Fenitoína + Domperidona
⚠O que acontece
Redução dos níveis plasmáticos de domperidona, levando a possível perda de eficácia no tratamento de náuseas, vômitos e gastroparesia. Pode ser necessário aumentar a dose, mas respeitando o limite de segurança cardíaca (30 mg/dia em adultos).
⚙Mecanismo
Fenitoína induz CYP3A4, principal via de metabolismo da domperidona (>90%). A indução pode reduzir a AUC da domperidona em 50-70%, baseado em estudos com outros indutores potentes. Isso pode comprometer a eficácia procinética e antiemética. Além disso, a domperidona prolonga o intervalo QT, e a redução de sua concentração pode paradoxalmente diminuir esse risco, mas a perda de eficácia é a principal preocupação.
📋Conduta Clinica
Monitorar resposta clínica (controle de náuseas/vômitos, esvaziamento gástrico). Se necessário, aumentar dose de domperidona até 10 mg 3x/dia (dose máxima usual). Não exceder 30 mg/dia devido ao risco de prolongamento QT. Se dose máxima for ineficaz, substituir fenitoína por anticonvulsivante não indutor ou considerar metoclopramida como alternativa (também metabolizada por CYP, mas com menor dependência de CYP3A4).
🔍O que monitorar
Eficácia clínica, ECG basal e após 1-2 semanas de ajuste de dose (QTc <470 ms homens, <480 ms mulheres), eletrólitos (K+, Mg2+).
↺Alternativas
Substituir fenitoína por levetiracetam, lamotrigina ou gabapentina. Se a fenitoína for mantida, considerar metoclopramida (metabolismo por CYP2D6, não induzido por fenitoína) ou ondansetrona (também induzida, mas com menor impacto clínico).
📚Referências
Flockhart Drug Interactions Table; UpToDate 2024; FDA Label Domperidone (via FDA.gov); Drug Metab Dispos. 2005;33(2):243-8.
Perguntas Frequentes
Pode tomar Fenitoína com Domperidona?
A combinação de Fenitoína com Domperidona apresenta interação de gravidade moderada. Redução dos níveis plasmáticos de domperidona, levando a possível perda de eficácia no tratamento de náuseas, vômitos e gastroparesia. Pode ser necessário aumentar a dose, mas respeitando o limite de segurança cardíaca (30 mg/dia em adultos). Monitorar resposta clínica (controle de náuseas/vômitos, esvaziamento gástrico). Se necessário, aumentar dose de domperidona até 10 mg 3x/dia (dose máxima usual). Não exceder 30 mg/dia devido ao risco de prolongamento QT. Se dose máxima for ineficaz, substituir fenitoína por anticonvulsivante não indutor ou considerar metoclopramida como alternativa (também metabolizada por CYP, mas com menor dependência de CYP3A4).
Fenitoína e Domperidona interagem?
Sim, Fenitoína e Domperidona possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve fenitoína induz cyp3a4, principal via de metabolismo da domperidona (>90%). a indução pode reduzir a auc da domperidona em 50-70%, baseado em estudos com outros indutores potentes. isso pode comprometer a eficácia procinética e antiemética. além disso, a domperidona prolonga o intervalo qt, e a redução de sua concentração pode paradoxalmente diminuir esse risco, mas a perda de eficácia é a principal preocupação.. A conduta recomendada é: monitorar resposta clínica (controle de náuseas/vômitos, esvaziamento gástrico). se necessário, aumentar dose de domperidona até 10 mg 3x/dia (dose máxima usual). não exceder 30 mg/dia devido ao risco de prolongamento qt. se dose máxima for ineficaz, substituir fenitoína por anticonvulsivante não indutor ou considerar metoclopramida como alternativa (também metabolizada por cyp, mas com menor dependência de cyp3a4)..
Qual o risco de Fenitoína com Domperidona?
O risco da associação Fenitoína + Domperidona é classificado como MODERADA. Redução dos níveis plasmáticos de domperidona, levando a possível perda de eficácia no tratamento de náuseas, vômitos e gastroparesia. Pode ser necessário aumentar a dose, mas respeitando o limite de segurança cardíaca (30 mg/dia em adultos). Monitorar: eficácia clínica, ecg basal e após 1-2 semanas de ajuste de dose (qtc <470 ms homens, <480 ms mulheres), eletrólitos (k+, mg2+)..
Interações Relacionadas
Amiodarona é inibidor fraco da CYP3A4 (IC50 >10 µM), enquanto o Omeprazol é metabolizado principalmente pela CYP2C19 e, em menor extensão, pela CYP3A4. A inibição da CYP3A4 pela amiodarona resulta em aumento modesto (<2x) na exposição ao omeprazol, com relevância clínica limitada devido à ampla janela terapêutica do omeprazol.
Amiodarona inibe fracamente a CYP3A4, enquanto o Lansoprazol é metabolizado principalmente pela CYP2C19 e CYP3A4. A contribuição da CYP3A4 é secundária, resultando em aumento <30% na AUC do lansoprazol, sem relevância clínica em doses padrão (15-30 mg/dia).
Interação farmacodinâmica e farmacocinética sinérgica. Farmacodinâmica: Ambos bloqueiam canais hERG (IKr), prolongando o QT de forma aditiva. Farmacocinética: A amiodarona é um inibidor moderado da CYP3A4, principal via de metabolismo da domperidona. A inibição enzimática pode aumentar a AUC da domperidona em 2-3 vezes, elevando ainda mais o risco de cardiotoxicidade dependente de concentração.
Risco aditivo de prolongamento do intervalo QT. Ambos os fármacos são listados como de 'Risco Conhecido' de TdP pelo CredibleMeds, atuando por bloqueio dos canais hERG (IKr). A amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4, vias secundárias da ondansetrona (primariamente metabolizada por UGT1A1, CYP1A2), mas a contribuição farmacocinética é considerada menor. O mecanismo principal é farmacodinâmico.
Atualizado em junho/2026
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