Fenitoína + Diazepam
⚠O que acontece
Redução significativa dos níveis plasmáticos de diazepam e nordazepam, levando a perda de eficácia ansiolítica, sedativa e anticonvulsivante. Risco de crise de abstinência em pacientes dependentes.
⚙Mecanismo
Fenitoína é um potente indutor de CYP3A4 e CYP2C19, principais vias de metabolismo do diazepam (CYP3A4: N-desmetilação a nordazepam; CYP2C19: 3-hidroxilação a temazepam). A indução enzimática pode reduzir a AUC do diazepam em 50-80% e aumentar o clearance em 2-3 vezes, com efeito máximo após 2-3 semanas de uso concomitante. Nordazepam, metabólito ativo, também tem metabolismo acelerado.
📋Conduta Clinica
Evitar combinação se possível. Se inevitável, aumentar dose de diazepam em 50-100% com titulação baseada em resposta clínica. Considerar benzodiazepínico não metabolizado por CYP (lorazepam, oxazepam, temazepam) como alternativa. Na descontinuação da fenitoína, reduzir diazepam gradualmente para evitar toxicidade.
🔍O que monitorar
Avaliar resposta clínica (ansiedade, sedação, controle de crises) a cada 1-2 semanas durante ajuste. Monitorar sinais de abstinência (agitação, taquicardia, tremores). Níveis plasmáticos de diazepam não são rotineiramente disponíveis, mas podem ser úteis em casos refratários.
↺Alternativas
Lorazepam, oxazepam ou temazepam (metabolizados por glicuronidação, não afetados por indutores CYP).
📚Referências
Flockhart Drug Interactions Table; UpToDate 2024; Lexicomp 2024; estudo clínico: Dhillon S, Richens A. Pharmacokinetics of diazepam in epileptic patients. Br J Clin Pharmacol. 1981;12(6):841-844.
Perguntas Frequentes
Pode tomar Fenitoína com Diazepam?
A combinação de Fenitoína com Diazepam apresenta interação de gravidade grave. Redução significativa dos níveis plasmáticos de diazepam e nordazepam, levando a perda de eficácia ansiolítica, sedativa e anticonvulsivante. Risco de crise de abstinência em pacientes dependentes. Evitar combinação se possível. Se inevitável, aumentar dose de diazepam em 50-100% com titulação baseada em resposta clínica. Considerar benzodiazepínico não metabolizado por CYP (lorazepam, oxazepam, temazepam) como alternativa. Na descontinuação da fenitoína, reduzir diazepam gradualmente para evitar toxicidade.
Fenitoína e Diazepam interagem?
Sim, Fenitoína e Diazepam possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve fenitoína é um potente indutor de cyp3a4 e cyp2c19, principais vias de metabolismo do diazepam (cyp3a4: n-desmetilação a nordazepam; cyp2c19: 3-hidroxilação a temazepam). a indução enzimática pode reduzir a auc do diazepam em 50-80% e aumentar o clearance em 2-3 vezes, com efeito máximo após 2-3 semanas de uso concomitante. nordazepam, metabólito ativo, também tem metabolismo acelerado.. A conduta recomendada é: evitar combinação se possível. se inevitável, aumentar dose de diazepam em 50-100% com titulação baseada em resposta clínica. considerar benzodiazepínico não metabolizado por cyp (lorazepam, oxazepam, temazepam) como alternativa. na descontinuação da fenitoína, reduzir diazepam gradualmente para evitar toxicidade..
Qual o risco de Fenitoína com Diazepam?
O risco da associação Fenitoína + Diazepam é classificado como GRAVE. Redução significativa dos níveis plasmáticos de diazepam e nordazepam, levando a perda de eficácia ansiolítica, sedativa e anticonvulsivante. Risco de crise de abstinência em pacientes dependentes. Monitorar: avaliar resposta clínica (ansiedade, sedação, controle de crises) a cada 1-2 semanas durante ajuste. monitorar sinais de abstinência (agitação, taquicardia, tremores). níveis plasmáticos de diazepam não são rotineiramente disponíveis, mas podem ser úteis em casos refratários..
Interações Relacionadas
Interação complexa: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP2C9, enquanto a Fluoxetina é um potente inibidor da CYP2D6 e inibidor moderado da CYP3A4. Esta inibição mútua pode elevar os níveis de ambos os fármacos. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), resultando em um efeito aditivo significativo na repolarização ventricular.
Interação dupla: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP3A4, enzimas que metabolizam a Sertralina, podendo aumentar seus níveis. A Sertralina, por sua vez, é um inibidor moderado da CYP2D6, o que pode afetar o metabolismo da Amiodarona. 2) Ambos os fármacos bloqueiam os canais IKr (hERG), causando um efeito aditivo no prolongamento do intervalo QTc.
Interação farmacocinética e farmacodinâmica: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6, a principal via de metabolismo da Paroxetina, podendo aumentar seus níveis. A Paroxetina é um potente inibidor da CYP2D6, o que pode reduzir a conversão da Amiodarona em seu metabólito ativo, alterando seu perfil de eficácia e toxicidade. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), com efeito aditivo.
Amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4 (reduz conversão de venlafaxina para O-desmetilvenlafaxina), aumentando níveis de venlafaxina em 30-70% e reduzindo metabólito ativo.
Atualizado em junho/2026
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