Fenitoína + Ondansetrona
⚠O que acontece
Redução moderada dos níveis plasmáticos de ondansetrona, com possível diminuição da eficácia no controle de náuseas e vômitos. O risco é maior em regimes de quimioterapia que dependem fortemente de antagonistas 5-HT3.
⚙Mecanismo
Fenitoína induz CYP3A4 e CYP1A2, ambas envolvidas no metabolismo da ondansetrona (CYP3A4 ~60%, CYP1A2 ~30%). A indução pode reduzir a AUC da ondansetrona em 30-50%, baseado em estudos com indutores combinados. Isso pode diminuir a eficácia antiemética, especialmente em quimioterapia altamente emetogênica.
📋Conduta Clinica
Monitorar resposta antiemética (escala de náuseas, episódios de vômito). Se necessário, aumentar dose de ondansetrona para 16-24 mg/dose (dose máxima 32 mg/dia) ou considerar associação com dexametasona (sinergismo). Em caso de falha, substituir fenitoína por anticonvulsivante não indutor ou trocar ondansetrona por granisetrona (metabolismo principalmente por CYP não induzido) ou palonosetrona (metabolismo CYP2D6 e CYP3A4, mas com menor impacto da indução).
🔍O que monitorar
Eficácia antiemética, ECG (QTc) se doses altas, sinais de síndrome serotoninérgica (raro, mas possível com associação de outros serotoninérgicos).
↺Alternativas
Substituir fenitoína por levetiracetam, lamotrigina ou gabapentina. Se a fenitoína for mantida, preferir granisetrona (transdérmico ou IV) ou palonosetrona, que sofrem menos influência da indução de CYP3A4.
📚Referências
Flockhart Drug Interactions Table; UpToDate 2024; FDA Label Ondansetron; Support Care Cancer. 2001;9(2):104-9.
Perguntas Frequentes
Pode tomar Fenitoína com Ondansetrona?
A combinação de Fenitoína com Ondansetrona apresenta interação de gravidade moderada. Redução moderada dos níveis plasmáticos de ondansetrona, com possível diminuição da eficácia no controle de náuseas e vômitos. O risco é maior em regimes de quimioterapia que dependem fortemente de antagonistas 5-HT3. Monitorar resposta antiemética (escala de náuseas, episódios de vômito). Se necessário, aumentar dose de ondansetrona para 16-24 mg/dose (dose máxima 32 mg/dia) ou considerar associação com dexametasona (sinergismo). Em caso de falha, substituir fenitoína por anticonvulsivante não indutor ou trocar ondansetrona por granisetrona (metabolismo principalmente por CYP não induzido) ou palonosetrona (metabolismo CYP2D6 e CYP3A4, mas com menor impacto da indução).
Fenitoína e Ondansetrona interagem?
Sim, Fenitoína e Ondansetrona possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve fenitoína induz cyp3a4 e cyp1a2, ambas envolvidas no metabolismo da ondansetrona (cyp3a4 ~60%, cyp1a2 ~30%). a indução pode reduzir a auc da ondansetrona em 30-50%, baseado em estudos com indutores combinados. isso pode diminuir a eficácia antiemética, especialmente em quimioterapia altamente emetogênica.. A conduta recomendada é: monitorar resposta antiemética (escala de náuseas, episódios de vômito). se necessário, aumentar dose de ondansetrona para 16-24 mg/dose (dose máxima 32 mg/dia) ou considerar associação com dexametasona (sinergismo). em caso de falha, substituir fenitoína por anticonvulsivante não indutor ou trocar ondansetrona por granisetrona (metabolismo principalmente por cyp não induzido) ou palonosetrona (metabolismo cyp2d6 e cyp3a4, mas com menor impacto da indução)..
Qual o risco de Fenitoína com Ondansetrona?
O risco da associação Fenitoína + Ondansetrona é classificado como MODERADA. Redução moderada dos níveis plasmáticos de ondansetrona, com possível diminuição da eficácia no controle de náuseas e vômitos. O risco é maior em regimes de quimioterapia que dependem fortemente de antagonistas 5-HT3. Monitorar: eficácia antiemética, ecg (qtc) se doses altas, sinais de síndrome serotoninérgica (raro, mas possível com associação de outros serotoninérgicos)..
Interações Relacionadas
Amiodarona é inibidor fraco da CYP3A4 (IC50 >10 µM), enquanto o Omeprazol é metabolizado principalmente pela CYP2C19 e, em menor extensão, pela CYP3A4. A inibição da CYP3A4 pela amiodarona resulta em aumento modesto (<2x) na exposição ao omeprazol, com relevância clínica limitada devido à ampla janela terapêutica do omeprazol.
Amiodarona inibe fracamente a CYP3A4, enquanto o Lansoprazol é metabolizado principalmente pela CYP2C19 e CYP3A4. A contribuição da CYP3A4 é secundária, resultando em aumento <30% na AUC do lansoprazol, sem relevância clínica em doses padrão (15-30 mg/dia).
Interação farmacodinâmica e farmacocinética sinérgica. Farmacodinâmica: Ambos bloqueiam canais hERG (IKr), prolongando o QT de forma aditiva. Farmacocinética: A amiodarona é um inibidor moderado da CYP3A4, principal via de metabolismo da domperidona. A inibição enzimática pode aumentar a AUC da domperidona em 2-3 vezes, elevando ainda mais o risco de cardiotoxicidade dependente de concentração.
Risco aditivo de prolongamento do intervalo QT. Ambos os fármacos são listados como de 'Risco Conhecido' de TdP pelo CredibleMeds, atuando por bloqueio dos canais hERG (IKr). A amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4, vias secundárias da ondansetrona (primariamente metabolizada por UGT1A1, CYP1A2), mas a contribuição farmacocinética é considerada menor. O mecanismo principal é farmacodinâmico.
Atualizado em junho/2026
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