Fenitoína + Prednisona
⚠O que acontece
Redução dos níveis do metabólito ativo prednisolona, podendo levar à perda de eficácia anti-inflamatória ou imunossupressora. Clinicamente relevante em condições que requerem efeito glicocorticoide consistente (ex: asma grave, doenças autoimunes, transplantes). Relatos de caso documentam necessidade de aumento de dose de 2-3x.
⚙Mecanismo
A fenitoína induz o CYP3A4, que metaboliza a prednisona a prednisolona (metabólito ativo) e também metaboliza a prednisolona a metabólitos inativos. A indução acelera ambas as etapas, resultando em redução de 30-50% na AUC da prednisolona. Estudos farmacocinéticos mostram aumento da depuração em 40-60% e redução da meia-vida da prednisolona de 3-4 horas para 1,5-2 horas. O efeito indutor máximo ocorre após 1-2 semanas.
📋Conduta Clinica
Se a associação for necessária: 1) Aumentar a dose de prednisona em 2-3 vezes, titulando conforme resposta clínica; 2) Considerar substituir a fenitoína por anticonvulsivante não indutor (ex: levetiracetam, lamotrigina) ou a prednisona por corticoide não metabolizado por CYP3A4 (ex: prednisolona em menor grau, metilprednisolona). 3) Na descontinuação da fenitoína, reduzir a dose de prednisona gradualmente para evitar toxicidade.
🔍O que monitorar
Monitorar resposta clínica (ex: melhora de sintomas asmáticos, controle de doença autoimune). Em uso crônico, monitorar glicemia, pressão arterial e sinais de síndrome de Cushing exógena na retirada do indutor. Níveis séricos de prednisolona não são rotineiramente disponíveis.
↺Alternativas
Alternativas à fenitoína: levetiracetam, lamotrigina, ácido valproico. Alternativas à prednisona: prednisolona (menor metabolismo por CYP3A4), metilprednisolona, ou corticoide tópico/inalatório se aplicável.
📚Referências
Flockhart Drug Interactions Table; UpToDate 2024; Hansten PD, Horn JR. Drug Interactions Analysis and Management. St. Louis: Wolters Kluwer; 2020.
Perguntas Frequentes
Pode tomar Fenitoína com Prednisona?
A combinação de Fenitoína com Prednisona apresenta interação de gravidade moderada. Redução dos níveis do metabólito ativo prednisolona, podendo levar à perda de eficácia anti-inflamatória ou imunossupressora. Clinicamente relevante em condições que requerem efeito glicocorticoide consistente (ex: asma grave, doenças autoimunes, transplantes). Relatos de caso documentam necessidade de aumento de dose de 2-3x. Se a associação for necessária: 1) Aumentar a dose de prednisona em 2-3 vezes, titulando conforme resposta clínica; 2) Considerar substituir a fenitoína por anticonvulsivante não indutor (ex: levetiracetam, lamotrigina) ou a prednisona por corticoide não metabolizado por CYP3A4 (ex: prednisolona em menor grau, metilprednisolona). 3) Na descontinuação da fenitoína, reduzir a dose de prednisona gradualmente para evitar toxicidade.
Fenitoína e Prednisona interagem?
Sim, Fenitoína e Prednisona possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve a fenitoína induz o cyp3a4, que metaboliza a prednisona a prednisolona (metabólito ativo) e também metaboliza a prednisolona a metabólitos inativos. a indução acelera ambas as etapas, resultando em redução de 30-50% na auc da prednisolona. estudos farmacocinéticos mostram aumento da depuração em 40-60% e redução da meia-vida da prednisolona de 3-4 horas para 1,5-2 horas. o efeito indutor máximo ocorre após 1-2 semanas.. A conduta recomendada é: se a associação for necessária: 1) aumentar a dose de prednisona em 2-3 vezes, titulando conforme resposta clínica; 2) considerar substituir a fenitoína por anticonvulsivante não indutor (ex: levetiracetam, lamotrigina) ou a prednisona por corticoide não metabolizado por cyp3a4 (ex: prednisolona em menor grau, metilprednisolona). 3) na descontinuação da fenitoína, reduzir a dose de prednisona gradualmente para evitar toxicidade..
Qual o risco de Fenitoína com Prednisona?
O risco da associação Fenitoína + Prednisona é classificado como MODERADA. Redução dos níveis do metabólito ativo prednisolona, podendo levar à perda de eficácia anti-inflamatória ou imunossupressora. Clinicamente relevante em condições que requerem efeito glicocorticoide consistente (ex: asma grave, doenças autoimunes, transplantes). Relatos de caso documentam necessidade de aumento de dose de 2-3x. Monitorar: monitorar resposta clínica (ex: melhora de sintomas asmáticos, controle de doença autoimune). em uso crônico, monitorar glicemia, pressão arterial e sinais de síndrome de cushing exógena na retirada do indutor. níveis séricos de prednisolona não são rotineiramente disponíveis..
Interações Relacionadas
Amiodarona é inibidor moderado da CYP2C9 (Ki ~5 µM), enzima primária no metabolismo da Glibenclamida. A inibição reduz a depuração hepática em 40-60%, aumentando a AUC da glibenclamida em 2-3x. Isso potencializa o risco de hipoglicemia grave, especialmente em idosos ou pacientes com insuficiência renal.
Amiodarona inibe fracamente a CYP3A4, mas a Sitagliptina é metabolizada minimamente (<15%) por essa via, sendo 80% excretada inalterada na urina. O aumento na exposição à sitagliptina é <10%, sem significado clínico.
Amiodarona inibe fracamente a CYP3A4, enzima que metaboliza a Dexametasona. No entanto, a dexametasona é um indutor potente da CYP3A4, o que pode contrabalançar a inibição. O efeito líquido é um aumento <30% na AUC da dexametasona, com relevância clínica apenas em doses altas (>8 mg/dia) ou uso crônico.
Amiodarona inibe fracamente a CYP3A4, mas a Prednisona é um pró-fármaco convertido a prednisolona (ativa) por hidroxiesteroides desidrogenases hepáticas, independentes de CYP. A prednisolona é metabolizada por múltiplas vias, com contribuição limitada da CYP3A4. O aumento na exposição à prednisolona é <20%, sem relevância clínica.
Atualizado em junho/2026
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