Fentanil + Gabapentina
⚠O que acontece
Sedação excessiva, tontura, ataxia, depressão respiratória (especialmente em IRC), risco de quedas, edema periférico (gabapentina).
⚙Mecanismo
Depressão sinérgica do SNC: fentanil (agonista μ-opioide) e gabapentina (ligação à subunidade α2δ de canais de cálcio, reduzindo liberação de neurotransmissores excitatórios) causam sedação aditiva e depressão respiratória. Gabapentina potencializa efeitos de opioides, reduzindo a dose necessária para analgesia, mas também aumentando risco de depressão respiratória, especialmente em idosos e pacientes com insuficiência renal. Farmacocinética: gabapentina é excretada inalterada pelos rins (clearance dependente da função renal); fentanil é metabolizado por CYP3A4. Sem interação farmacocinética. Estudos mostram que gabapentina pré-operatória reduz consumo de opioides em 20-30%, mas aumenta sedação pós-operatória. Relatos de overdose fatal com combinação de gabapentina e opioides, principalmente em doses altas (>900 mg/dia) e IRC.
📋Conduta Clinica
Usar com cautela, iniciando gabapentina em doses baixas (100-300 mg/dia) e titular lentamente. Reduzir dose de fentanil em 25% se gabapentina for adicionada. Em pacientes com TFG <60 mL/min, ajustar dose de gabapentina conforme função renal. Evitar combinação em idosos frágeis. Monitorar sedação e função respiratória nas primeiras 72h.
🔍O que monitorar
SpO2, FR, escala de sedação, função renal (creatinina, TFG), sinais de toxicidade por gabapentina (mioclonias, confusão).
↺Alternativas
Para dor neuropática: considerar pregabalina (mesmo mecanismo, mas ajuste renal mais previsível) ou duloxetina. Para dor nociceptiva: otimizar fentanil isoladamente.
📚Referências
FDA CNS Depression Alert; UpToDate 2024; Lexicomp 2024; estudos de gabapentina e opioides; alertas de segurança do FDA sobre gabapentina e depressão respiratória.
Perguntas Frequentes
Pode tomar Fentanil com Gabapentina?
A combinação de Fentanil com Gabapentina apresenta interação de gravidade moderada. Sedação excessiva, tontura, ataxia, depressão respiratória (especialmente em IRC), risco de quedas, edema periférico (gabapentina). Usar com cautela, iniciando gabapentina em doses baixas (100-300 mg/dia) e titular lentamente. Reduzir dose de fentanil em 25% se gabapentina for adicionada. Em pacientes com TFG <60 mL/min, ajustar dose de gabapentina conforme função renal. Evitar combinação em idosos frágeis. Monitorar sedação e função respiratória nas primeiras 72h.
Fentanil e Gabapentina interagem?
Sim, Fentanil e Gabapentina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve depressão sinérgica do snc: fentanil (agonista μ-opioide) e gabapentina (ligação à subunidade α2δ de canais de cálcio, reduzindo liberação de neurotransmissores excitatórios) causam sedação aditiva e depressão respiratória. gabapentina potencializa efeitos de opioides, reduzindo a dose necessária para analgesia, mas também aumentando risco de depressão respiratória, especialmente em idosos e pacientes com insuficiência renal. farmacocinética: gabapentina é excretada inalterada pelos rins (clearance dependente da função renal); fentanil é metabolizado por cyp3a4. sem interação farmacocinética. estudos mostram que gabapentina pré-operatória reduz consumo de opioides em 20-30%, mas aumenta sedação pós-operatória. relatos de overdose fatal com combinação de gabapentina e opioides, principalmente em doses altas (>900 mg/dia) e irc.. A conduta recomendada é: usar com cautela, iniciando gabapentina em doses baixas (100-300 mg/dia) e titular lentamente. reduzir dose de fentanil em 25% se gabapentina for adicionada. em pacientes com tfg <60 ml/min, ajustar dose de gabapentina conforme função renal. evitar combinação em idosos frágeis. monitorar sedação e função respiratória nas primeiras 72h..
Qual o risco de Fentanil com Gabapentina?
O risco da associação Fentanil + Gabapentina é classificado como MODERADA. Sedação excessiva, tontura, ataxia, depressão respiratória (especialmente em IRC), risco de quedas, edema periférico (gabapentina). Monitorar: spo2, fr, escala de sedação, função renal (creatinina, tfg), sinais de toxicidade por gabapentina (mioclonias, confusão)..
Interações Relacionadas
Interação complexa: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP2C9, enquanto a Fluoxetina é um potente inibidor da CYP2D6 e inibidor moderado da CYP3A4. Esta inibição mútua pode elevar os níveis de ambos os fármacos. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), resultando em um efeito aditivo significativo na repolarização ventricular.
Interação dupla: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP3A4, enzimas que metabolizam a Sertralina, podendo aumentar seus níveis. A Sertralina, por sua vez, é um inibidor moderado da CYP2D6, o que pode afetar o metabolismo da Amiodarona. 2) Ambos os fármacos bloqueiam os canais IKr (hERG), causando um efeito aditivo no prolongamento do intervalo QTc.
Interação farmacocinética e farmacodinâmica: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6, a principal via de metabolismo da Paroxetina, podendo aumentar seus níveis. A Paroxetina é um potente inibidor da CYP2D6, o que pode reduzir a conversão da Amiodarona em seu metabólito ativo, alterando seu perfil de eficácia e toxicidade. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), com efeito aditivo.
Amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4 (reduz conversão de venlafaxina para O-desmetilvenlafaxina), aumentando níveis de venlafaxina em 30-70% e reduzindo metabólito ativo.
Atualizado em junho/2026
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