Fluconazol + Carbamazepina
⚠O que acontece
Elevação significativa dos níveis de carbamazepina, com risco de toxicidade neurológica, hepatotoxicidade e hiponatremia.
⚙Mecanismo
Fluconazol inibe CYP3A4 (inibidor moderado, Ki ~2 μM); carbamazepina é substrato majoritário de 3A4 (Km ~50-100 μM). Aumento de AUC de carbamazepina em 50-100% com doses de fluconazol 200-400 mg/dia.
📋Conduta Clinica
Evitar associação. Se indispensável: reduzir dose de carbamazepina em 50% antes de iniciar fluconazol e monitorar nível sérico em 3-5 dias.
🔍O que monitorar
Nível sérico de carbamazepina (alvo 4-12 μg/mL) 3-5 dias após início e semanalmente; TGO/TGP e hemograma semanal; sinais de toxicidade (nystagmus, ataxia, sonolência).
↺Alternativas
Usar levetiracetam ou ácido valpróico como alternativa à carbamazepina ou isavuconazol como antifúngico.
📚Referências
Flockhart Drug Interactions Table; Micromedex 2024; estudos clínicos de interação
Perguntas Frequentes
Pode tomar Fluconazol com Carbamazepina?
A combinação de Fluconazol com Carbamazepina apresenta interação de gravidade grave. Elevação significativa dos níveis de carbamazepina, com risco de toxicidade neurológica, hepatotoxicidade e hiponatremia. Evitar associação. Se indispensável: reduzir dose de carbamazepina em 50% antes de iniciar fluconazol e monitorar nível sérico em 3-5 dias.
Fluconazol e Carbamazepina interagem?
Sim, Fluconazol e Carbamazepina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve fluconazol inibe cyp3a4 (inibidor moderado, ki ~2 μm); carbamazepina é substrato majoritário de 3a4 (km ~50-100 μm). aumento de auc de carbamazepina em 50-100% com doses de fluconazol 200-400 mg/dia.. A conduta recomendada é: evitar associação. se indispensável: reduzir dose de carbamazepina em 50% antes de iniciar fluconazol e monitorar nível sérico em 3-5 dias..
Qual o risco de Fluconazol com Carbamazepina?
O risco da associação Fluconazol + Carbamazepina é classificado como GRAVE. Elevação significativa dos níveis de carbamazepina, com risco de toxicidade neurológica, hepatotoxicidade e hiponatremia. Monitorar: nível sérico de carbamazepina (alvo 4-12 μg/ml) 3-5 dias após início e semanalmente; tgo/tgp e hemograma semanal; sinais de toxicidade (nystagmus, ataxia, sonolência)..
Interações Relacionadas
Interação complexa: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP2C9, enquanto a Fluoxetina é um potente inibidor da CYP2D6 e inibidor moderado da CYP3A4. Esta inibição mútua pode elevar os níveis de ambos os fármacos. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), resultando em um efeito aditivo significativo na repolarização ventricular.
Interação dupla: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP3A4, enzimas que metabolizam a Sertralina, podendo aumentar seus níveis. A Sertralina, por sua vez, é um inibidor moderado da CYP2D6, o que pode afetar o metabolismo da Amiodarona. 2) Ambos os fármacos bloqueiam os canais IKr (hERG), causando um efeito aditivo no prolongamento do intervalo QTc.
Interação farmacocinética e farmacodinâmica: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6, a principal via de metabolismo da Paroxetina, podendo aumentar seus níveis. A Paroxetina é um potente inibidor da CYP2D6, o que pode reduzir a conversão da Amiodarona em seu metabólito ativo, alterando seu perfil de eficácia e toxicidade. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), com efeito aditivo.
Amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4 (reduz conversão de venlafaxina para O-desmetilvenlafaxina), aumentando níveis de venlafaxina em 30-70% e reduzindo metabólito ativo.
Atualizado em junho/2026
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