Fenitoína + Valproato
⚠O que acontece
Toxicidade paradoxal por fenitoína (nível total pode parecer normal com fração livre tóxica). Falha de VPA por indução.
⚙Mecanismo
Interação bidirecional complexa: 1) Valproato desloca fenitoína da albumina (↑fração livre em 40-60%). 2) Valproato inibe CYP2C9 (↑fenitoína total temporariamente). 3) Fenitoína induz glicuronidação do VPA (↓VPA em 50%).
📋Conduta Clinica
Monitorar fenitoína LIVRE (não total). Ajustar dose de VPA para compensar indução. Evitar interpretação isolada de nível total.
🔍O que monitorar
Fenitoína livre (alvo 1-2 mcg/mL), nível de VPA (50-100 mcg/mL), albumina, sinais de toxicidade de PHT.
↺Alternativas
Levetiracetam + valproato (sem interação). Ou levetiracetam + lamotrigina.
📚Referências
UpToDate 2024; Micromedex 2024; Epilepsia 2018
Perguntas Frequentes
Pode tomar Fenitoína com Valproato?
A combinação de Fenitoína com Valproato apresenta interação de gravidade grave. Toxicidade paradoxal por fenitoína (nível total pode parecer normal com fração livre tóxica). Falha de VPA por indução. Monitorar fenitoína LIVRE (não total). Ajustar dose de VPA para compensar indução. Evitar interpretação isolada de nível total.
Fenitoína e Valproato interagem?
Sim, Fenitoína e Valproato possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve interação bidirecional complexa: 1) valproato desloca fenitoína da albumina (↑fração livre em 40-60%). 2) valproato inibe cyp2c9 (↑fenitoína total temporariamente). 3) fenitoína induz glicuronidação do vpa (↓vpa em 50%).. A conduta recomendada é: monitorar fenitoína livre (não total). ajustar dose de vpa para compensar indução. evitar interpretação isolada de nível total..
Qual o risco de Fenitoína com Valproato?
O risco da associação Fenitoína + Valproato é classificado como GRAVE. Toxicidade paradoxal por fenitoína (nível total pode parecer normal com fração livre tóxica). Falha de VPA por indução. Monitorar: fenitoína livre (alvo 1-2 mcg/ml), nível de vpa (50-100 mcg/ml), albumina, sinais de toxicidade de pht..
Interações Relacionadas
Interação complexa: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP2C9, enquanto a Fluoxetina é um potente inibidor da CYP2D6 e inibidor moderado da CYP3A4. Esta inibição mútua pode elevar os níveis de ambos os fármacos. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), resultando em um efeito aditivo significativo na repolarização ventricular.
Interação dupla: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP3A4, enzimas que metabolizam a Sertralina, podendo aumentar seus níveis. A Sertralina, por sua vez, é um inibidor moderado da CYP2D6, o que pode afetar o metabolismo da Amiodarona. 2) Ambos os fármacos bloqueiam os canais IKr (hERG), causando um efeito aditivo no prolongamento do intervalo QTc.
Interação farmacocinética e farmacodinâmica: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6, a principal via de metabolismo da Paroxetina, podendo aumentar seus níveis. A Paroxetina é um potente inibidor da CYP2D6, o que pode reduzir a conversão da Amiodarona em seu metabólito ativo, alterando seu perfil de eficácia e toxicidade. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), com efeito aditivo.
Amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4 (reduz conversão de venlafaxina para O-desmetilvenlafaxina), aumentando níveis de venlafaxina em 30-70% e reduzindo metabólito ativo.
Atualizado em junho/2026
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