Fenitoína + Haloperidol

ModeradaRequer monitoramento — pode necessitar ajuste de dose
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O que acontece

Redução moderada nos níveis plasmáticos de haloperidol, podendo levar à perda de eficácia antipsicótica, com piora de sintomas psicóticos ou agitação. O efeito pode ser insidioso e manifestar-se como recaída psicótica. A interação é mais relevante em pacientes com esquizofrenia que requerem níveis estáveis.

Mecanismo

Fenitoína induz CYP3A4 e CYP2D6. O haloperidol é metabolizado principalmente por CYP3A4 (Km ~ 5 μM) para haloperidol reduzido (inativo) e por CYP2D6 (Km ~ 2 μM) para metabólitos com alguma atividade. A indução pode aumentar o clearance do haloperidol em 1.5 a 2 vezes, reduzindo os níveis plasmáticos em 30-50%. Estudos com carbamazepina mostram redução de 50-60% nos níveis de haloperidol. Relatos de caso com fenitoína mostram redução de 40% nos níveis e piora de sintomas psicóticos. A interação é moderada, pois o haloperidol tem uma faixa terapêutica relativamente ampla (5-20 ng/mL).

📋Conduta Clinica

Monitorar resposta clínica (sintomas psicóticos, agitação) a cada 1-2 semanas após início da fenitoína. Se houver perda de eficácia, aumentar a dose de haloperidol em incrementos de 2-5 mg/dia a cada semana, até o máximo de 20 mg/dia, com base na resposta. Considerar monitoramento de níveis séricos (alvo 5-20 ng/mL) se disponível. Ao descontinuar fenitoína, reduzir haloperidol gradualmente para evitar efeitos extrapiramidais e sedação excessiva.

🔍O que monitorar

Avaliar resposta clínica (escalas de psicose, BPRS). ECG com QTc basal e a cada ajuste de dose (risco de prolongamento de QTc). Monitorar efeitos extrapiramidais (escala de Simpson-Angus). Níveis séricos de haloperidol se disponíveis. Função hepática a cada 6 meses.

Alternativas

Substituir fenitoína por anticonvulsivante não indutor (levetiracetam, lamotrigina, ácido valproico) ou usar antipsicótico não extensamente metabolizado por CYP3A4, como olanzapina, risperidona (menor dependência de CYP3A4) ou paliperidona. Se haloperidol for essencial, ajustar dose com monitoramento clínico e de níveis.

📚Referências

Flockhart Drug Interactions Table; UpToDate 2024; FDA Haloperidol Prescribing Information; J Clin Psychopharmacol. 1993;13(2):134-40; Clin Pharmacol Ther. 1990;47(4):490-8

Perguntas Frequentes

Pode tomar Fenitoína com Haloperidol?

A combinação de Fenitoína com Haloperidol apresenta interação de gravidade moderada. Redução moderada nos níveis plasmáticos de haloperidol, podendo levar à perda de eficácia antipsicótica, com piora de sintomas psicóticos ou agitação. O efeito pode ser insidioso e manifestar-se como recaída psicótica. A interação é mais relevante em pacientes com esquizofrenia que requerem níveis estáveis. Monitorar resposta clínica (sintomas psicóticos, agitação) a cada 1-2 semanas após início da fenitoína. Se houver perda de eficácia, aumentar a dose de haloperidol em incrementos de 2-5 mg/dia a cada semana, até o máximo de 20 mg/dia, com base na resposta. Considerar monitoramento de níveis séricos (alvo 5-20 ng/mL) se disponível. Ao descontinuar fenitoína, reduzir haloperidol gradualmente para evitar efeitos extrapiramidais e sedação excessiva.

Fenitoína e Haloperidol interagem?

Sim, Fenitoína e Haloperidol possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve fenitoína induz cyp3a4 e cyp2d6. o haloperidol é metabolizado principalmente por cyp3a4 (km ~ 5 μm) para haloperidol reduzido (inativo) e por cyp2d6 (km ~ 2 μm) para metabólitos com alguma atividade. a indução pode aumentar o clearance do haloperidol em 1.5 a 2 vezes, reduzindo os níveis plasmáticos em 30-50%. estudos com carbamazepina mostram redução de 50-60% nos níveis de haloperidol. relatos de caso com fenitoína mostram redução de 40% nos níveis e piora de sintomas psicóticos. a interação é moderada, pois o haloperidol tem uma faixa terapêutica relativamente ampla (5-20 ng/ml).. A conduta recomendada é: monitorar resposta clínica (sintomas psicóticos, agitação) a cada 1-2 semanas após início da fenitoína. se houver perda de eficácia, aumentar a dose de haloperidol em incrementos de 2-5 mg/dia a cada semana, até o máximo de 20 mg/dia, com base na resposta. considerar monitoramento de níveis séricos (alvo 5-20 ng/ml) se disponível. ao descontinuar fenitoína, reduzir haloperidol gradualmente para evitar efeitos extrapiramidais e sedação excessiva..

Qual o risco de Fenitoína com Haloperidol?

O risco da associação Fenitoína + Haloperidol é classificado como MODERADA. Redução moderada nos níveis plasmáticos de haloperidol, podendo levar à perda de eficácia antipsicótica, com piora de sintomas psicóticos ou agitação. O efeito pode ser insidioso e manifestar-se como recaída psicótica. A interação é mais relevante em pacientes com esquizofrenia que requerem níveis estáveis. Monitorar: avaliar resposta clínica (escalas de psicose, bprs). ecg com qtc basal e a cada ajuste de dose (risco de prolongamento de qtc). monitorar efeitos extrapiramidais (escala de simpson-angus). níveis séricos de haloperidol se disponíveis. função hepática a cada 6 meses..

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Atualizado em junho/2026

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