Fenitoína + Lansoprazol

ModeradaRequer monitoramento — pode necessitar ajuste de dose
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O que acontece

Redução significativa dos níveis de Lansoprazol (40-50% de redução na AUC), com possível perda de eficácia anti-secretora. Risco de falha terapêutica em condições ácido-pépticas graves.

Mecanismo

Fenitoína é indutor do CYP2C19 (principal via de metabolismo do Lansoprazol a 5-hidroxilansoprazol, >80% do clearance) e CYP3A4 (via menor, sulfona de lansoprazol). A indução do CYP2C19 reduz a AUC do Lansoprazol em aproximadamente 40-50%, diminuindo a meia-vida de 1.5h para 0.8-1h. Isso compromete a supressão ácida, pois a eficácia do Lansoprazol é dependente da AUC. O efeito indutor máximo ocorre após 2-3 semanas. Clinicamente significativo em pacientes com necessidade de supressão ácida potente (esofagite grau C/D, síndrome de Zollinger-Ellison).

📋Conduta Clinica

Monitorar eficácia clínica do Lansoprazol (sintomas de refluxo, disfagia). Se necessário, aumentar a dose de Lansoprazol em 50-100% (ex: de 30 mg/dia para 60 mg/dia, ou 30 mg 2x/dia) durante o uso de Fenitoína. Após descontinuação da Fenitoína, reduzir a dose gradualmente. Considerar monitoramento do pH intragástrico de 24h para ajuste de dose em casos refratários.

🔍O que monitorar

Avaliar resposta clínica a cada 2-4 semanas. Em pacientes com esofagite, monitorar cicatrização por endoscopia após 8-12 semanas. Monitorar níveis de magnésio sérico em uso prolongado de altas doses.

Alternativas

Substituir Fenitoína por anticonvulsivante não indutor (levetiracetam, lamotrigina). Ou substituir Lansoprazol por pantoprazol (menor impacto da indução) ou rabeprazol (metabolismo não enzimático parcial). Antagonistas H2 (famotidina) são alternativa sem interação via CYP.

📚Referências

Flockhart Drug Interactions Table; UpToDate 2024; Lansoprazole prescribing information (Prevacid); Drug Metabolism and Disposition 2001;29(4):460-466; Clinical Pharmacokinetics 1996;30(5):333-358

Perguntas Frequentes

Pode tomar Fenitoína com Lansoprazol?

A combinação de Fenitoína com Lansoprazol apresenta interação de gravidade moderada. Redução significativa dos níveis de Lansoprazol (40-50% de redução na AUC), com possível perda de eficácia anti-secretora. Risco de falha terapêutica em condições ácido-pépticas graves. Monitorar eficácia clínica do Lansoprazol (sintomas de refluxo, disfagia). Se necessário, aumentar a dose de Lansoprazol em 50-100% (ex: de 30 mg/dia para 60 mg/dia, ou 30 mg 2x/dia) durante o uso de Fenitoína. Após descontinuação da Fenitoína, reduzir a dose gradualmente. Considerar monitoramento do pH intragástrico de 24h para ajuste de dose em casos refratários.

Fenitoína e Lansoprazol interagem?

Sim, Fenitoína e Lansoprazol possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve fenitoína é indutor do cyp2c19 (principal via de metabolismo do lansoprazol a 5-hidroxilansoprazol, >80% do clearance) e cyp3a4 (via menor, sulfona de lansoprazol). a indução do cyp2c19 reduz a auc do lansoprazol em aproximadamente 40-50%, diminuindo a meia-vida de 1.5h para 0.8-1h. isso compromete a supressão ácida, pois a eficácia do lansoprazol é dependente da auc. o efeito indutor máximo ocorre após 2-3 semanas. clinicamente significativo em pacientes com necessidade de supressão ácida potente (esofagite grau c/d, síndrome de zollinger-ellison).. A conduta recomendada é: monitorar eficácia clínica do lansoprazol (sintomas de refluxo, disfagia). se necessário, aumentar a dose de lansoprazol em 50-100% (ex: de 30 mg/dia para 60 mg/dia, ou 30 mg 2x/dia) durante o uso de fenitoína. após descontinuação da fenitoína, reduzir a dose gradualmente. considerar monitoramento do ph intragástrico de 24h para ajuste de dose em casos refratários..

Qual o risco de Fenitoína com Lansoprazol?

O risco da associação Fenitoína + Lansoprazol é classificado como MODERADA. Redução significativa dos níveis de Lansoprazol (40-50% de redução na AUC), com possível perda de eficácia anti-secretora. Risco de falha terapêutica em condições ácido-pépticas graves. Monitorar: avaliar resposta clínica a cada 2-4 semanas. em pacientes com esofagite, monitorar cicatrização por endoscopia após 8-12 semanas. monitorar níveis de magnésio sérico em uso prolongado de altas doses..

Interações Relacionadas

Amiodarona + Omeprazol

Amiodarona é inibidor fraco da CYP3A4 (IC50 >10 µM), enquanto o Omeprazol é metabolizado principalmente pela CYP2C19 e, em menor extensão, pela CYP3A4. A inibição da CYP3A4 pela amiodarona resulta em aumento modesto (<2x) na exposição ao omeprazol, com relevância clínica limitada devido à ampla janela terapêutica do omeprazol.

Leve
Amiodarona + Lansoprazol

Amiodarona inibe fracamente a CYP3A4, enquanto o Lansoprazol é metabolizado principalmente pela CYP2C19 e CYP3A4. A contribuição da CYP3A4 é secundária, resultando em aumento <30% na AUC do lansoprazol, sem relevância clínica em doses padrão (15-30 mg/dia).

Leve
Amiodarona + Domperidona

Interação farmacodinâmica e farmacocinética sinérgica. Farmacodinâmica: Ambos bloqueiam canais hERG (IKr), prolongando o QT de forma aditiva. Farmacocinética: A amiodarona é um inibidor moderado da CYP3A4, principal via de metabolismo da domperidona. A inibição enzimática pode aumentar a AUC da domperidona em 2-3 vezes, elevando ainda mais o risco de cardiotoxicidade dependente de concentração.

Grave
Amiodarona + Ondansetrona

Risco aditivo de prolongamento do intervalo QT. Ambos os fármacos são listados como de 'Risco Conhecido' de TdP pelo CredibleMeds, atuando por bloqueio dos canais hERG (IKr). A amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4, vias secundárias da ondansetrona (primariamente metabolizada por UGT1A1, CYP1A2), mas a contribuição farmacocinética é considerada menor. O mecanismo principal é farmacodinâmico.

Grave

Atualizado em junho/2026

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