Fenitoína + Cetoconazol

ModeradaRequer monitoramento — pode necessitar ajuste de dose
Validada por motor farmacologico

O que acontece

Redução significativa dos níveis plasmáticos de cetoconazol, levando a falha terapêutica em infecções fúngicas (ex: candidíase esofágica, micoses profundas). Risco de desenvolvimento de resistência fúngica por exposição subterapêutica.

Mecanismo

A fenitoína induz a CYP3A4, principal via de metabolismo do cetoconazol (>80%). A indução ocorre via PXR, aumentando a expressão enzimática. Estudos mostram redução da AUC do cetoconazol em 50-70% e da Cmax em 40-60% quando coadministrado com indutores potentes. O cetoconazol tem alta extração hepática, portanto sua biodisponibilidade oral é muito sensível à indução. A redução dos níveis pode comprometer a eficácia antifúngica, especialmente em infecções sistêmicas.

📋Conduta Clinica

1. Evitar associação se possível; cetoconazol não é primeira linha para infecções sistêmicas (preferir fluconazol ou equinocandinas). 2. Se inevitável, aumentar dose de cetoconazol para 400-600 mg/dia (dose usual: 200-400 mg) e monitorar níveis séricos (alvo: >1 μg/mL). 3. Usar formulação oral em jejum para maximizar absorção. 4. Considerar trocar fenitoína por anticonvulsivante não indutor (levetiracetam, lamotrigina). 5. Monitorar hepatotoxicidade (cetoconazol é hepatotóxico).

🔍O que monitorar

Dosar nível sérico de cetoconazol 2h pós-dose após 1 semana de coadministração. Monitorar TGO/TGP, bilirrubinas semanalmente. ECG com QTc basal e após 1 semana (cetoconazol prolonga QT). Avaliar resposta clínica (cultura, sintomas).

Alternativas

Alternativas à fenitoína: levetiracetam, lamotrigina. Alternativas ao cetoconazol: fluconazol (não é substrato CYP3A4), itraconazol (também afetado, mas menos), ou anfotericina B (via parenteral, não interage).

📚Referências

Flockhart Drug Interactions Table; UpToDate 2024; FDA Label Cetoconazol; Antimicrob Agents Chemother. 2011;55(7):3169-75.

Perguntas Frequentes

Pode tomar Fenitoína com Cetoconazol?

A combinação de Fenitoína com Cetoconazol apresenta interação de gravidade moderada. Redução significativa dos níveis plasmáticos de cetoconazol, levando a falha terapêutica em infecções fúngicas (ex: candidíase esofágica, micoses profundas). Risco de desenvolvimento de resistência fúngica por exposição subterapêutica. 1. Evitar associação se possível; cetoconazol não é primeira linha para infecções sistêmicas (preferir fluconazol ou equinocandinas). 2. Se inevitável, aumentar dose de cetoconazol para 400-600 mg/dia (dose usual: 200-400 mg) e monitorar níveis séricos (alvo: >1 μg/mL). 3. Usar formulação oral em jejum para maximizar absorção. 4. Considerar trocar fenitoína por anticonvulsivante não indutor (levetiracetam, lamotrigina). 5. Monitorar hepatotoxicidade (cetoconazol é hepatotóxico).

Fenitoína e Cetoconazol interagem?

Sim, Fenitoína e Cetoconazol possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve a fenitoína induz a cyp3a4, principal via de metabolismo do cetoconazol (>80%). a indução ocorre via pxr, aumentando a expressão enzimática. estudos mostram redução da auc do cetoconazol em 50-70% e da cmax em 40-60% quando coadministrado com indutores potentes. o cetoconazol tem alta extração hepática, portanto sua biodisponibilidade oral é muito sensível à indução. a redução dos níveis pode comprometer a eficácia antifúngica, especialmente em infecções sistêmicas.. A conduta recomendada é: 1. evitar associação se possível; cetoconazol não é primeira linha para infecções sistêmicas (preferir fluconazol ou equinocandinas). 2. se inevitável, aumentar dose de cetoconazol para 400-600 mg/dia (dose usual: 200-400 mg) e monitorar níveis séricos (alvo: >1 μg/ml). 3. usar formulação oral em jejum para maximizar absorção. 4. considerar trocar fenitoína por anticonvulsivante não indutor (levetiracetam, lamotrigina). 5. monitorar hepatotoxicidade (cetoconazol é hepatotóxico)..

Qual o risco de Fenitoína com Cetoconazol?

O risco da associação Fenitoína + Cetoconazol é classificado como MODERADA. Redução significativa dos níveis plasmáticos de cetoconazol, levando a falha terapêutica em infecções fúngicas (ex: candidíase esofágica, micoses profundas). Risco de desenvolvimento de resistência fúngica por exposição subterapêutica. Monitorar: dosar nível sérico de cetoconazol 2h pós-dose após 1 semana de coadministração. monitorar tgo/tgp, bilirrubinas semanalmente. ecg com qtc basal e após 1 semana (cetoconazol prolonga qt). avaliar resposta clínica (cultura, sintomas)..

Interações Relacionadas

Atualizado em junho/2026

Gerada por motor farmacologico com validacao por IA — Tier B

Verificar mais interações

As informações desta página são de caráter educativo e não substituem a orientação de um profissional farmacêutico. Sempre consulte um farmacêutico antes de alterar sua medicação.