Fenitoína + Glibenclamida

GraveRisco elevado — pode causar dano significativo ao paciente
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O que acontece

Redução significativa dos níveis plasmáticos de glibenclamida, levando à perda de controle glicêmico com risco de hiperglicemia grave. A relevância clínica é alta devido ao índice terapêutico estreito da glibenclamida e à gravidade das consequências (cetoacidose, complicações microvasculares). Relatos de caso documentam necessidade de aumento de dose de 2-3x ou falha terapêutica.

Mecanismo

A fenitoína é um potente indutor do CYP2C9 (principal via de metabolização da glibenclamida, >80% metabolizada por esta via, Km ~2-10 μM), acelerando significativamente sua depuração hepática. Estudos farmacocinéticos demonstram redução de 40-60% na AUC da glibenclamida, com diminuição proporcional dos níveis plasmáticos e meia-vida reduzida em até 50%. A indução enzimática máxima ocorre após 1-2 semanas de uso concomitante.

📋Conduta Clinica

Evitar a associação sempre que possível. Se o uso concomitante for inevitável: 1) Aumentar a dose de glibenclamida em 2-3 vezes, com titulação baseada na glicemia capilar; 2) Considerar substituir a fenitoína por anticonvulsivante não indutor (ex: levetiracetam, lamotrigina, ácido valproico) ou a glibenclamida por antidiabético não metabolizado por CYP2C9 (ex: metformina, insulina, inibidores de SGLT2). 3) Na descontinuação da fenitoína, reduzir a dose de glibenclamida progressivamente para evitar hipoglicemia.

🔍O que monitorar

Monitorar glicemia capilar pré-prandial e pós-prandial diariamente durante o ajuste de dose. Hemoglobina glicada (HbA1c) a cada 2-4 semanas até estabilização. Níveis séricos de glibenclamida não são rotineiramente disponíveis, mas a resposta clínica é o principal parâmetro. Atenção para sinais de hipoglicemia na retirada do indutor.

Alternativas

Alternativas à fenitoína: levetiracetam, lamotrigina, ácido valproico (monitorar função hepática). Alternativas à glibenclamida: metformina, inibidores de DPP-4 (exceto os metabolizados por CYP3A4), inibidores de SGLT2, agonistas de GLP-1, insulina.

📚Referências

Flockhart Drug Interactions Table; UpToDate 2024; Baxter K, Stockley's Drug Interactions. 12th ed. London: Pharmaceutical Press; 2019.

Perguntas Frequentes

Pode tomar Fenitoína com Glibenclamida?

A combinação de Fenitoína com Glibenclamida apresenta interação de gravidade grave. Redução significativa dos níveis plasmáticos de glibenclamida, levando à perda de controle glicêmico com risco de hiperglicemia grave. A relevância clínica é alta devido ao índice terapêutico estreito da glibenclamida e à gravidade das consequências (cetoacidose, complicações microvasculares). Relatos de caso documentam necessidade de aumento de dose de 2-3x ou falha terapêutica. Evitar a associação sempre que possível. Se o uso concomitante for inevitável: 1) Aumentar a dose de glibenclamida em 2-3 vezes, com titulação baseada na glicemia capilar; 2) Considerar substituir a fenitoína por anticonvulsivante não indutor (ex: levetiracetam, lamotrigina, ácido valproico) ou a glibenclamida por antidiabético não metabolizado por CYP2C9 (ex: metformina, insulina, inibidores de SGLT2). 3) Na descontinuação da fenitoína, reduzir a dose de glibenclamida progressivamente para evitar hipoglicemia.

Fenitoína e Glibenclamida interagem?

Sim, Fenitoína e Glibenclamida possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve a fenitoína é um potente indutor do cyp2c9 (principal via de metabolização da glibenclamida, >80% metabolizada por esta via, km ~2-10 μm), acelerando significativamente sua depuração hepática. estudos farmacocinéticos demonstram redução de 40-60% na auc da glibenclamida, com diminuição proporcional dos níveis plasmáticos e meia-vida reduzida em até 50%. a indução enzimática máxima ocorre após 1-2 semanas de uso concomitante.. A conduta recomendada é: evitar a associação sempre que possível. se o uso concomitante for inevitável: 1) aumentar a dose de glibenclamida em 2-3 vezes, com titulação baseada na glicemia capilar; 2) considerar substituir a fenitoína por anticonvulsivante não indutor (ex: levetiracetam, lamotrigina, ácido valproico) ou a glibenclamida por antidiabético não metabolizado por cyp2c9 (ex: metformina, insulina, inibidores de sglt2). 3) na descontinuação da fenitoína, reduzir a dose de glibenclamida progressivamente para evitar hipoglicemia..

Qual o risco de Fenitoína com Glibenclamida?

O risco da associação Fenitoína + Glibenclamida é classificado como GRAVE. Redução significativa dos níveis plasmáticos de glibenclamida, levando à perda de controle glicêmico com risco de hiperglicemia grave. A relevância clínica é alta devido ao índice terapêutico estreito da glibenclamida e à gravidade das consequências (cetoacidose, complicações microvasculares). Relatos de caso documentam necessidade de aumento de dose de 2-3x ou falha terapêutica. Monitorar: monitorar glicemia capilar pré-prandial e pós-prandial diariamente durante o ajuste de dose. hemoglobina glicada (hba1c) a cada 2-4 semanas até estabilização. níveis séricos de glibenclamida não são rotineiramente disponíveis, mas a resposta clínica é o principal parâmetro. atenção para sinais de hipoglicemia na retirada do indutor..

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Atualizado em junho/2026

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