Fenitoína + Gabapentina

ModeradaRequer monitoramento — pode necessitar ajuste de dose
Validada por motor farmacologico

O que acontece

Sedação excessiva, tontura, ataxia, comprometimento cognitivo, quedas, fadiga. Risco de depressão respiratória é baixo, mas pode ocorrer em combinação com outros depressores.

Mecanismo

Depressão sinérgica do SNC por mecanismos complementares. Fenitoína causa sedação leve por ação central. Gabapentina, análogo do GABA, liga-se à subunidade α2δ dos canais de cálcio voltagem-dependentes, reduzindo a liberação de neurotransmissores excitatórios e causando sedação, tontura e ataxia. A combinação potencializa esses efeitos, especialmente em doses altas de Gabapentina (> 900 mg/dia) ou em pacientes com função renal comprometida (clearance de creatinina < 60 mL/min). Não há interação farmacocinética (Gabapentina não é metabolizada, excretada inalterada na urina).

📋Conduta Clinica

Iniciar Gabapentina com dose baixa (ex: 100-300 mg à noite) e titular lentamente (aumentos de 100-300 mg a cada 3-7 dias). Em idosos ou insuficiência renal, reduzir dose conforme clearance de creatinina (ex: CrCl 30-59 mL/min: 200-700 mg/dia dividido em 2 doses). Evitar coadministração com álcool ou outros sedativos. Orientar paciente a levantar-se lentamente para evitar hipotensão postural.

🔍O que monitorar

Monitorar nível de consciência, tontura e ataxia nas primeiras semanas de tratamento e após cada aumento de dose. Avaliar risco de quedas (escala de Morse). Monitorar função renal (creatinina sérica) a cada 6 meses em idosos ou pacientes com risco de disfunção renal.

Alternativas

Para dor neuropática, considerar pregabalina (com monitoramento similar) ou duloxetina. Para epilepsia, considerar lamotrigina ou levetiracetam, que têm perfil sedativo menor.

📚Referências

FDA CNS Depression Alert; UpToDate 2024; Gabapentin prescribing information (Neurontin); Drugs & Aging 2017;34(8):603-614

Perguntas Frequentes

Pode tomar Fenitoína com Gabapentina?

A combinação de Fenitoína com Gabapentina apresenta interação de gravidade moderada. Sedação excessiva, tontura, ataxia, comprometimento cognitivo, quedas, fadiga. Risco de depressão respiratória é baixo, mas pode ocorrer em combinação com outros depressores. Iniciar Gabapentina com dose baixa (ex: 100-300 mg à noite) e titular lentamente (aumentos de 100-300 mg a cada 3-7 dias). Em idosos ou insuficiência renal, reduzir dose conforme clearance de creatinina (ex: CrCl 30-59 mL/min: 200-700 mg/dia dividido em 2 doses). Evitar coadministração com álcool ou outros sedativos. Orientar paciente a levantar-se lentamente para evitar hipotensão postural.

Fenitoína e Gabapentina interagem?

Sim, Fenitoína e Gabapentina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve depressão sinérgica do snc por mecanismos complementares. fenitoína causa sedação leve por ação central. gabapentina, análogo do gaba, liga-se à subunidade α2δ dos canais de cálcio voltagem-dependentes, reduzindo a liberação de neurotransmissores excitatórios e causando sedação, tontura e ataxia. a combinação potencializa esses efeitos, especialmente em doses altas de gabapentina (> 900 mg/dia) ou em pacientes com função renal comprometida (clearance de creatinina < 60 ml/min). não há interação farmacocinética (gabapentina não é metabolizada, excretada inalterada na urina).. A conduta recomendada é: iniciar gabapentina com dose baixa (ex: 100-300 mg à noite) e titular lentamente (aumentos de 100-300 mg a cada 3-7 dias). em idosos ou insuficiência renal, reduzir dose conforme clearance de creatinina (ex: crcl 30-59 ml/min: 200-700 mg/dia dividido em 2 doses). evitar coadministração com álcool ou outros sedativos. orientar paciente a levantar-se lentamente para evitar hipotensão postural..

Qual o risco de Fenitoína com Gabapentina?

O risco da associação Fenitoína + Gabapentina é classificado como MODERADA. Sedação excessiva, tontura, ataxia, comprometimento cognitivo, quedas, fadiga. Risco de depressão respiratória é baixo, mas pode ocorrer em combinação com outros depressores. Monitorar: monitorar nível de consciência, tontura e ataxia nas primeiras semanas de tratamento e após cada aumento de dose. avaliar risco de quedas (escala de morse). monitorar função renal (creatinina sérica) a cada 6 meses em idosos ou pacientes com risco de disfunção renal..

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Atualizado em junho/2026

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