Fentanil + Metadona
⚠O que acontece
Depressão respiratória grave e prolongada (pico tardio 3-5 dias após início), sedação profunda, síndrome serotoninérgica, arritmias ventriculares (QT prolongado, torsades), hipotensão, risco de overdose fatal.
⚙Mecanismo
Depressão sinérgica do SNC e risco de arritmias. Ambos são agonistas μ-opioides, mas metadona também é antagonista NMDA e inibidor da recaptação de serotonina/noradrenalina, o que pode aumentar risco de síndrome serotoninérgica. Metadona tem meia-vida longa e variável (15-60h), com acúmulo imprevisível, potencializando depressão respiratória tardia. Farmacocinética: metadona é metabolizada por CYP3A4 (Km ~10-20 μM), CYP2B6 (Km ~5-10 μM) e CYP2D6; fentanil é substrato de CYP3A4. Competição pela CYP3A4 pode aumentar níveis de ambos, mas o efeito é variável. Risco adicional: metadona prolonga intervalo QT (bloqueio de canais hERG, IC50 ~3-10 μM), e fentanil pode causar bradicardia, aumentando risco de torsades de pointes.
📋Conduta Clinica
Evitar combinação sempre que possível. Se inevitável (ex: transição de opioides em cuidados paliativos), realizar apenas em ambiente hospitalar com monitorização cardíaca. Reduzir dose de metadona em 50% e titular lentamente (a cada 5-7 dias). Não usar fentanil de resgate nas primeiras 72h da rotação. Realizar ECG basal e diário. Ter naloxona em infusão contínua disponível. Contraindicado em pacientes com QTc >450 ms ou fatores de risco para arritmias.
🔍O que monitorar
SpO2 contínua, capnografia, FR, escala de sedação, ECG diário (QTc), eletrólitos (K+, Mg2+), sinais de síndrome serotoninérgica. Monitorar por pelo menos 5 dias após início ou ajuste de dose.
↺Alternativas
Para dor crônica: considerar outros opioides de longa duração (oxicodona, morfina) com menor risco de QT. Para dependência: manter metadona isolada, sem fentanil.
📚Referências
FDA CNS Depression Alert; UpToDate 2024; Lexicomp 2024; diretrizes de metadona da AHA; relatos de caso de torsades com opioides.
Perguntas Frequentes
Pode tomar Fentanil com Metadona?
A combinação de Fentanil com Metadona apresenta interação de gravidade grave. Depressão respiratória grave e prolongada (pico tardio 3-5 dias após início), sedação profunda, síndrome serotoninérgica, arritmias ventriculares (QT prolongado, torsades), hipotensão, risco de overdose fatal. Evitar combinação sempre que possível. Se inevitável (ex: transição de opioides em cuidados paliativos), realizar apenas em ambiente hospitalar com monitorização cardíaca. Reduzir dose de metadona em 50% e titular lentamente (a cada 5-7 dias). Não usar fentanil de resgate nas primeiras 72h da rotação. Realizar ECG basal e diário. Ter naloxona em infusão contínua disponível. Contraindicado em pacientes com QTc >450 ms ou fatores de risco para arritmias.
Fentanil e Metadona interagem?
Sim, Fentanil e Metadona possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve depressão sinérgica do snc e risco de arritmias. ambos são agonistas μ-opioides, mas metadona também é antagonista nmda e inibidor da recaptação de serotonina/noradrenalina, o que pode aumentar risco de síndrome serotoninérgica. metadona tem meia-vida longa e variável (15-60h), com acúmulo imprevisível, potencializando depressão respiratória tardia. farmacocinética: metadona é metabolizada por cyp3a4 (km ~10-20 μm), cyp2b6 (km ~5-10 μm) e cyp2d6; fentanil é substrato de cyp3a4. competição pela cyp3a4 pode aumentar níveis de ambos, mas o efeito é variável. risco adicional: metadona prolonga intervalo qt (bloqueio de canais herg, ic50 ~3-10 μm), e fentanil pode causar bradicardia, aumentando risco de torsades de pointes.. A conduta recomendada é: evitar combinação sempre que possível. se inevitável (ex: transição de opioides em cuidados paliativos), realizar apenas em ambiente hospitalar com monitorização cardíaca. reduzir dose de metadona em 50% e titular lentamente (a cada 5-7 dias). não usar fentanil de resgate nas primeiras 72h da rotação. realizar ecg basal e diário. ter naloxona em infusão contínua disponível. contraindicado em pacientes com qtc >450 ms ou fatores de risco para arritmias..
Qual o risco de Fentanil com Metadona?
O risco da associação Fentanil + Metadona é classificado como GRAVE. Depressão respiratória grave e prolongada (pico tardio 3-5 dias após início), sedação profunda, síndrome serotoninérgica, arritmias ventriculares (QT prolongado, torsades), hipotensão, risco de overdose fatal. Monitorar: spo2 contínua, capnografia, fr, escala de sedação, ecg diário (qtc), eletrólitos (k+, mg2+), sinais de síndrome serotoninérgica. monitorar por pelo menos 5 dias após início ou ajuste de dose..
Interações Relacionadas
Interação complexa: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP2C9, enquanto a Fluoxetina é um potente inibidor da CYP2D6 e inibidor moderado da CYP3A4. Esta inibição mútua pode elevar os níveis de ambos os fármacos. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), resultando em um efeito aditivo significativo na repolarização ventricular.
Interação dupla: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP3A4, enzimas que metabolizam a Sertralina, podendo aumentar seus níveis. A Sertralina, por sua vez, é um inibidor moderado da CYP2D6, o que pode afetar o metabolismo da Amiodarona. 2) Ambos os fármacos bloqueiam os canais IKr (hERG), causando um efeito aditivo no prolongamento do intervalo QTc.
Interação farmacocinética e farmacodinâmica: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6, a principal via de metabolismo da Paroxetina, podendo aumentar seus níveis. A Paroxetina é um potente inibidor da CYP2D6, o que pode reduzir a conversão da Amiodarona em seu metabólito ativo, alterando seu perfil de eficácia e toxicidade. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), com efeito aditivo.
Amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4 (reduz conversão de venlafaxina para O-desmetilvenlafaxina), aumentando níveis de venlafaxina em 30-70% e reduzindo metabólito ativo.
Atualizado em junho/2026
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