Fenitoína + Tapentadol
⚠O que acontece
Sedação excessiva, depressão respiratória (risco aumentado com doses altas de Tapentadol > 100 mg/dia ou em pacientes virgens de opioides), comprometimento cognitivo, tontura, quedas, constipação grave.
⚙Mecanismo
Depressão sinérgica do SNC por mecanismos complementares. Fenitoína atua como estabilizador de membrana neuronal (bloqueio de canais de sódio) com leve efeito sedativo. Tapentadol é agonista opioide μ (mu) e inibidor da recaptação de noradrenalina (NRI), causando sedação e depressão respiratória dose-dependente. A combinação potencializa o efeito depressor central, especialmente em idosos ou pacientes com comorbidades respiratórias. Não há interação farmacocinética significativa (Tapentadol é metabolizado principalmente por glicuronidação, CYP2C9/2C19 contribuem minimamente, e Fenitoína não induz essas vias de forma clinicamente relevante para Tapentadol).
📋Conduta Clinica
Iniciar Tapentadol na menor dose eficaz (ex: 50 mg a cada 12h para dor crônica). Em pacientes já em uso de Fenitoína, considerar redução de 25-50% da dose inicial de Tapentadol. Evitar coadministração com outros depressores do SNC (benzodiazepínicos, álcool). Alertar paciente sobre risco de dirigir ou operar máquinas. Reavaliar necessidade de opioide a cada 4 semanas.
🔍O que monitorar
Monitorar nível de consciência (escala de sedação de Ramsay ou equivalente), frequência respiratória (FR < 12 irpm requer intervenção), SpO2 contínua nas primeiras 72h de tratamento ou após aumento de dose. Avaliar risco de quedas (teste Timed Up and Go). Monitorar constipação e considerar laxativos profiláticos.
↺Alternativas
Para dor neuropática, considerar gabapentinoides (com monitoramento de sedação) ou duloxetina. Para dor nociceptiva, considerar AINEs tópicos ou paracetamol, se não houver contraindicação hepática pela Fenitoína.
📚Referências
FDA CNS Depression Alert; UpToDate 2024; Tapentadol prescribing information (Nucynta); Clinical Pharmacokinetics 2016;55:697-709
Perguntas Frequentes
Pode tomar Fenitoína com Tapentadol?
A combinação de Fenitoína com Tapentadol apresenta interação de gravidade moderada. Sedação excessiva, depressão respiratória (risco aumentado com doses altas de Tapentadol > 100 mg/dia ou em pacientes virgens de opioides), comprometimento cognitivo, tontura, quedas, constipação grave. Iniciar Tapentadol na menor dose eficaz (ex: 50 mg a cada 12h para dor crônica). Em pacientes já em uso de Fenitoína, considerar redução de 25-50% da dose inicial de Tapentadol. Evitar coadministração com outros depressores do SNC (benzodiazepínicos, álcool). Alertar paciente sobre risco de dirigir ou operar máquinas. Reavaliar necessidade de opioide a cada 4 semanas.
Fenitoína e Tapentadol interagem?
Sim, Fenitoína e Tapentadol possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve depressão sinérgica do snc por mecanismos complementares. fenitoína atua como estabilizador de membrana neuronal (bloqueio de canais de sódio) com leve efeito sedativo. tapentadol é agonista opioide μ (mu) e inibidor da recaptação de noradrenalina (nri), causando sedação e depressão respiratória dose-dependente. a combinação potencializa o efeito depressor central, especialmente em idosos ou pacientes com comorbidades respiratórias. não há interação farmacocinética significativa (tapentadol é metabolizado principalmente por glicuronidação, cyp2c9/2c19 contribuem minimamente, e fenitoína não induz essas vias de forma clinicamente relevante para tapentadol).. A conduta recomendada é: iniciar tapentadol na menor dose eficaz (ex: 50 mg a cada 12h para dor crônica). em pacientes já em uso de fenitoína, considerar redução de 25-50% da dose inicial de tapentadol. evitar coadministração com outros depressores do snc (benzodiazepínicos, álcool). alertar paciente sobre risco de dirigir ou operar máquinas. reavaliar necessidade de opioide a cada 4 semanas..
Qual o risco de Fenitoína com Tapentadol?
O risco da associação Fenitoína + Tapentadol é classificado como MODERADA. Sedação excessiva, depressão respiratória (risco aumentado com doses altas de Tapentadol > 100 mg/dia ou em pacientes virgens de opioides), comprometimento cognitivo, tontura, quedas, constipação grave. Monitorar: monitorar nível de consciência (escala de sedação de ramsay ou equivalente), frequência respiratória (fr < 12 irpm requer intervenção), spo2 contínua nas primeiras 72h de tratamento ou após aumento de dose. avaliar risco de quedas (teste timed up and go). monitorar constipação e considerar laxativos profiláticos..
Interações Relacionadas
Interação complexa: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP2C9, enquanto a Fluoxetina é um potente inibidor da CYP2D6 e inibidor moderado da CYP3A4. Esta inibição mútua pode elevar os níveis de ambos os fármacos. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), resultando em um efeito aditivo significativo na repolarização ventricular.
Interação dupla: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP3A4, enzimas que metabolizam a Sertralina, podendo aumentar seus níveis. A Sertralina, por sua vez, é um inibidor moderado da CYP2D6, o que pode afetar o metabolismo da Amiodarona. 2) Ambos os fármacos bloqueiam os canais IKr (hERG), causando um efeito aditivo no prolongamento do intervalo QTc.
Interação farmacocinética e farmacodinâmica: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6, a principal via de metabolismo da Paroxetina, podendo aumentar seus níveis. A Paroxetina é um potente inibidor da CYP2D6, o que pode reduzir a conversão da Amiodarona em seu metabólito ativo, alterando seu perfil de eficácia e toxicidade. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), com efeito aditivo.
Amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4 (reduz conversão de venlafaxina para O-desmetilvenlafaxina), aumentando níveis de venlafaxina em 30-70% e reduzindo metabólito ativo.
Atualizado em junho/2026
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