Fenitoína + Celecoxibe

ModeradaRequer monitoramento — pode necessitar ajuste de dose
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O que acontece

Redução significativa dos níveis plasmáticos de Celecoxibe (40-50% de redução na AUC), com possível perda de eficácia terapêutica (dor, inflamação). Risco de falha terapêutica em condições como artrite reumatoide ou dor aguda.

Mecanismo

Fenitoína é um indutor potente do CYP2C9 (principal via de metabolismo do Celecoxibe, responsável por >70% do clearance) e moderado do CYP3A4. A indução do CYP2C9 pela Fenitoína aumenta a depuração do Celecoxibe, reduzindo sua AUC em aproximadamente 40-50% e a meia-vida de 11h para 6-8h. O Celecoxibe é metabolizado a hidroxicelocoxibe (inativo) e carboxilcelocoxibe (inativo). A magnitude da interação é clinicamente significativa, podendo levar à perda de eficácia anti-inflamatória e analgésica. O efeito indutor máximo ocorre após 2-3 semanas de uso contínuo de Fenitoína e persiste por 2-4 semanas após a descontinuação.

📋Conduta Clinica

Monitorar eficácia clínica do Celecoxibe (escala de dor, rigidez matinal). Se necessário, aumentar a dose de Celecoxibe em 50-100% (ex: de 200 mg/dia para 300-400 mg/dia dividido em 2 tomadas) durante o uso de Fenitoína. Após descontinuação da Fenitoína, reduzir gradualmente a dose de Celecoxibe para evitar toxicidade (risco de eventos cardiovasculares e gastrointestinais). Considerar monitoramento de níveis plasmáticos de Celecoxibe, se disponível (faixa terapêutica não bem estabelecida, mas concentrações < 0.5 μg/mL podem ser subterapêuticas).

🔍O que monitorar

Avaliar resposta clínica (escala visual analógica de dor, DAS28 para artrite reumatoide) a cada 2-4 semanas. Monitorar creatinina sérica e pressão arterial (Celecoxibe pode causar retenção hídrica e hipertensão). Monitorar sinais de toxicidade gastrointestinal (dispepsia, sangramento) se dose aumentada.

Alternativas

Considerar substituir Fenitoína por outro anticonvulsivante não indutor enzimático (ex: levetiracetam, lamotrigina, ácido valproico - este último inibidor, cuidado com ajuste de dose). Ou substituir Celecoxibe por AINE não metabolizado por CYP2C9, como naproxeno (principalmente glicuronidação) ou ibuprofeno (CYP2C9 contribui, mas menos dependente), com monitoramento de eficácia.

📚Referências

Flockhart Drug Interactions Table; UpToDate 2024; Celecoxib prescribing information (Celebrex); Clinical Pharmacology & Therapeutics 2002;72(3):247-255; Drug Metabolism and Disposition 2000;28(5):514-521

Perguntas Frequentes

Pode tomar Fenitoína com Celecoxibe?

A combinação de Fenitoína com Celecoxibe apresenta interação de gravidade moderada. Redução significativa dos níveis plasmáticos de Celecoxibe (40-50% de redução na AUC), com possível perda de eficácia terapêutica (dor, inflamação). Risco de falha terapêutica em condições como artrite reumatoide ou dor aguda. Monitorar eficácia clínica do Celecoxibe (escala de dor, rigidez matinal). Se necessário, aumentar a dose de Celecoxibe em 50-100% (ex: de 200 mg/dia para 300-400 mg/dia dividido em 2 tomadas) durante o uso de Fenitoína. Após descontinuação da Fenitoína, reduzir gradualmente a dose de Celecoxibe para evitar toxicidade (risco de eventos cardiovasculares e gastrointestinais). Considerar monitoramento de níveis plasmáticos de Celecoxibe, se disponível (faixa terapêutica não bem estabelecida, mas concentrações < 0.5 μg/mL podem ser subterapêuticas).

Fenitoína e Celecoxibe interagem?

Sim, Fenitoína e Celecoxibe possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve fenitoína é um indutor potente do cyp2c9 (principal via de metabolismo do celecoxibe, responsável por >70% do clearance) e moderado do cyp3a4. a indução do cyp2c9 pela fenitoína aumenta a depuração do celecoxibe, reduzindo sua auc em aproximadamente 40-50% e a meia-vida de 11h para 6-8h. o celecoxibe é metabolizado a hidroxicelocoxibe (inativo) e carboxilcelocoxibe (inativo). a magnitude da interação é clinicamente significativa, podendo levar à perda de eficácia anti-inflamatória e analgésica. o efeito indutor máximo ocorre após 2-3 semanas de uso contínuo de fenitoína e persiste por 2-4 semanas após a descontinuação.. A conduta recomendada é: monitorar eficácia clínica do celecoxibe (escala de dor, rigidez matinal). se necessário, aumentar a dose de celecoxibe em 50-100% (ex: de 200 mg/dia para 300-400 mg/dia dividido em 2 tomadas) durante o uso de fenitoína. após descontinuação da fenitoína, reduzir gradualmente a dose de celecoxibe para evitar toxicidade (risco de eventos cardiovasculares e gastrointestinais). considerar monitoramento de níveis plasmáticos de celecoxibe, se disponível (faixa terapêutica não bem estabelecida, mas concentrações < 0.5 μg/ml podem ser subterapêuticas)..

Qual o risco de Fenitoína com Celecoxibe?

O risco da associação Fenitoína + Celecoxibe é classificado como MODERADA. Redução significativa dos níveis plasmáticos de Celecoxibe (40-50% de redução na AUC), com possível perda de eficácia terapêutica (dor, inflamação). Risco de falha terapêutica em condições como artrite reumatoide ou dor aguda. Monitorar: avaliar resposta clínica (escala visual analógica de dor, das28 para artrite reumatoide) a cada 2-4 semanas. monitorar creatinina sérica e pressão arterial (celecoxibe pode causar retenção hídrica e hipertensão). monitorar sinais de toxicidade gastrointestinal (dispepsia, sangramento) se dose aumentada..

Interações Relacionadas

Amiodarona + Tramadol

Amiodarona inibe CYP2D6 (Ki ~3-5 µM) e CYP3A4 (Ki ~10-15 µM), enzimas responsáveis pelo metabolismo do Tramadol (substrato da CYP2D6 para formação do metabólito ativo O-desmetiltramadol, e da CYP3A4 para N-desmetiltramadol). A inibição da CYP2D6 reduz a conversão para o metabólito ativo (efeito analgésico diminuído), enquanto a inibição da CYP3A4 aumenta os níveis de Tramadol inalterado, elevando o risco de efeitos adversos serotoninérgicos e convulsivos.

Moderada
Amiodarona + Codeína

Amiodarona é inibidor moderado da CYP2D6 (Ki ~3-5 µM), enzima responsável pela conversão da Codeína (pró-fármaco) em seu metabólito ativo, morfina. A inibição da CYP2D6 reduz significativamente a formação de morfina (em 50-80%), resultando em falha terapêutica (analgesia inadequada). Os níveis de Codeína inalterada podem aumentar levemente, mas sem efeito clínico relevante.

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Grave
Amiodarona + Oxicodona

Amiodarona inibe moderadamente CYP3A4 (redução de clearance ~40-60%, aumento AUC esperado 1,5-2x) e fracamente CYP2D6, enzimas responsáveis pelo metabolismo de oxicodona para noroxicodona (CYP3A4) e oximorfona (CYP2D6).

Moderada

Atualizado em junho/2026

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