Fenitoína + Zolpidem
⚠O que acontece
Redução significativa dos níveis plasmáticos de zolpidem, resultando em falha terapêutica (insônia persistente), latência prolongada para o sono e despertares noturnos. Pode haver síndrome de abstinência relativa se o paciente já usava zolpidem cronicamente.
⚙Mecanismo
A fenitoína é um potente indutor das enzimas CYP3A4 (principal via do zolpidem, >60% do metabolismo) e CYP1A2 (via menor, ~20%). A indução enzimática ocorre via ativação do receptor PXR, aumentando a transcrição gênica. O efeito máximo ocorre em 1-2 semanas de uso contínuo. Estudos farmacocinéticos mostram redução da AUC do zolpidem em 40-60% e da Cmax em 30-50%, com diminuição da meia-vida de 2,5h para 1,5h. A magnitude é clinicamente significativa, podendo levar à perda completa do efeito hipnótico.
📋Conduta Clinica
1. Monitorar eficácia do zolpidem (latência do sono, tempo total de sono) após 1-2 semanas do início da fenitoína. 2. Se perda de eficácia, aumentar zolpidem para 10-15 mg à noite (dose usual: 5-10 mg). 3. Considerar trocar para hipnótico não metabolizado por CYP3A4 (ex: zopiclona, que usa CYP2C8/2C9, ou melatonina). 4. Evitar uso crônico; se necessário, preferir fenitoína por curto período. 5. Na descontinuação da fenitoína, reduzir zolpidem gradualmente para evitar sedação excessiva.
🔍O que monitorar
Avaliar resposta clínica semanalmente: latência do sono, número de despertares, sonolência diurna. Em idosos, monitorar risco de quedas e confusão. Não há necessidade de dosagem sérica de zolpidem rotineiramente.
↺Alternativas
Alternativas à fenitoína: levetiracetam, lamotrigina (não indutores). Alternativas ao zolpidem: zopiclona 7,5 mg, melatonina 2-5 mg, ou trazodona 50-100 mg (efeito sedativo por antagonismo H1 e α1).
📚Referências
Flockhart Drug Interactions Table; UpToDate 2024; FDA Label Zolpidem; Clin Pharmacokinet. 2014;53(4):305-18.
Perguntas Frequentes
Pode tomar Fenitoína com Zolpidem?
A combinação de Fenitoína com Zolpidem apresenta interação de gravidade moderada. Redução significativa dos níveis plasmáticos de zolpidem, resultando em falha terapêutica (insônia persistente), latência prolongada para o sono e despertares noturnos. Pode haver síndrome de abstinência relativa se o paciente já usava zolpidem cronicamente. 1. Monitorar eficácia do zolpidem (latência do sono, tempo total de sono) após 1-2 semanas do início da fenitoína. 2. Se perda de eficácia, aumentar zolpidem para 10-15 mg à noite (dose usual: 5-10 mg). 3. Considerar trocar para hipnótico não metabolizado por CYP3A4 (ex: zopiclona, que usa CYP2C8/2C9, ou melatonina). 4. Evitar uso crônico; se necessário, preferir fenitoína por curto período. 5. Na descontinuação da fenitoína, reduzir zolpidem gradualmente para evitar sedação excessiva.
Fenitoína e Zolpidem interagem?
Sim, Fenitoína e Zolpidem possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve a fenitoína é um potente indutor das enzimas cyp3a4 (principal via do zolpidem, >60% do metabolismo) e cyp1a2 (via menor, ~20%). a indução enzimática ocorre via ativação do receptor pxr, aumentando a transcrição gênica. o efeito máximo ocorre em 1-2 semanas de uso contínuo. estudos farmacocinéticos mostram redução da auc do zolpidem em 40-60% e da cmax em 30-50%, com diminuição da meia-vida de 2,5h para 1,5h. a magnitude é clinicamente significativa, podendo levar à perda completa do efeito hipnótico.. A conduta recomendada é: 1. monitorar eficácia do zolpidem (latência do sono, tempo total de sono) após 1-2 semanas do início da fenitoína. 2. se perda de eficácia, aumentar zolpidem para 10-15 mg à noite (dose usual: 5-10 mg). 3. considerar trocar para hipnótico não metabolizado por cyp3a4 (ex: zopiclona, que usa cyp2c8/2c9, ou melatonina). 4. evitar uso crônico; se necessário, preferir fenitoína por curto período. 5. na descontinuação da fenitoína, reduzir zolpidem gradualmente para evitar sedação excessiva..
Qual o risco de Fenitoína com Zolpidem?
O risco da associação Fenitoína + Zolpidem é classificado como MODERADA. Redução significativa dos níveis plasmáticos de zolpidem, resultando em falha terapêutica (insônia persistente), latência prolongada para o sono e despertares noturnos. Pode haver síndrome de abstinência relativa se o paciente já usava zolpidem cronicamente. Monitorar: avaliar resposta clínica semanalmente: latência do sono, número de despertares, sonolência diurna. em idosos, monitorar risco de quedas e confusão. não há necessidade de dosagem sérica de zolpidem rotineiramente..
Interações Relacionadas
Interação complexa: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP2C9, enquanto a Fluoxetina é um potente inibidor da CYP2D6 e inibidor moderado da CYP3A4. Esta inibição mútua pode elevar os níveis de ambos os fármacos. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), resultando em um efeito aditivo significativo na repolarização ventricular.
Interação dupla: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP3A4, enzimas que metabolizam a Sertralina, podendo aumentar seus níveis. A Sertralina, por sua vez, é um inibidor moderado da CYP2D6, o que pode afetar o metabolismo da Amiodarona. 2) Ambos os fármacos bloqueiam os canais IKr (hERG), causando um efeito aditivo no prolongamento do intervalo QTc.
Interação farmacocinética e farmacodinâmica: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6, a principal via de metabolismo da Paroxetina, podendo aumentar seus níveis. A Paroxetina é um potente inibidor da CYP2D6, o que pode reduzir a conversão da Amiodarona em seu metabólito ativo, alterando seu perfil de eficácia e toxicidade. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), com efeito aditivo.
Amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4 (reduz conversão de venlafaxina para O-desmetilvenlafaxina), aumentando níveis de venlafaxina em 30-70% e reduzindo metabólito ativo.
Atualizado em junho/2026
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