6 reduz a conversão para o metabólito ativo (efeito analgésico diminuído), enquanto a inibição da CYP3A4 aumenta os níveis de Tramadol inalterado, elevando o risco de efeitos adversos serotoninérgicos e convulsivos.
Amiodarona é inibidor moderado da CYP2D6 (Ki ~3-5 µM), enzima responsável pela conversão da Codeína (pró-fármaco) em seu metabólito ativo, morfina. A inibição da CYP2D6 reduz significativamente a formação de morfina (em 50-80%), resultando em falha terapêutica (analgesia inadequada). Os níveis de Codeína inalterada podem aumentar levemente, mas sem efeito clínico relevante.
Amiodarona é inibidor moderado da glicoproteína-P (P-gp) intestinal e renal (IC50 ~5-10 µM). A Morfina é substrato da P-gp, e sua eliminação biliar e renal depende parcialmente desse transportador. A inibição da P-gp pela Amiodarona reduz a excreção de Morfina, aumentando sua biodisponibilidade oral em 30-50% e reduzindo sua depuração, com aumento da AUC em 1,5-2 vezes. A Morfina tem índice terapêutico estreito.
Amiodarona inibe moderadamente CYP3A4 (redução de clearance ~40-60%, aumento AUC esperado 1,5-2x) e fracamente CYP2D6, enzimas responsáveis pelo metabolismo de oxicodona para noroxicodona (CYP3A4) e oximorfona (CYP2D6).
Atualizado em junho/2026
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