Fenitoína + Carbamazepina
⚠O que acontece
Redução nos níveis de Carbamazepina com perda de eficácia terapêutica. Risco alto por índice terapêutico estreito.
⚙Mecanismo
Indução mútua via CYP3A4 (ambos ativam PXR): fenitoína reduz níveis de carbamazepina e vice-versa. Redução de 30-50% nos níveis de ambos.
📋Conduta Clinica
Evitar associação sempre que possível. Se mantida, aumentar doses 30-50% e monitorar TDM de ambos os fármacos.
🔍O que monitorar
Níveis séricos de ambos (fenitoína 10-20 mcg/mL; carbamazepina 4-12 mcg/mL) a cada 3-5 dias até estabilização; TGO/TGP, hemograma; contagem de crises diária.
↺Alternativas
Considerar alternativa a Fenitoína que não induza as mesmas enzimas CYP. Ou usar Carbamazepina em formulação/dose ajustada.
📚Referências
Flockhart Drug Interactions Table; UpToDate 2024
Perguntas Frequentes
Pode tomar Fenitoína com Carbamazepina?
A combinação de Fenitoína com Carbamazepina apresenta interação de gravidade grave. Redução nos níveis de Carbamazepina com perda de eficácia terapêutica. Risco alto por índice terapêutico estreito. Evitar associação sempre que possível. Se mantida, aumentar doses 30-50% e monitorar TDM de ambos os fármacos.
Fenitoína e Carbamazepina interagem?
Sim, Fenitoína e Carbamazepina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve indução mútua via cyp3a4 (ambos ativam pxr): fenitoína reduz níveis de carbamazepina e vice-versa. redução de 30-50% nos níveis de ambos.. A conduta recomendada é: evitar associação sempre que possível. se mantida, aumentar doses 30-50% e monitorar tdm de ambos os fármacos..
Qual o risco de Fenitoína com Carbamazepina?
O risco da associação Fenitoína + Carbamazepina é classificado como GRAVE. Redução nos níveis de Carbamazepina com perda de eficácia terapêutica. Risco alto por índice terapêutico estreito. Monitorar: níveis séricos de ambos (fenitoína 10-20 mcg/ml; carbamazepina 4-12 mcg/ml) a cada 3-5 dias até estabilização; tgo/tgp, hemograma; contagem de crises diária..
Interações Relacionadas
Interação complexa: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP2C9, enquanto a Fluoxetina é um potente inibidor da CYP2D6 e inibidor moderado da CYP3A4. Esta inibição mútua pode elevar os níveis de ambos os fármacos. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), resultando em um efeito aditivo significativo na repolarização ventricular.
Interação dupla: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6 e a CYP3A4, enzimas que metabolizam a Sertralina, podendo aumentar seus níveis. A Sertralina, por sua vez, é um inibidor moderado da CYP2D6, o que pode afetar o metabolismo da Amiodarona. 2) Ambos os fármacos bloqueiam os canais IKr (hERG), causando um efeito aditivo no prolongamento do intervalo QTc.
Interação farmacocinética e farmacodinâmica: 1) A Amiodarona inibe a CYP2D6, a principal via de metabolismo da Paroxetina, podendo aumentar seus níveis. A Paroxetina é um potente inibidor da CYP2D6, o que pode reduzir a conversão da Amiodarona em seu metabólito ativo, alterando seu perfil de eficácia e toxicidade. 2) Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG), com efeito aditivo.
Amiodarona inibe CYP2D6 e CYP3A4 (reduz conversão de venlafaxina para O-desmetilvenlafaxina), aumentando níveis de venlafaxina em 30-70% e reduzindo metabólito ativo.
Atualizado em junho/2026
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