Fenitoína + Duloxetina

ModeradaRequer monitoramento — pode necessitar ajuste de dose
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O que acontece

Redução significativa nos níveis plasmáticos de duloxetina, podendo levar à perda de eficácia terapêutica no tratamento de depressão, ansiedade ou dor neuropática. O efeito pode ser insidioso e manifestar-se como recaída dos sintomas.

Mecanismo

Fenitoína é um potente indutor das enzimas CYP1A2 e CYP2D6. A duloxetina é metabolizada principalmente por CYP1A2 (Km ~ 1.2 μM) e CYP2D6 (Km ~ 0.8 μM), com contribuição menor de CYP2C9. A indução de CYP1A2 pela fenitoína pode aumentar o clearance da duloxetina em 2 a 3 vezes, resultando em redução significativa da AUC (até 60-70%) e Cmax. Estudos com fumantes (indução de CYP1A2) mostram redução de 30-50% nos níveis de duloxetina, e a fenitoína é um indutor mais potente.

📋Conduta Clinica

Monitorar resposta clínica a cada 2-4 semanas após início da fenitoína. Se houver perda de eficácia, aumentar a dose de duloxetina em incrementos de 30 mg a cada 2 semanas, até o máximo de 120 mg/dia, com base na resposta. Ao descontinuar a fenitoína, reduzir a duloxetina gradualmente para evitar toxicidade. Considerar alternativas não indutoras como levetiracetam ou lamotrigina.

🔍O que monitorar

Avaliar resposta clínica (escalas de depressão/ansiedade, relato de dor). Monitorar função hepática (TGO/TGP) basal e a cada 3 meses, pois ambos os fármacos podem causar hepatotoxicidade. Não há monitoramento plasmático rotineiro de duloxetina.

Alternativas

Substituir fenitoína por anticonvulsivante não indutor enzimático (levetiracetam, lamotrigina, gabapentina) ou ajustar dose de duloxetina conforme acima. Alternativamente, usar um antidepressivo não metabolizado por CYP1A2, como sertralina ou citalopram.

📚Referências

Flockhart Drug Interactions Table; UpToDate 2024; FDA Duloxetine Prescribing Information; Clin Pharmacokinet. 2005;44(9):971-82

Perguntas Frequentes

Pode tomar Fenitoína com Duloxetina?

A combinação de Fenitoína com Duloxetina apresenta interação de gravidade moderada. Redução significativa nos níveis plasmáticos de duloxetina, podendo levar à perda de eficácia terapêutica no tratamento de depressão, ansiedade ou dor neuropática. O efeito pode ser insidioso e manifestar-se como recaída dos sintomas. Monitorar resposta clínica a cada 2-4 semanas após início da fenitoína. Se houver perda de eficácia, aumentar a dose de duloxetina em incrementos de 30 mg a cada 2 semanas, até o máximo de 120 mg/dia, com base na resposta. Ao descontinuar a fenitoína, reduzir a duloxetina gradualmente para evitar toxicidade. Considerar alternativas não indutoras como levetiracetam ou lamotrigina.

Fenitoína e Duloxetina interagem?

Sim, Fenitoína e Duloxetina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve fenitoína é um potente indutor das enzimas cyp1a2 e cyp2d6. a duloxetina é metabolizada principalmente por cyp1a2 (km ~ 1.2 μm) e cyp2d6 (km ~ 0.8 μm), com contribuição menor de cyp2c9. a indução de cyp1a2 pela fenitoína pode aumentar o clearance da duloxetina em 2 a 3 vezes, resultando em redução significativa da auc (até 60-70%) e cmax. estudos com fumantes (indução de cyp1a2) mostram redução de 30-50% nos níveis de duloxetina, e a fenitoína é um indutor mais potente.. A conduta recomendada é: monitorar resposta clínica a cada 2-4 semanas após início da fenitoína. se houver perda de eficácia, aumentar a dose de duloxetina em incrementos de 30 mg a cada 2 semanas, até o máximo de 120 mg/dia, com base na resposta. ao descontinuar a fenitoína, reduzir a duloxetina gradualmente para evitar toxicidade. considerar alternativas não indutoras como levetiracetam ou lamotrigina..

Qual o risco de Fenitoína com Duloxetina?

O risco da associação Fenitoína + Duloxetina é classificado como MODERADA. Redução significativa nos níveis plasmáticos de duloxetina, podendo levar à perda de eficácia terapêutica no tratamento de depressão, ansiedade ou dor neuropática. O efeito pode ser insidioso e manifestar-se como recaída dos sintomas. Monitorar: avaliar resposta clínica (escalas de depressão/ansiedade, relato de dor). monitorar função hepática (tgo/tgp) basal e a cada 3 meses, pois ambos os fármacos podem causar hepatotoxicidade. não há monitoramento plasmático rotineiro de duloxetina..

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Atualizado em junho/2026

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