Fenitoína + Voriconazol

GraveRisco elevado — pode causar dano significativo ao paciente
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O que acontece

Perda completa de eficácia antifúngica, com risco de falha no tratamento de aspergilose invasiva ou candidemia. Níveis subterapêuticos são esperados. Simultaneamente, risco de toxicidade por fenitoína (nistagmo, ataxia) se não ajustada.

Mecanismo

A fenitoína é um indutor potente das enzimas CYP2C9 (principal via do voriconazol, ~75%), CYP2C19 (~20%) e CYP3A4 (~5%). A indução ocorre via PXR e CAR, reduzindo drasticamente os níveis de voriconazol. Estudos farmacocinéticos mostram redução da AUC em 70-90% e da Cmax em 60-80%. A meia-vida pode cair de 6h para 2h. O voriconazol tem índice terapêutico estreito (alvo: 1-5,5 μg/mL), e níveis <1 μg/mL são ineficazes. A interação é bidirecional: o voriconazol também inibe CYP2C9 e pode aumentar fenitoína em 80%, exigindo monitoramento de ambos.

📋Conduta Clinica

1. Evitar associação. Se inevitável, aumentar voriconazol para 400-600 mg IV a cada 12h ou 600-800 mg VO a cada 12h (dose usual: 200-400 mg). 2. Reduzir fenitoína em 50% e monitorar níveis séricos de fenitoína (alvo: 10-20 μg/mL). 3. Dosar nível sérico de voriconazol (vale) após 3-5 dias e ajustar para alvo de 2-5,5 μg/mL. 4. Preferir antifúngico alternativo: anfotericina B lipossomal, caspofungina, ou posaconazol (menos afetado). 5. Se trocar fenitoína, usar levetiracetam ou lacosamida.

🔍O que monitorar

Nível sérico de voriconazol (vale) no dia 3, depois semanalmente. Nível de fenitoína semanalmente. ECG com QTc basal e após cada ajuste. TGO/TGP, função renal. Avaliar resposta clínica e culturas fúngicas.

Alternativas

Alternativas à fenitoína: levetiracetam, lacosamida, lamotrigina. Alternativas ao voriconazol: anfotericina B lipossomal, caspofungina, posaconazol (menor interação).

📚Referências

Flockhart Drug Interactions Table; UpToDate 2024; FDA Label Voriconazol; Clin Pharmacol Ther. 2006;80(2):126-35.

Perguntas Frequentes

Pode tomar Fenitoína com Voriconazol?

A combinação de Fenitoína com Voriconazol apresenta interação de gravidade grave. Perda completa de eficácia antifúngica, com risco de falha no tratamento de aspergilose invasiva ou candidemia. Níveis subterapêuticos são esperados. Simultaneamente, risco de toxicidade por fenitoína (nistagmo, ataxia) se não ajustada. 1. Evitar associação. Se inevitável, aumentar voriconazol para 400-600 mg IV a cada 12h ou 600-800 mg VO a cada 12h (dose usual: 200-400 mg). 2. Reduzir fenitoína em 50% e monitorar níveis séricos de fenitoína (alvo: 10-20 μg/mL). 3. Dosar nível sérico de voriconazol (vale) após 3-5 dias e ajustar para alvo de 2-5,5 μg/mL. 4. Preferir antifúngico alternativo: anfotericina B lipossomal, caspofungina, ou posaconazol (menos afetado). 5. Se trocar fenitoína, usar levetiracetam ou lacosamida.

Fenitoína e Voriconazol interagem?

Sim, Fenitoína e Voriconazol possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve a fenitoína é um indutor potente das enzimas cyp2c9 (principal via do voriconazol, ~75%), cyp2c19 (~20%) e cyp3a4 (~5%). a indução ocorre via pxr e car, reduzindo drasticamente os níveis de voriconazol. estudos farmacocinéticos mostram redução da auc em 70-90% e da cmax em 60-80%. a meia-vida pode cair de 6h para 2h. o voriconazol tem índice terapêutico estreito (alvo: 1-5,5 μg/ml), e níveis <1 μg/ml são ineficazes. a interação é bidirecional: o voriconazol também inibe cyp2c9 e pode aumentar fenitoína em 80%, exigindo monitoramento de ambos.. A conduta recomendada é: 1. evitar associação. se inevitável, aumentar voriconazol para 400-600 mg iv a cada 12h ou 600-800 mg vo a cada 12h (dose usual: 200-400 mg). 2. reduzir fenitoína em 50% e monitorar níveis séricos de fenitoína (alvo: 10-20 μg/ml). 3. dosar nível sérico de voriconazol (vale) após 3-5 dias e ajustar para alvo de 2-5,5 μg/ml. 4. preferir antifúngico alternativo: anfotericina b lipossomal, caspofungina, ou posaconazol (menos afetado). 5. se trocar fenitoína, usar levetiracetam ou lacosamida..

Qual o risco de Fenitoína com Voriconazol?

O risco da associação Fenitoína + Voriconazol é classificado como GRAVE. Perda completa de eficácia antifúngica, com risco de falha no tratamento de aspergilose invasiva ou candidemia. Níveis subterapêuticos são esperados. Simultaneamente, risco de toxicidade por fenitoína (nistagmo, ataxia) se não ajustada. Monitorar: nível sérico de voriconazol (vale) no dia 3, depois semanalmente. nível de fenitoína semanalmente. ecg com qtc basal e após cada ajuste. tgo/tgp, função renal. avaliar resposta clínica e culturas fúngicas..

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Atualizado em junho/2026

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