Fenitoína + Metadona

GraveRisco elevado — pode causar dano significativo ao paciente
Validada por motor farmacologico

O que acontece

Redução dos níveis de metadona com perda de eficácia e risco de abstinência ou recaída.

Mecanismo

Fenitoína induz CYP3A4, CYP2C19 e CYP2C9. Metadona é metabolizada principalmente por CYP3A4 e CYP2C19 (N-desmetilação). Indução pode reduzir AUC em 50-70% e precipitar síndrome de abstinência.

📋Conduta Clinica

Evitar associação. Se inevitável, aumentar dose de metadona em 50-100% (ex: de 60 mg para 90-120 mg/dia) com titulação lenta e monitorização rigorosa. Reavaliar 1-2 semanas após suspensão da fenitoína.

🔍O que monitorar

Nível sérico de metadona (alvo 200-400 ng/mL), ECG (QTc), sinais de abstinência (COWS), função hepática.

Alternativas

Usar buprenorfina ou morfina de liberação prolongada. Substituir fenitoína por não indutor.

📚Referências

Flockhart Drug Interactions Table; UpToDate 2024

Perguntas Frequentes

Pode tomar Fenitoína com Metadona?

A combinação de Fenitoína com Metadona apresenta interação de gravidade grave. Redução dos níveis de metadona com perda de eficácia e risco de abstinência ou recaída. Evitar associação. Se inevitável, aumentar dose de metadona em 50-100% (ex: de 60 mg para 90-120 mg/dia) com titulação lenta e monitorização rigorosa. Reavaliar 1-2 semanas após suspensão da fenitoína.

Fenitoína e Metadona interagem?

Sim, Fenitoína e Metadona possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve fenitoína induz cyp3a4, cyp2c19 e cyp2c9. metadona é metabolizada principalmente por cyp3a4 e cyp2c19 (n-desmetilação). indução pode reduzir auc em 50-70% e precipitar síndrome de abstinência.. A conduta recomendada é: evitar associação. se inevitável, aumentar dose de metadona em 50-100% (ex: de 60 mg para 90-120 mg/dia) com titulação lenta e monitorização rigorosa. reavaliar 1-2 semanas após suspensão da fenitoína..

Qual o risco de Fenitoína com Metadona?

O risco da associação Fenitoína + Metadona é classificado como GRAVE. Redução dos níveis de metadona com perda de eficácia e risco de abstinência ou recaída. Monitorar: nível sérico de metadona (alvo 200-400 ng/ml), ecg (qtc), sinais de abstinência (cows), função hepática..

Interações Relacionadas

Amiodarona + Tramadol

Amiodarona inibe CYP2D6 (Ki ~3-5 µM) e CYP3A4 (Ki ~10-15 µM), enzimas responsáveis pelo metabolismo do Tramadol (substrato da CYP2D6 para formação do metabólito ativo O-desmetiltramadol, e da CYP3A4 para N-desmetiltramadol). A inibição da CYP2D6 reduz a conversão para o metabólito ativo (efeito analgésico diminuído), enquanto a inibição da CYP3A4 aumenta os níveis de Tramadol inalterado, elevando o risco de efeitos adversos serotoninérgicos e convulsivos.

Moderada
Amiodarona + Codeína

Amiodarona é inibidor moderado da CYP2D6 (Ki ~3-5 µM), enzima responsável pela conversão da Codeína (pró-fármaco) em seu metabólito ativo, morfina. A inibição da CYP2D6 reduz significativamente a formação de morfina (em 50-80%), resultando em falha terapêutica (analgesia inadequada). Os níveis de Codeína inalterada podem aumentar levemente, mas sem efeito clínico relevante.

Moderada
Amiodarona + Morfina

Amiodarona é inibidor moderado da glicoproteína-P (P-gp) intestinal e renal (IC50 ~5-10 µM). A Morfina é substrato da P-gp, e sua eliminação biliar e renal depende parcialmente desse transportador. A inibição da P-gp pela Amiodarona reduz a excreção de Morfina, aumentando sua biodisponibilidade oral em 30-50% e reduzindo sua depuração, com aumento da AUC em 1,5-2 vezes. A Morfina tem índice terapêutico estreito.

Grave
Amiodarona + Oxicodona

Amiodarona inibe moderadamente CYP3A4 (redução de clearance ~40-60%, aumento AUC esperado 1,5-2x) e fracamente CYP2D6, enzimas responsáveis pelo metabolismo de oxicodona para noroxicodona (CYP3A4) e oximorfona (CYP2D6).

Moderada

Atualizado em junho/2026

Gerada por motor farmacologico com validacao por IA — Tier B

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