Fenitoína + Pregabalina
⚠O que acontece
Sedação excessiva, tontura, visão turva, ataxia, comprometimento cognitivo, quedas, edema periférico (pregabalina). Depressão respiratória é rara, mas possível em pacientes com DPOC ou apneia do sono.
⚙Mecanismo
Depressão sinérgica do SNC por mecanismos complementares. Fenitoína causa sedação leve. Pregabalina, similar à gabapentina, liga-se à subunidade α2δ dos canais de cálcio, reduzindo a liberação de neurotransmissores (glutamato, noradrenalina, substância P) e causando sedação, tontura e visão turva. A pregabalina tem perfil farmacocinético linear e é excretada inalterada na urina, sem metabolismo hepático, portanto sem interação farmacocinética com Fenitoína. A combinação aumenta o risco de tontura e comprometimento psicomotor, especialmente em doses > 150 mg/dia de Pregabalina.
📋Conduta Clinica
Iniciar Pregabalina com 25-75 mg à noite e titular conforme tolerância (aumentos de 25-50 mg a cada semana). Dose máxima recomendada em combinação com Fenitoína: 300 mg/dia dividido em 2-3 doses. Em idosos ou insuficiência renal (CrCl < 60 mL/min), ajustar dose conforme bula. Evitar álcool e outros depressores. Alertar sobre risco de dirigir.
🔍O que monitorar
Monitorar tontura, visão turva e sedação nas primeiras 2 semanas e após aumentos de dose. Avaliar risco de quedas. Monitorar peso e edema periférico (pregabalina pode causar retenção hídrica). Em pacientes com risco respiratório, monitorar SpO2 durante o sono.
↺Alternativas
Para dor neuropática, considerar duloxetina ou amitriptilina (com monitoramento cardíaco). Para epilepsia, considerar lacosamida ou zonisamida, com menor perfil sedativo.
📚Referências
FDA CNS Depression Alert; UpToDate 2024; Pregabalin prescribing information (Lyrica); Expert Opinion on Drug Safety 2016;15(6):825-835
Perguntas Frequentes
Pode tomar Fenitoína com Pregabalina?
A combinação de Fenitoína com Pregabalina apresenta interação de gravidade moderada. Sedação excessiva, tontura, visão turva, ataxia, comprometimento cognitivo, quedas, edema periférico (pregabalina). Depressão respiratória é rara, mas possível em pacientes com DPOC ou apneia do sono. Iniciar Pregabalina com 25-75 mg à noite e titular conforme tolerância (aumentos de 25-50 mg a cada semana). Dose máxima recomendada em combinação com Fenitoína: 300 mg/dia dividido em 2-3 doses. Em idosos ou insuficiência renal (CrCl < 60 mL/min), ajustar dose conforme bula. Evitar álcool e outros depressores. Alertar sobre risco de dirigir.
Fenitoína e Pregabalina interagem?
Sim, Fenitoína e Pregabalina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve depressão sinérgica do snc por mecanismos complementares. fenitoína causa sedação leve. pregabalina, similar à gabapentina, liga-se à subunidade α2δ dos canais de cálcio, reduzindo a liberação de neurotransmissores (glutamato, noradrenalina, substância p) e causando sedação, tontura e visão turva. a pregabalina tem perfil farmacocinético linear e é excretada inalterada na urina, sem metabolismo hepático, portanto sem interação farmacocinética com fenitoína. a combinação aumenta o risco de tontura e comprometimento psicomotor, especialmente em doses > 150 mg/dia de pregabalina.. A conduta recomendada é: iniciar pregabalina com 25-75 mg à noite e titular conforme tolerância (aumentos de 25-50 mg a cada semana). dose máxima recomendada em combinação com fenitoína: 300 mg/dia dividido em 2-3 doses. em idosos ou insuficiência renal (crcl < 60 ml/min), ajustar dose conforme bula. evitar álcool e outros depressores. alertar sobre risco de dirigir..
Qual o risco de Fenitoína com Pregabalina?
O risco da associação Fenitoína + Pregabalina é classificado como MODERADA. Sedação excessiva, tontura, visão turva, ataxia, comprometimento cognitivo, quedas, edema periférico (pregabalina). Depressão respiratória é rara, mas possível em pacientes com DPOC ou apneia do sono. Monitorar: monitorar tontura, visão turva e sedação nas primeiras 2 semanas e após aumentos de dose. avaliar risco de quedas. monitorar peso e edema periférico (pregabalina pode causar retenção hídrica). em pacientes com risco respiratório, monitorar spo2 durante o sono..
Interações Relacionadas
Interação complexa: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP2C9, enquanto a Fluoxetina é um potente inibidor da CYP2D6 e inibidor moderado da CYP3A4. Esta inibição mútua pode elevar os níveis de ambos os fármacos. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), resultando em um efeito aditivo significativo na repolarização ventricular.
Interação dupla: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP3A4, enzimas que metabolizam a Sertralina, podendo aumentar seus níveis. A Sertralina, por sua vez, é um inibidor moderado da CYP2D6, o que pode afetar o metabolismo da Amiodarona. 2) Ambos os fármacos bloqueiam os canais IKr (hERG), causando um efeito aditivo no prolongamento do intervalo QTc.
Interação farmacocinética e farmacodinâmica: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6, a principal via de metabolismo da Paroxetina, podendo aumentar seus níveis. A Paroxetina é um potente inibidor da CYP2D6, o que pode reduzir a conversão da Amiodarona em seu metabólito ativo, alterando seu perfil de eficácia e toxicidade. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), com efeito aditivo.
Amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4 (reduz conversão de venlafaxina para O-desmetilvenlafaxina), aumentando níveis de venlafaxina em 30-70% e reduzindo metabólito ativo.
Atualizado em junho/2026
Gerada por motor farmacologico com validacao por IA — Tier B
As informações desta página são de caráter educativo e não substituem a orientação de um profissional farmacêutico. Sempre consulte um farmacêutico antes de alterar sua medicação.