Fentanil + Metoprolol
⚠O que acontece
Sedação excessiva (sonolência diurna, lentificação psicomotora), depressão respiratória (FR < 12 irpm, SpO2 < 90%), comprometimento cognitivo (confusão, desorientação), risco de quedas, bradicardia (FC < 50 bpm), hipotensão (especialmente em doses altas de metoprolol).
⚙Mecanismo
Depressão sinérgica do SNC: fentanil (agonista μ-opioide potente) deprime centros respiratórios e promove sedação; metoprolol (betabloqueador seletivo β1 lipofílico) atravessa barreira hematoencefálica, causando sedação central (bloqueio de receptores β-adrenérgicos no SNC) e potencializando depressão respiratória (redução da resposta ventilatória à hipóxia/hipercapnia). Efeito aditivo na sedação (sonolência em 5-10% dos pacientes com metoprolol) e bradicardia (efeito cronotrópico negativo do metoprolol + efeito vagotônico do fentanil). Magnitude: aumento de 1,5-2x no risco de sedação excessiva comparado à monoterapia, com potencial para bradicardia (FC < 50 bpm) em doses altas.
📋Conduta Clinica
Iniciar fentanil com 50% da dose usual (ex: 12,5 μg/h transdérmico em vez de 25 μg/h). Metoprolol: limitar a 100 mg/dia (dose máxima usual 200 mg/dia). Evitar coadministração em pacientes com bradicardia basal (FC < 60 bpm) ou bloqueio cardíaco. Orientar paciente/cuidador sobre sinais de sedação excessiva e risco de dirigir/operar máquinas.
🔍O que monitorar
Monitorar nível de consciência (escala de sedação de Ramsay: alvo ≤ 3), frequência respiratória (a cada 2h nas primeiras 24h, depois a cada 4-6h), SpO2 contínua se FR < 10 irpm. Monitorar FC e PA (a cada 4h nas primeiras 24h). Avaliar risco de quedas (teste Timed Up and Go) na primeira semana.
↺Alternativas
Para hipertensão/angina: atenolol (betabloqueador hidrofílico, menos penetração no SNC) ou carvedilol (menor sedação). Para dor: morfina (menor efeito vagotônico) ou hidromorfona.
📚Referências
FDA CNS Depression Alert; UpToDate 2024; Drug Interactions Analysis & Management (Hansten & Horn); estudo: FDA Adverse Event Reporting System (FAERS) 2019-2023
Perguntas Frequentes
Pode tomar Fentanil com Metoprolol?
A combinação de Fentanil com Metoprolol apresenta interação de gravidade moderada. Sedação excessiva (sonolência diurna, lentificação psicomotora), depressão respiratória (FR < 12 irpm, SpO2 < 90%), comprometimento cognitivo (confusão, desorientação), risco de quedas, bradicardia (FC < 50 bpm), hipotensão (especialmente em doses altas de metoprolol). Iniciar fentanil com 50% da dose usual (ex: 12,5 μg/h transdérmico em vez de 25 μg/h). Metoprolol: limitar a 100 mg/dia (dose máxima usual 200 mg/dia). Evitar coadministração em pacientes com bradicardia basal (FC < 60 bpm) ou bloqueio cardíaco. Orientar paciente/cuidador sobre sinais de sedação excessiva e risco de dirigir/operar máquinas.
Fentanil e Metoprolol interagem?
Sim, Fentanil e Metoprolol possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve depressão sinérgica do snc: fentanil (agonista μ-opioide potente) deprime centros respiratórios e promove sedação; metoprolol (betabloqueador seletivo β1 lipofílico) atravessa barreira hematoencefálica, causando sedação central (bloqueio de receptores β-adrenérgicos no snc) e potencializando depressão respiratória (redução da resposta ventilatória à hipóxia/hipercapnia). efeito aditivo na sedação (sonolência em 5-10% dos pacientes com metoprolol) e bradicardia (efeito cronotrópico negativo do metoprolol + efeito vagotônico do fentanil). magnitude: aumento de 1,5-2x no risco de sedação excessiva comparado à monoterapia, com potencial para bradicardia (fc < 50 bpm) em doses altas.. A conduta recomendada é: iniciar fentanil com 50% da dose usual (ex: 12,5 μg/h transdérmico em vez de 25 μg/h). metoprolol: limitar a 100 mg/dia (dose máxima usual 200 mg/dia). evitar coadministração em pacientes com bradicardia basal (fc < 60 bpm) ou bloqueio cardíaco. orientar paciente/cuidador sobre sinais de sedação excessiva e risco de dirigir/operar máquinas..
Qual o risco de Fentanil com Metoprolol?
O risco da associação Fentanil + Metoprolol é classificado como MODERADA. Sedação excessiva (sonolência diurna, lentificação psicomotora), depressão respiratória (FR < 12 irpm, SpO2 < 90%), comprometimento cognitivo (confusão, desorientação), risco de quedas, bradicardia (FC < 50 bpm), hipotensão (especialmente em doses altas de metoprolol). Monitorar: monitorar nível de consciência (escala de sedação de ramsay: alvo ≤ 3), frequência respiratória (a cada 2h nas primeiras 24h, depois a cada 4-6h), spo2 contínua se fr < 10 irpm. monitorar fc e pa (a cada 4h nas primeiras 24h). avaliar risco de quedas (teste timed up and go) na primeira semana..
Interações Relacionadas
Interação complexa: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP2C9, enquanto a Fluoxetina é um potente inibidor da CYP2D6 e inibidor moderado da CYP3A4. Esta inibição mútua pode elevar os níveis de ambos os fármacos. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), resultando em um efeito aditivo significativo na repolarização ventricular.
Interação dupla: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP3A4, enzimas que metabolizam a Sertralina, podendo aumentar seus níveis. A Sertralina, por sua vez, é um inibidor moderado da CYP2D6, o que pode afetar o metabolismo da Amiodarona. 2) Ambos os fármacos bloqueiam os canais IKr (hERG), causando um efeito aditivo no prolongamento do intervalo QTc.
Interação farmacocinética e farmacodinâmica: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6, a principal via de metabolismo da Paroxetina, podendo aumentar seus níveis. A Paroxetina é um potente inibidor da CYP2D6, o que pode reduzir a conversão da Amiodarona em seu metabólito ativo, alterando seu perfil de eficácia e toxicidade. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), com efeito aditivo.
Amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4 (reduz conversão de venlafaxina para O-desmetilvenlafaxina), aumentando níveis de venlafaxina em 30-70% e reduzindo metabólito ativo.
Atualizado em junho/2026
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