Fentanil + Tramadol
⚠O que acontece
Depressão respiratória grave, sedação profunda, síndrome serotoninérgica (clônus, hipertermia, rigidez, instabilidade autonômica), náusea/vômito, risco de convulsões (tramadol reduz limiar convulsivo).
⚙Mecanismo
Depressão sinérgica do SNC e risco de síndrome serotoninérgica. Fentanil é agonista μ-opioide puro; tramadol é agonista μ-opioide fraco e inibidor da recaptação de serotonina e noradrenalina (IRSN). A combinação de dois opioides aumenta o risco de depressão respiratória aditiva. Além disso, a ação serotoninérgica do tramadol (inibição da recaptação de serotonina, IC50 ~1-2 μM) somada à fraca inibição de recaptação pelo fentanil pode desencadear síndrome serotoninérgica, especialmente em doses altas ou em pacientes com outros serotonérgicos. Farmacocinética: tramadol é pró-fármaco metabolizado por CYP2D6 (Km ~20-30 μM) a O-desmetiltramadol (metabólito ativo com maior afinidade μ). Fentanil é metabolizado por CYP3A4; não há interação farmacocinética significativa.
📋Conduta Clinica
Evitar combinação. Se inevitável, usar apenas um opioide por vez; não associar fentanil com tramadol para dor crônica. Se usados em transição de opioides, respeitar washout de 24h. Monitorar rigorosamente sinais de síndrome serotoninérgica. Ter naloxona e benzodiazepínicos disponíveis para manejo de emergência. Reduzir dose de tramadol em 50% se combinado com fentanil em ambiente hospitalar.
🔍O que monitorar
SpO2 contínua, FR, escala de sedação, temperatura, reflexos (clônus), função renal e hepática. Monitorar por 24-48h após início da combinação.
↺Alternativas
Para dor: usar apenas um opioide (fentanil ou tramadol) com adjuvantes não opioides (AINEs, paracetamol). Para componente neuropático: considerar gabapentina ou pregabalina em vez de tramadol.
📚Referências
FDA CNS Depression Alert; UpToDate 2024; Lexicomp 2024; critérios de Hunter para síndrome serotoninérgica.
Perguntas Frequentes
Pode tomar Fentanil com Tramadol?
A combinação de Fentanil com Tramadol apresenta interação de gravidade grave. Depressão respiratória grave, sedação profunda, síndrome serotoninérgica (clônus, hipertermia, rigidez, instabilidade autonômica), náusea/vômito, risco de convulsões (tramadol reduz limiar convulsivo). Evitar combinação. Se inevitável, usar apenas um opioide por vez; não associar fentanil com tramadol para dor crônica. Se usados em transição de opioides, respeitar washout de 24h. Monitorar rigorosamente sinais de síndrome serotoninérgica. Ter naloxona e benzodiazepínicos disponíveis para manejo de emergência. Reduzir dose de tramadol em 50% se combinado com fentanil em ambiente hospitalar.
Fentanil e Tramadol interagem?
Sim, Fentanil e Tramadol possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve depressão sinérgica do snc e risco de síndrome serotoninérgica. fentanil é agonista μ-opioide puro; tramadol é agonista μ-opioide fraco e inibidor da recaptação de serotonina e noradrenalina (irsn). a combinação de dois opioides aumenta o risco de depressão respiratória aditiva. além disso, a ação serotoninérgica do tramadol (inibição da recaptação de serotonina, ic50 ~1-2 μm) somada à fraca inibição de recaptação pelo fentanil pode desencadear síndrome serotoninérgica, especialmente em doses altas ou em pacientes com outros serotonérgicos. farmacocinética: tramadol é pró-fármaco metabolizado por cyp2d6 (km ~20-30 μm) a o-desmetiltramadol (metabólito ativo com maior afinidade μ). fentanil é metabolizado por cyp3a4; não há interação farmacocinética significativa.. A conduta recomendada é: evitar combinação. se inevitável, usar apenas um opioide por vez; não associar fentanil com tramadol para dor crônica. se usados em transição de opioides, respeitar washout de 24h. monitorar rigorosamente sinais de síndrome serotoninérgica. ter naloxona e benzodiazepínicos disponíveis para manejo de emergência. reduzir dose de tramadol em 50% se combinado com fentanil em ambiente hospitalar..
Qual o risco de Fentanil com Tramadol?
O risco da associação Fentanil + Tramadol é classificado como GRAVE. Depressão respiratória grave, sedação profunda, síndrome serotoninérgica (clônus, hipertermia, rigidez, instabilidade autonômica), náusea/vômito, risco de convulsões (tramadol reduz limiar convulsivo). Monitorar: spo2 contínua, fr, escala de sedação, temperatura, reflexos (clônus), função renal e hepática. monitorar por 24-48h após início da combinação..
Interações Relacionadas
Interação complexa: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP2C9, enquanto a Fluoxetina é um potente inibidor da CYP2D6 e inibidor moderado da CYP3A4. Esta inibição mútua pode elevar os níveis de ambos os fármacos. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), resultando em um efeito aditivo significativo na repolarização ventricular.
Interação dupla: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP3A4, enzimas que metabolizam a Sertralina, podendo aumentar seus níveis. A Sertralina, por sua vez, é um inibidor moderado da CYP2D6, o que pode afetar o metabolismo da Amiodarona. 2) Ambos os fármacos bloqueiam os canais IKr (hERG), causando um efeito aditivo no prolongamento do intervalo QTc.
Interação farmacocinética e farmacodinâmica: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6, a principal via de metabolismo da Paroxetina, podendo aumentar seus níveis. A Paroxetina é um potente inibidor da CYP2D6, o que pode reduzir a conversão da Amiodarona em seu metabólito ativo, alterando seu perfil de eficácia e toxicidade. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), com efeito aditivo.
Amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4 (reduz conversão de venlafaxina para O-desmetilvenlafaxina), aumentando níveis de venlafaxina em 30-70% e reduzindo metabólito ativo.
Atualizado em junho/2026
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