Fenitoína + Clomipramina

GraveRisco elevado — pode causar dano significativo ao paciente
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O que acontece

Redução significativa dos níveis plasmáticos de clomipramina e seu metabólito ativo, levando à perda de eficácia no tratamento de transtorno obsessivo-compulsivo, depressão maior ou transtorno do pânico. Risco de recaída grave e comportamento suicida. A interação pode ser mascarada pela longa meia-vida da clomipramina (19-37h).

Mecanismo

Fenitoína induz CYP2C19, CYP1A2 e CYP3A4. A clomipramina é metabolizada extensivamente por CYP2C19 (Km ~ 3 μM) e CYP1A2 para desmetilclomipramina (ativo), e por CYP2D6 para hidroxilação. A indução pode aumentar o clearance em 2-4 vezes, reduzindo os níveis plasmáticos de clomipramina em 60-80%. Relatos de caso mostram níveis subterapêuticos de clomipramina (<50 ng/mL) com doses usuais quando combinada com fenitoína, resultando em falha no tratamento de TOC e depressão. O índice terapêutico é estreito (faixa 100-250 ng/mL para clomipramina + desmetilclomipramina).

📋Conduta Clinica

Evitar a associação. Se inevitável, monitorar níveis séricos de clomipramina + desmetilclomipramina (alvo 100-250 ng/mL) antes e 2-3 semanas após início da fenitoína. Ajustar dose de clomipramina com base nos níveis, podendo ser necessário aumentar 2-3 vezes (ex: de 75 mg/dia para 150-225 mg/dia). Realizar ECG basal e a cada ajuste de dose para QTc. Ao descontinuar fenitoína, reduzir clomipramina gradualmente para evitar toxicidade (convulsões, cardiotoxicidade).

🔍O que monitorar

Níveis séricos de clomipramina + desmetilclomipramina a cada 2-4 semanas até estabilização, depois a cada 3 meses. ECG com QTc basal e após cada aumento de dose. Monitorar resposta clínica (escalas de TOC/depressão), efeitos anticolinérgicos e sedação. Função hepática a cada 3 meses.

Alternativas

Substituir fenitoína por anticonvulsivante não indutor (levetiracetam, lamotrigina) ou usar um ISRS para TOC/depressão (fluoxetina, sertralina) que não seja extensamente metabolizado por CYP2C19. Se clomipramina for essencial, considerar ajuste guiado por níveis séricos.

📚Referências

Flockhart Drug Interactions Table; UpToDate 2024; FDA Clomipramine Prescribing Information; Ther Drug Monit. 1991;13(1):69-73; J Clin Psychopharmacol. 1996;16(2):188-9

Perguntas Frequentes

Pode tomar Fenitoína com Clomipramina?

A combinação de Fenitoína com Clomipramina apresenta interação de gravidade grave. Redução significativa dos níveis plasmáticos de clomipramina e seu metabólito ativo, levando à perda de eficácia no tratamento de transtorno obsessivo-compulsivo, depressão maior ou transtorno do pânico. Risco de recaída grave e comportamento suicida. A interação pode ser mascarada pela longa meia-vida da clomipramina (19-37h). Evitar a associação. Se inevitável, monitorar níveis séricos de clomipramina + desmetilclomipramina (alvo 100-250 ng/mL) antes e 2-3 semanas após início da fenitoína. Ajustar dose de clomipramina com base nos níveis, podendo ser necessário aumentar 2-3 vezes (ex: de 75 mg/dia para 150-225 mg/dia). Realizar ECG basal e a cada ajuste de dose para QTc. Ao descontinuar fenitoína, reduzir clomipramina gradualmente para evitar toxicidade (convulsões, cardiotoxicidade).

Fenitoína e Clomipramina interagem?

Sim, Fenitoína e Clomipramina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve fenitoína induz cyp2c19, cyp1a2 e cyp3a4. a clomipramina é metabolizada extensivamente por cyp2c19 (km ~ 3 μm) e cyp1a2 para desmetilclomipramina (ativo), e por cyp2d6 para hidroxilação. a indução pode aumentar o clearance em 2-4 vezes, reduzindo os níveis plasmáticos de clomipramina em 60-80%. relatos de caso mostram níveis subterapêuticos de clomipramina (<50 ng/ml) com doses usuais quando combinada com fenitoína, resultando em falha no tratamento de toc e depressão. o índice terapêutico é estreito (faixa 100-250 ng/ml para clomipramina + desmetilclomipramina).. A conduta recomendada é: evitar a associação. se inevitável, monitorar níveis séricos de clomipramina + desmetilclomipramina (alvo 100-250 ng/ml) antes e 2-3 semanas após início da fenitoína. ajustar dose de clomipramina com base nos níveis, podendo ser necessário aumentar 2-3 vezes (ex: de 75 mg/dia para 150-225 mg/dia). realizar ecg basal e a cada ajuste de dose para qtc. ao descontinuar fenitoína, reduzir clomipramina gradualmente para evitar toxicidade (convulsões, cardiotoxicidade)..

Qual o risco de Fenitoína com Clomipramina?

O risco da associação Fenitoína + Clomipramina é classificado como GRAVE. Redução significativa dos níveis plasmáticos de clomipramina e seu metabólito ativo, levando à perda de eficácia no tratamento de transtorno obsessivo-compulsivo, depressão maior ou transtorno do pânico. Risco de recaída grave e comportamento suicida. A interação pode ser mascarada pela longa meia-vida da clomipramina (19-37h). Monitorar: níveis séricos de clomipramina + desmetilclomipramina a cada 2-4 semanas até estabilização, depois a cada 3 meses. ecg com qtc basal e após cada aumento de dose. monitorar resposta clínica (escalas de toc/depressão), efeitos anticolinérgicos e sedação. função hepática a cada 3 meses..

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Atualizado em junho/2026

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