Fentanil + Lítio
⚠O que acontece
Sedação profunda, depressão respiratória com risco de parada, síndrome serotoninérgica (confusão, hipertermia, clônus), neurotoxicidade por lítio (tremor, ataxia, convulsões), risco aumentado de quedas e delirium em idosos.
⚙Mecanismo
Depressão sinérgica do SNC: fentanil (agonista μ-opioide) e lítio (mecanismo incerto, possivelmente modulação de neurotransmissores) causam sedação aditiva e depressão respiratória. Risco adicional de síndrome serotoninérgica, pois o fentanil inibe fracamente a recaptação de serotonina e o lítio aumenta a liberação de serotonina. O lítio pode reduzir o limiar convulsivo, e o fentanil pode causar rigidez muscular, mascarando sinais de toxicidade do lítio. Farmacocinética: lítio é excretado pelos rins; desidratação ou alteração do clearance (ex: por vômitos induzidos por opioides) pode elevar níveis de lítio, aumentando neurotoxicidade.
📋Conduta Clinica
Evitar combinação sempre que possível. Se inevitável, reduzir dose de fentanil em 25-50% e titular conforme resposta. Manter hidratação adequada para evitar acúmulo de lítio. Monitorar litemia antes e durante o uso de fentanil (alvo: 0.6-0.8 mEq/L). Alertar paciente/cuidador sobre sinais de toxicidade (tremor grosseiro, sonolência excessiva, confusão). Não dirigir ou operar máquinas.
🔍O que monitorar
SpO2 contínua, frequência respiratória a cada 1-2h, escala de sedação (RASS), litemia a cada 2-3 dias, função renal (creatinina, ureia), sinais de síndrome serotoninérgica (clônus, hiperreflexia, temperatura).
↺Alternativas
Para dor: considerar AINEs ou paracetamol se não houver contraindicação. Para transtorno bipolar: considerar anticonvulsivantes (valproato, lamotrigina) com menor interação central.
📚Referências
FDA CNS Depression Alert; UpToDate 2024; Lexicomp 2024; relatos de caso de neurotoxicidade por lítio com opioides.
Perguntas Frequentes
Pode tomar Fentanil com Lítio?
A combinação de Fentanil com Lítio apresenta interação de gravidade grave. Sedação profunda, depressão respiratória com risco de parada, síndrome serotoninérgica (confusão, hipertermia, clônus), neurotoxicidade por lítio (tremor, ataxia, convulsões), risco aumentado de quedas e delirium em idosos. Evitar combinação sempre que possível. Se inevitável, reduzir dose de fentanil em 25-50% e titular conforme resposta. Manter hidratação adequada para evitar acúmulo de lítio. Monitorar litemia antes e durante o uso de fentanil (alvo: 0.6-0.8 mEq/L). Alertar paciente/cuidador sobre sinais de toxicidade (tremor grosseiro, sonolência excessiva, confusão). Não dirigir ou operar máquinas.
Fentanil e Lítio interagem?
Sim, Fentanil e Lítio possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve depressão sinérgica do snc: fentanil (agonista μ-opioide) e lítio (mecanismo incerto, possivelmente modulação de neurotransmissores) causam sedação aditiva e depressão respiratória. risco adicional de síndrome serotoninérgica, pois o fentanil inibe fracamente a recaptação de serotonina e o lítio aumenta a liberação de serotonina. o lítio pode reduzir o limiar convulsivo, e o fentanil pode causar rigidez muscular, mascarando sinais de toxicidade do lítio. farmacocinética: lítio é excretado pelos rins; desidratação ou alteração do clearance (ex: por vômitos induzidos por opioides) pode elevar níveis de lítio, aumentando neurotoxicidade.. A conduta recomendada é: evitar combinação sempre que possível. se inevitável, reduzir dose de fentanil em 25-50% e titular conforme resposta. manter hidratação adequada para evitar acúmulo de lítio. monitorar litemia antes e durante o uso de fentanil (alvo: 0.6-0.8 meq/l). alertar paciente/cuidador sobre sinais de toxicidade (tremor grosseiro, sonolência excessiva, confusão). não dirigir ou operar máquinas..
Qual o risco de Fentanil com Lítio?
O risco da associação Fentanil + Lítio é classificado como GRAVE. Sedação profunda, depressão respiratória com risco de parada, síndrome serotoninérgica (confusão, hipertermia, clônus), neurotoxicidade por lítio (tremor, ataxia, convulsões), risco aumentado de quedas e delirium em idosos. Monitorar: spo2 contínua, frequência respiratória a cada 1-2h, escala de sedação (rass), litemia a cada 2-3 dias, função renal (creatinina, ureia), sinais de síndrome serotoninérgica (clônus, hiperreflexia, temperatura)..
Interações Relacionadas
Interação complexa: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP2C9, enquanto a Fluoxetina é um potente inibidor da CYP2D6 e inibidor moderado da CYP3A4. Esta inibição mútua pode elevar os níveis de ambos os fármacos. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), resultando em um efeito aditivo significativo na repolarização ventricular.
Interação dupla: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP3A4, enzimas que metabolizam a Sertralina, podendo aumentar seus níveis. A Sertralina, por sua vez, é um inibidor moderado da CYP2D6, o que pode afetar o metabolismo da Amiodarona. 2) Ambos os fármacos bloqueiam os canais IKr (hERG), causando um efeito aditivo no prolongamento do intervalo QTc.
Interação farmacocinética e farmacodinâmica: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6, a principal via de metabolismo da Paroxetina, podendo aumentar seus níveis. A Paroxetina é um potente inibidor da CYP2D6, o que pode reduzir a conversão da Amiodarona em seu metabólito ativo, alterando seu perfil de eficácia e toxicidade. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), com efeito aditivo.
Amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4 (reduz conversão de venlafaxina para O-desmetilvenlafaxina), aumentando níveis de venlafaxina em 30-70% e reduzindo metabólito ativo.
Atualizado em junho/2026
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