Fenitoína + Mirtazapina

ModeradaRequer monitoramento — pode necessitar ajuste de dose
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O que acontece

Redução moderada nos níveis plasmáticos de mirtazapina, podendo levar à perda de eficácia antidepressiva, especialmente em doses mais baixas (15-30 mg). O efeito sedativo e orexígeno também pode ser reduzido. A interação é menos crítica que com tricíclicos devido ao perfil de segurança mais amplo da mirtazapina.

Mecanismo

Fenitoína induz CYP3A4 e CYP1A2. A mirtazapina é metabolizada principalmente por CYP3A4 (Km ~ 15 μM) e CYP1A2 (Km ~ 8 μM) para metabólitos inativos, com contribuição menor de CYP2D6. A indução pode aumentar o clearance da mirtazapina em 1.5 a 2.5 vezes, reduzindo a AUC em 30-50%. Estudos com carbamazepina (indutor de CYP3A4) mostram redução de 40-60% nos níveis de mirtazapina. A mirtazapina tem uma faixa terapêutica ampla, mas a perda de eficácia pode ocorrer em doses baixas.

📋Conduta Clinica

Monitorar resposta clínica (humor, sono, apetite) a cada 2-4 semanas após início da fenitoína. Se houver perda de eficácia, aumentar a dose de mirtazapina em incrementos de 15 mg a cada 1-2 semanas, até o máximo de 45 mg/dia. Ao descontinuar fenitoína, reduzir mirtazapina para evitar sedação excessiva e ganho de peso. Considerar alternativas não indutoras.

🔍O que monitorar

Avaliar resposta clínica (escalas de depressão, qualidade do sono, peso). Hemograma basal e a cada 3 meses (risco de agranulocitose, raro). Função hepática a cada 6 meses. Monitorar sedação diurna.

Alternativas

Substituir fenitoína por anticonvulsivante não indutor (levetiracetam, lamotrigina) ou usar antidepressivo não metabolizado por CYP3A4/CYP1A2, como sertralina, citalopram ou venlafaxina. Se mirtazapina for usada para insônia ou ganho de peso, considerar alternativas específicas.

📚Referências

Flockhart Drug Interactions Table; UpToDate 2024; FDA Mirtazapine Prescribing Information; Clin Pharmacokinet. 2000;38(6):461-74; J Clin Psychopharmacol. 2001;21(1):102-7

Perguntas Frequentes

Pode tomar Fenitoína com Mirtazapina?

A combinação de Fenitoína com Mirtazapina apresenta interação de gravidade moderada. Redução moderada nos níveis plasmáticos de mirtazapina, podendo levar à perda de eficácia antidepressiva, especialmente em doses mais baixas (15-30 mg). O efeito sedativo e orexígeno também pode ser reduzido. A interação é menos crítica que com tricíclicos devido ao perfil de segurança mais amplo da mirtazapina. Monitorar resposta clínica (humor, sono, apetite) a cada 2-4 semanas após início da fenitoína. Se houver perda de eficácia, aumentar a dose de mirtazapina em incrementos de 15 mg a cada 1-2 semanas, até o máximo de 45 mg/dia. Ao descontinuar fenitoína, reduzir mirtazapina para evitar sedação excessiva e ganho de peso. Considerar alternativas não indutoras.

Fenitoína e Mirtazapina interagem?

Sim, Fenitoína e Mirtazapina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve fenitoína induz cyp3a4 e cyp1a2. a mirtazapina é metabolizada principalmente por cyp3a4 (km ~ 15 μm) e cyp1a2 (km ~ 8 μm) para metabólitos inativos, com contribuição menor de cyp2d6. a indução pode aumentar o clearance da mirtazapina em 1.5 a 2.5 vezes, reduzindo a auc em 30-50%. estudos com carbamazepina (indutor de cyp3a4) mostram redução de 40-60% nos níveis de mirtazapina. a mirtazapina tem uma faixa terapêutica ampla, mas a perda de eficácia pode ocorrer em doses baixas.. A conduta recomendada é: monitorar resposta clínica (humor, sono, apetite) a cada 2-4 semanas após início da fenitoína. se houver perda de eficácia, aumentar a dose de mirtazapina em incrementos de 15 mg a cada 1-2 semanas, até o máximo de 45 mg/dia. ao descontinuar fenitoína, reduzir mirtazapina para evitar sedação excessiva e ganho de peso. considerar alternativas não indutoras..

Qual o risco de Fenitoína com Mirtazapina?

O risco da associação Fenitoína + Mirtazapina é classificado como MODERADA. Redução moderada nos níveis plasmáticos de mirtazapina, podendo levar à perda de eficácia antidepressiva, especialmente em doses mais baixas (15-30 mg). O efeito sedativo e orexígeno também pode ser reduzido. A interação é menos crítica que com tricíclicos devido ao perfil de segurança mais amplo da mirtazapina. Monitorar: avaliar resposta clínica (escalas de depressão, qualidade do sono, peso). hemograma basal e a cada 3 meses (risco de agranulocitose, raro). função hepática a cada 6 meses. monitorar sedação diurna..

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Atualizado em junho/2026

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