Fentanil + Morfina
⚠O que acontece
Sedação excessiva, depressão respiratória, bradicardia, hipotensão, náusea/vômito, íleo paralítico. Risco de superdosagem se não ajustar doses corretamente na transição.
⚙Mecanismo
Depressão sinérgica do SNC por agonismo aditivo em receptores μ-opioides. Ambos são agonistas puros, mas com potências e farmacocinéticas diferentes: fentanil é 50-100 vezes mais potente que morfina, com lipofilicidade alta e rápido início de ação; morfina tem menor lipofilicidade e metabólitos ativos (M6G, M3G) que podem acumular em insuficiência renal. A combinação pode levar a superposição de picos de efeito e depressão respiratória imprevisível. Farmacocinética: morfina é metabolizada por UGT2B7 (Km ~200-300 μM), fentanil por CYP3A4; sem interação farmacocinética. A rotação de opioides entre eles requer cálculo cuidadoso de doses equianalgésicas devido à tolerância cruzada incompleta.
📋Conduta Clinica
Evitar uso concomitante de dois opioides de ação semelhante. Se necessário para dor aguda sobre crônica, usar fentanil de ação rápida como resgate, mas reduzir dose em 25-50% da dose equianalgésica calculada. Na rotação de opioides, usar tabelas de conversão conservadoras (reduzir 25-50% da dose calculada) e titular conforme resposta. Monitorar função renal para evitar acúmulo de metabólitos da morfina.
🔍O que monitorar
SpO2, FR, escala de sedação (RASS), escala de dor, função renal (creatinina), sinais de toxicidade opioide (miose, delirium, mioclonias).
↺Alternativas
Para dor crônica: manter monoterapia opioide com adjuvantes não opioides. Para resgate: considerar opioide de mesma classe ou AINEs.
📚Referências
FDA CNS Depression Alert; UpToDate 2024; Lexicomp 2024; diretrizes de rotação de opioides da EAPC.
Perguntas Frequentes
Pode tomar Fentanil com Morfina?
A combinação de Fentanil com Morfina apresenta interação de gravidade moderada. Sedação excessiva, depressão respiratória, bradicardia, hipotensão, náusea/vômito, íleo paralítico. Risco de superdosagem se não ajustar doses corretamente na transição. Evitar uso concomitante de dois opioides de ação semelhante. Se necessário para dor aguda sobre crônica, usar fentanil de ação rápida como resgate, mas reduzir dose em 25-50% da dose equianalgésica calculada. Na rotação de opioides, usar tabelas de conversão conservadoras (reduzir 25-50% da dose calculada) e titular conforme resposta. Monitorar função renal para evitar acúmulo de metabólitos da morfina.
Fentanil e Morfina interagem?
Sim, Fentanil e Morfina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve depressão sinérgica do snc por agonismo aditivo em receptores μ-opioides. ambos são agonistas puros, mas com potências e farmacocinéticas diferentes: fentanil é 50-100 vezes mais potente que morfina, com lipofilicidade alta e rápido início de ação; morfina tem menor lipofilicidade e metabólitos ativos (m6g, m3g) que podem acumular em insuficiência renal. a combinação pode levar a superposição de picos de efeito e depressão respiratória imprevisível. farmacocinética: morfina é metabolizada por ugt2b7 (km ~200-300 μm), fentanil por cyp3a4; sem interação farmacocinética. a rotação de opioides entre eles requer cálculo cuidadoso de doses equianalgésicas devido à tolerância cruzada incompleta.. A conduta recomendada é: evitar uso concomitante de dois opioides de ação semelhante. se necessário para dor aguda sobre crônica, usar fentanil de ação rápida como resgate, mas reduzir dose em 25-50% da dose equianalgésica calculada. na rotação de opioides, usar tabelas de conversão conservadoras (reduzir 25-50% da dose calculada) e titular conforme resposta. monitorar função renal para evitar acúmulo de metabólitos da morfina..
Qual o risco de Fentanil com Morfina?
O risco da associação Fentanil + Morfina é classificado como MODERADA. Sedação excessiva, depressão respiratória, bradicardia, hipotensão, náusea/vômito, íleo paralítico. Risco de superdosagem se não ajustar doses corretamente na transição. Monitorar: spo2, fr, escala de sedação (rass), escala de dor, função renal (creatinina), sinais de toxicidade opioide (miose, delirium, mioclonias)..
Interações Relacionadas
Interação complexa: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP2C9, enquanto a Fluoxetina é um potente inibidor da CYP2D6 e inibidor moderado da CYP3A4. Esta inibição mútua pode elevar os níveis de ambos os fármacos. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), resultando em um efeito aditivo significativo na repolarização ventricular.
Interação dupla: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP3A4, enzimas que metabolizam a Sertralina, podendo aumentar seus níveis. A Sertralina, por sua vez, é um inibidor moderado da CYP2D6, o que pode afetar o metabolismo da Amiodarona. 2) Ambos os fármacos bloqueiam os canais IKr (hERG), causando um efeito aditivo no prolongamento do intervalo QTc.
Interação farmacocinética e farmacodinâmica: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6, a principal via de metabolismo da Paroxetina, podendo aumentar seus níveis. A Paroxetina é um potente inibidor da CYP2D6, o que pode reduzir a conversão da Amiodarona em seu metabólito ativo, alterando seu perfil de eficácia e toxicidade. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), com efeito aditivo.
Amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4 (reduz conversão de venlafaxina para O-desmetilvenlafaxina), aumentando níveis de venlafaxina em 30-70% e reduzindo metabólito ativo.
Atualizado em junho/2026
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